segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

What's the time

Yes: time heals. It does. Time has created a safe distance between my present and times I was physically and emotionally violated; times I desired beyond my power; times I lived the impossible in my mind because I couldn't bear the thought of handling something real;  times I was not happy about being myself; times I dared to spread my pearls among bums. Today I remembered an ex-boyfriend... the idea of getting undressed in front of him, sharing a bathtub, singing in his ear, it all seemed so... awkward... having loved him felt strange, simply because the love file with his name on had been long erased from my PC. I felt awkward, then slightly embarrassed, and eventually I couldn't even wish he were happy because it sounded cheesy and surprisingly fake - there was nothing there at all, as though we had never met. 

So the answer is yes - time washes away the good and the evil, for better or worse. The interesting part of it, however, is the fact that we cannot programme how time operates - it could take minutes or decades to bury a memory, which means that digging a hole and throwing a piece of your mind into it won't do the trick - believe me. The better we try, the more we recall. When I came to terms with this undeniable truth, I decided to face my fears one by one - I thought life would give everyone a chance to explain, to try again or walk away... to say whatever there was to say. I guess that's why I waited so long for a couple of answers that never showed. Why, I had to make them up on my own - and life kept its frantic pace everywhere else on this planet. All I know is I've taken my chances - and what I can tell you is this: failing feels much better than trying helplessly to conceal a regret.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

True romance

Uau! This song threw me back in time so violently that I'm still struggling against my common sense...

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Nunca fui beijada

Ultimamente tenho postergado as obrigações e aceitado os fatos - sou mesmo grande demais para caber nessa lâmpada mágica (bem maior que três únicos desejos). Não caibo e também não pertenço; difícil a ponto de não valer a pena, ecoam as vozes que encontram meu pensamento. Talvez por isso mesmo eu insista em travar acordos unilaterais para o bem dos povos, e viaje a terras distantes buscando o segredo da resignação e da boa vontade. Nado para longe, olhos fechados, desejo impenetrável, intangível - sufocável, creio eu. Há pouco tempo parei tudo o que estava fazendo para mergulhar nos cinquenta tons de Christian Grey, só para descobrir que essa coisa de amor, paixão e suspiros ofegantes não cabe na extenuante jornada diária - nesse barco em que confiança e certeza oscilam pra sobreviver. Por que eu? Por que você? Como assim nós dois? Cada um de nós pensou um bocado, até um concluir que era pouco, que será sempre... que tanto faz. Lembrei-me dos rostos que já estamparam meus poemas, sem qualquer lembrança de belas rimas que evocassem o meu; histórias felizes; exercício de cura, de culpa, de puro altruísmo do mais egocêntrico... de let it be. Carrego a humildade e a perseverança na mesma moeda, que já começa a pesar em meu bolso, a cansar meus passos e rasgar-me a roupa como a dizer-me que essa renúncia à minha vileza não tem lá tanta importância. Vou embora pra casa com gosto de qualquer coisa na boca, sem me dar conta de que vencer só enche uma página da história... uma linha da vida.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Fruta madura

Gosto de coisas que você não gosta; vejo em nós diferenças que a você não interessam por não fazerem-se saber. Ouço seus chutes na porta e me questiono sobre o motivo do seu querer, paralisada pela inconsistência dessa história nascida de um instante, projetada por um par de curiosas expectativas. Sinto medo do escuro, mas avanço sem qualquer noção de espaço ou pretensão de mudar meu pensamento. Ventos me carregam e eu te levo comigo em um bolso escondido do coração - te desejo de um jeito errado e desmedido... e tenho medo... e fico no escuro... e te sinto perto, ouvindo aquela música que não me acrescenta, usando aquela gíria que não me representa, constantemente a chutar-me a porta com poses e apelos que de tão abstratos me inocentam. Não passamos de novelos coloridos, envoltos em desejos descabidos... que de tão bonitos nos aumentam, reinventam a nossa razão.

sábado, 2 de novembro de 2013

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Note to a complete stranger

Today I felt like saying thank you once again - maybe for the last time. For each moment of inspiration, for everything you made me feel without even trying, for allowing me to transform myself, to know what I want, to value what I have. Thank you for opening up this golden gate full of hope, possibilities, cultural diversity, idealism, search for change. We won't give up because that's our only bond, that's what makes us grow stronger out of hypocrisy, out of demagogy.
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I have always been true to you, and the truth is that I was a mess for quite some time - but hopefully not for too long. Love's at my door, waiting for me to get home every night, and for that I'll always be grateful. I feel blessed and I'd really like you to feel the same way.
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Here's something I wrote back in 2009, when we were just kids trying our luck elsewhere but inside ourselves.
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http://garrastazu.blogspot.com.br/2009/11/inefavel.html
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Peace and love now and always.
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Your friend,
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Érika