sábado, 31 de agosto de 2013

Através

Te procuro mesmo sabendo onde você está
te procuro porque preciso ver seu rosto
banhar-me na energia do seu sorriso
e recompor meu viço pálido
fazer as pazes comigo
sentir o corpo ávido
por um momento
pesar cada indício
com paixão e afeto
pó de estrela nos cabelos
belas histórias soprando apelos
por um jardim de sonhos secular...

Através

Te procuro mesmo sabendo onde você está
te procuro porque preciso ver seu rosto
banhar-me na energia do seu sorriso
e recompor meu viço pálido
fazer as pazes comigo
sentir o corpo ávido
por um momento
pesar cada indício
com paixão e afeto
pó de estrela nos cabelos
belas histórias soprando apelos
por um jardim de sonhos secular...

terça-feira, 27 de agosto de 2013

La prima volta

Ti ho visto tanto tempo fa... ed ancora provo a ricordare i colori del tuo viso, la luce che disegna i tuoi pensieri. La tua città è cosi bella, la simplicità della tua giornata sembra qualcosa che desidero proprio, l'amore che ti guarda sulla porta aperta... ma dai! Perché non sorridi? Perché non pensi che puoi essere quello bambino pieno delle storie più interessanti... che il canto triste della tua chitarra ti diventa così forte, così bene... pronto per tutto quello che sempre ti faranno sentire? Forse perchè ogni notte sogni prima di chiudere gli occhi - prima di dormire.

La prima volta

Ti ho visto tanto tempo fa... ed ancora provo a ricordare i colori del tuo viso, la luce che disegna i tuoi pensieri. La tua città è cosi bella, la simplicità della tua giornata sembra qualcosa che desidero proprio, l'amore che ti guarda sulla porta aperta... ma dai! Perché non sorridi? Perché non pensi che puoi essere quello bambino pieno delle storie più interessanti... che il canto triste della tua chitarra ti diventa così forte, così bene... pronto per tutto quello che sempre ti faranno sentire? Forse perchè ogni notte sogni prima di chiudere gli occhi - prima di dormire.

sábado, 17 de agosto de 2013

Dreamy

I seem to like everything that looks strange at first and has great potential to take me in tidal waves afterwards...

"Hey beauty
You move me
Cross battlefields and nurse the brave
Leave a kiss take my breath away

When I see you
House falling
Great dawning
Come crawling
When I see you in this low lying dreamy western town
When I see yoooooou (aaaaah)

Cross your heart and follow through
Dare to make a dream come true
Dare to make a dream come true"

Dreamy

I seem to like everything that looks strange at first and has great potential to take me in tidal waves afterwards...

"Hey beauty
You move me
Cross battlefields and nurse the brave
Leave a kiss take my breath away

When I see you
House falling
Great dawning
Come crawling
When I see you in this low lying dreamy western town
When I see yoooooou (aaaaah)

Cross your heart and follow through
Dare to make a dream come true
Dare to make a dream come true"

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Trem azul

Lembro-me de quando você me dizia em sonho que não sabia o que dizer, buscando o frescor de minha alma com o calor do seu olhar, às voltas com pensamentos que te tomavam as mãos, que te tampavam a boca e punham-se à frente dos seus bem aventurados planos; pensares que dobravam o compasso do seu coração. Lembro-me com a ternura que era raiva, brisas tênues a virarem nossas páginas, delírios e realidades a se abraçarem, em conformidade com tudo aquilo que nos espera. Eu corria de braços abertos e te dizia para não se arrepender; trocávamos as pernas enquanto o tempo passava sem se aperceber das horas que morriam para que outras pudessem nascer toda manhã. Minhas rosas se despiram e se vestiram para o mesmo sol por tantas vezes... tempo que vira distância em viveres comuns. Alguns sois depois, sem cerimônia ou belas desculpas, seus pés ainda teimam em caminhar por estradas tortas da vida, a sentir com desconforto coleções de empoeiradas memórias, gritos de Pare, Passe, Espere, Não (se com) prometa. Clichês pulsantes o fazem voltar, ainda que às custas do seu fugaz desassossego; em sonhos você suplica em silêncio que eu o ame, que eu o perdoe, que derrame pela sua solidão pétalas macias e perfumadas de afeto... flores que não me habitam mais. Você o sabe. Primeiro seus olhos se fecham; seus lábios ensaiam um beijo sincero e você logo o guarda entre as mãos. Esquenta-o perto do peito, faz uma prece e lança-o ao vento, à nossa própria sorte, a um mar de soluços e dádivas, dores e aventuranças que vai e vem, vai e vem, sempre a embalar o que há de mais incerto em cada um de nós.

Trem azul

Lembro-me de quando você me dizia em sonho que não sabia o que dizer, buscando o frescor de minha alma com o calor do seu olhar, às voltas com pensamentos que te tomavam as mãos, que te tampavam a boca e punham-se à frente dos seus bem aventurados planos; pensares que dobravam o compasso do seu coração. Lembro-me com a ternura que era raiva, brisas tênues a virarem nossas páginas, delírios e realidades a se abraçarem, em conformidade com tudo aquilo que nos espera. Eu corria de braços abertos e te dizia para não se arrepender; trocávamos as pernas enquanto o tempo passava sem se aperceber das horas que morriam para que outras pudessem nascer toda manhã. Minhas rosas se despiram e se vestiram para o mesmo sol por tantas vezes... tempo que vira distância em viveres comuns. Alguns sois depois, sem cerimônia ou belas desculpas, seus pés ainda teimam em caminhar por estradas tortas da vida, a sentir com desconforto coleções de empoeiradas memórias, gritos de Pare, Passe, Espere, Não (se com) prometa. Clichês pulsantes o fazem voltar, ainda que às custas do seu fugaz desassossego; em sonhos você suplica em silêncio que eu o ame, que eu o perdoe, que derrame pela sua solidão pétalas macias e perfumadas de afeto... flores que não me habitam mais. Você o sabe. Primeiro seus olhos se fecham; seus lábios ensaiam um beijo sincero e você logo o guarda entre as mãos. Esquenta-o perto do peito, faz uma prece e lança-o ao vento, à nossa própria sorte, a um mar de soluços e dádivas, dores e aventuranças que vai e vem, vai e vem, sempre a embalar o que há de mais incerto em cada um de nós.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Foggy eyes

Não faz muito tempo eu me perguntei por que é que temos que ser assim tão despreparados. Reclamo do meu prazo contado para finalizar uma pesquisa de mestrado que eu tive que elaborar sozinha, cultivar sozinha, coletando dados sem saber como se coleta dados ou que dados são esses que eu tenho que coletar afinal, sem entender direito o teor de uma pesquisa qualitativa que conta com 40 respondentes, uma professora e várias vidas repletas de histórias, preconceitos, trejeitos copiados de alguém bem mais seguro e menos especial; dias longos, noites curtas e vidas estranhas, sem pequenas felicidades ou grandes objetivos - mas não é esse o fio que nos une em alguma curva da estrada? Caímos nesse mundo de paraquedas e logo aprendemos a diferença entre o aceitável, o desejável e o muito importante, e por tantas vezes queremos sem poder, e tentamos buscar a razão no meio de um tiroteio de opiniões e expectativas de pessoas bem mais seguras e menos especiais. Como é que não ser perfeita pode soar tão mal assim? Penso nas coisas que não vimos; nas coisas que vimos sem querer e depois quisemos apagar; nas coisas que não dá pra esquecer ou transformar ou compartilhar pra doer menos, driblar a vida um pouco mais... Cutuco aquele velho problema sem perder a graça, sem achar que estou velha demais ou careta demais para tirá-lo da gaveta once again. Já não faço piada e nem minto pra mim mesma - a versão dos fatos sempre vai ser muito minha, e por algum motivo fui coagida a achar isso errado a vida toda. O grande lance é que enquanto eu acreditar no meu bom senso, haverá sempre um divisor de águas bastante pessoal entre o viável e o efêmero. Impossível talvez - impassível jamais!

http://www.youtube.com/watch?v=8YiWF5RULIc

"Keep your eyes shut and live your life
Someone else will pay the price
Open-up your eyes and speak your mind
Leave your youth far behind

Foggy eyes lookin' at their friends
Wondering what's to become of them
Think about the way it used to be
Foggy eyes, why can't you see?
I tried to tell you that it was okay that
You were gonna go away
You're like the people that are never real
Like the foggy eyes walking down my street

Foggy eyes, lookin' at foggy eyes
Foggy eyes, going bang bang bang
Foggy eyes, lookin' at foggy eyes
Foggy eyes, going bang bang bang

Foggy eyes at home in a box of pain
Look in the mirror and travel far away
The world they see is enough to make you cry
Foggy eyes, say goodbye to love

Foggy eyes, lookin' at foggy eyes
Foggy eyes, going bang bang bang
Foggy eyes, lookin' at foggy eyes
Foggy eyes, going bang bang bang

There's things we want each other to be
I'm sorry that you think you're not important to me
I don't know why we make each other cry
Don't know why we all got foggy eyes
I think about all the things I never do
How I'm such a disappointment to you
'Cause I wanna play with you
I wanna get away from you

Foggy eyes, lookin' at foggy eyes
Foggy eyes, going bang bang bang
Foggy eyes, going bang bang bang bang"

Foggy eyes

Não faz muito tempo eu me perguntei por que é que temos que ser assim tão despreparados. Reclamo do meu prazo contado para finalizar uma pesquisa de mestrado que eu tive que elaborar sozinha, cultivar sozinha, coletando dados sem saber como se coleta dados ou que dados são esses que eu tenho que coletar afinal, sem entender direito o teor de uma pesquisa qualitativa que conta com 40 respondentes, uma professora e várias vidas repletas de histórias, preconceitos, trejeitos copiados de alguém bem mais seguro e menos especial; dias longos, noites curtas e vidas estranhas, sem pequenas felicidades ou grandes objetivos - mas não é esse o fio que nos une em alguma curva da estrada? Caímos nesse mundo de paraquedas e logo aprendemos a diferença entre o aceitável, o desejável e o muito importante, e por tantas vezes queremos sem poder, e tentamos buscar a razão no meio de um tiroteio de opiniões e expectativas de pessoas bem mais seguras e menos especiais. Como é que não ser perfeita pode soar tão mal assim? Penso nas coisas que não vimos; nas coisas que vimos sem querer e depois quisemos apagar; nas coisas que não dá pra esquecer ou transformar ou compartilhar pra doer menos, driblar a vida um pouco mais... Cutuco aquele velho problema sem perder a graça, sem achar que estou velha demais ou careta demais para tirá-lo da gaveta once again. Já não faço piada e nem minto pra mim mesma - a versão dos fatos sempre vai ser muito minha, e por algum motivo fui coagida a achar isso errado a vida toda. O grande lance é que enquanto eu acreditar no meu bom senso, haverá sempre um divisor de águas bastante pessoal entre o viável e o efêmero. Impossível talvez - impassível jamais!

http://www.youtube.com/watch?v=8YiWF5RULIc

"Keep your eyes shut and live your life
Someone else will pay the price
Open-up your eyes and speak your mind
Leave your youth far behind

Foggy eyes lookin' at their friends
Wondering what's to become of them
Think about the way it used to be
Foggy eyes, why can't you see?
I tried to tell you that it was okay that
You were gonna go away
You're like the people that are never real
Like the foggy eyes walking down my street

Foggy eyes, lookin' at foggy eyes
Foggy eyes, going bang bang bang
Foggy eyes, lookin' at foggy eyes
Foggy eyes, going bang bang bang

Foggy eyes at home in a box of pain
Look in the mirror and travel far away
The world they see is enough to make you cry
Foggy eyes, say goodbye to love

Foggy eyes, lookin' at foggy eyes
Foggy eyes, going bang bang bang
Foggy eyes, lookin' at foggy eyes
Foggy eyes, going bang bang bang

There's things we want each other to be
I'm sorry that you think you're not important to me
I don't know why we make each other cry
Don't know why we all got foggy eyes
I think about all the things I never do
How I'm such a disappointment to you
'Cause I wanna play with you
I wanna get away from you

Foggy eyes, lookin' at foggy eyes
Foggy eyes, going bang bang bang
Foggy eyes, going bang bang bang bang"