quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Senza di me

adesso è l'una di mattina e sono in letto senza riesce a dormire. non lo voglio, non voglio sognare di più. oggi è stato il giorno internazionale del mancare, e non penso che c'è qualcosa per festeggiare. ringraziare le ricordazioni per tutto che non abbiamo? ringraziare la vita perché è così brutta che sempre c'é bisogno di pensare a quello che è diverso, ideale, tutto quello che non c'è? a me non mi piace ricordare niente; tutte le mie ricordazioni mi fanno male. sono stanca, malata, devo sedermi sul tempo e chiederlo di essere giusto e cancellare tutto quello che non sarà mai. poi potrò piangere, sorridere, ricominciare dall'inizio, senza l'ombra di dubbio, senza paura o speranza - sempre com me, me stessa. oggi mi sono mancata.

Senza di me

adesso è l'una di mattina e sono in letto senza riesce a dormire. non lo voglio, non voglio sognare di più. oggi è stato il giorno internazionale del mancare, e non penso che c'è qualcosa per festeggiare. ringraziare le ricordazioni per tutto che non abbiamo? ringraziare la vita perché è così brutta che sempre c'é bisogno di pensare a quello che è diverso, ideale, tutto quello che non c'è? a me non mi piace ricordare niente; tutte le mie ricordazioni mi fanno male. sono stanca, malata, devo sedermi sul tempo e chiederlo di essere giusto e cancellare tutto quello che non sarà mai. poi potrò piangere, sorridere, ricominciare dall'inizio, senza l'ombra di dubbio, senza paura o speranza - sempre com me, me stessa. oggi mi sono mancata.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O sole mio!!!

Lindo! Lindo! Lindo! Dico, BRAVO, BRAVISSIMO!!!! Grazie, Ms. Fab! Agora também fiquei com medo de ir pra cadeia, perché anch'io sono pazza d'amore per loro...

http://www.youtube.com/watch?v=lw3c5d3aBSE

O sole mio!!!

Lindo! Lindo! Lindo! Dico, BRAVO, BRAVISSIMO!!!! Grazie, Ms. Fab! Agora também fiquei com medo de ir pra cadeia, perché anch'io sono pazza d'amore per loro...

http://www.youtube.com/watch?v=lw3c5d3aBSE

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

O sonho de um homem ridículo

Puta-que-pariu... Não há outra palavra, juro. Não há outra palavra...

http://www.youtube.com/watch?v=LZZPMxxqZPo

O sonho de um homem ridículo

Puta-que-pariu... Não há outra palavra, juro. Não há outra palavra...

http://www.youtube.com/watch?v=LZZPMxxqZPo

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Notti bianche

Outro dia tive um sonho engraçado: sonhei que meu coração tinha sido alugado. Uma coisa mais ou menos assim: o proprietário não poderia cuidar dele por um tempo, e estava prestes a trancar a porta, sair e deixá-lo fechado quando um inquilino apareceu. Havia muito interesse na compra definitiva, mas tal opção não era do interesse de mais ninguém. Assim, ficou acertado: o inquilino se dispôs a cuidar bem do coração por um período limitado mas desconhecido; em troca, passaria a habitá-lo. Por algum tempo, o coração bateu saudável - parecia ter finalmente sido domado. Comia, bebia e acabou por render-se aliviado. Ninguém pode dizer que o coração foi maltratado; pelo contrário, dia após dia foi limpo, acarinhado, bem-quisto e bem alimentado. O problema foi um só: após muitos dias e tantas noites, a comida não matou mais a fome; a bebida não matou mais a sede. O inquilino, preocupado, vendo que o coração murchava a olhos vistos, disse numa manhã de céu estrelado: Você está assim desanimado porque sabe agora que o amor não é filme bonito com príncipe, entrega e destino traçado. Fiquei brava, depois triste. Concluí que o coração deveria ficar um pouco vazio, para respirar e viver outras histórias recheadas de alimento certo. O proprietário concordou, deu-me o tempo necessário para aventurar-me pelas estradas da vida enquanto resolvia as pendências da sua, que não devem demorar a cessar. Um dia ele volta. Nesse dia eu espero parar de sonhar.

Notti bianche

Outro dia tive um sonho engraçado: sonhei que meu coração tinha sido alugado. Uma coisa mais ou menos assim: o proprietário não poderia cuidar dele por um tempo, e estava prestes a trancar a porta, sair e deixá-lo fechado quando um inquilino apareceu. Havia muito interesse na compra definitiva, mas tal opção não era do interesse de mais ninguém. Assim, ficou acertado: o inquilino se dispôs a cuidar bem do coração por um período limitado mas desconhecido; em troca, passaria a habitá-lo. Por algum tempo, o coração bateu saudável - parecia ter finalmente sido domado. Comia, bebia e acabou por render-se aliviado. Ninguém pode dizer que o coração foi maltratado; pelo contrário, dia após dia foi limpo, acarinhado, bem-quisto e bem alimentado. O problema foi um só: após muitos dias e tantas noites, a comida não matou mais a fome; a bebida não matou mais a sede. O inquilino, preocupado, vendo que o coração murchava a olhos vistos, disse numa manhã de céu estrelado: Você está assim desanimado porque sabe agora que o amor não é filme bonito com príncipe, entrega e destino traçado. Fiquei brava, depois triste. Concluí que o coração deveria ficar um pouco vazio, para respirar e viver outras histórias recheadas de alimento certo. O proprietário concordou, deu-me o tempo necessário para aventurar-me pelas estradas da vida enquanto resolvia as pendências da sua, que não devem demorar a cessar. Um dia ele volta. Nesse dia eu espero parar de sonhar.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A minha

Quando penso em escrever uma carta de amor, sempre vem à cabeça um príncipe encantado, um amor louco de tão idealizado, uma pessoa que, para ser digna de evocar sentimentos tão genuínos, deve, no mínimo, não existir. E lá se vai aquele arsenal de caricaturas, superhomens e taylor-made jackets que caem bem em dias de sol e de chuva a passear pelas minhas fantasias, a despertar suspiros sôfregos e dores em lugares que não conhecia, necessidades que não sabia que tinha. Compõem essa lista tipos clássicos: o badboy complicado, o idealista perdido, o atleta humanizado, o gringo que te canta em outra língua e traz consigo todos os mistérios de um mundo certamente mais velho que o seu... e aquele cara que quando teve a chance não compareceu. Pra todos eles há um presente inventado, uma vida cheia de beleza e emoção que geralmente passa longe de ser verdade; para nós, um hoje que transforma o que passou em carneirinhos a serem contados e o amanhã em sonho com cara de programa frustrado.  Como é difícil admitir que se ama alguém que te merece! Parece que não é justo, que o livro acabou e você estará fadada pra sempre a esse final. Mas afinal o que há de errado com o "que seja infinito enquanto dure"? Talvez um dia eu descubra o por quê de tanto medo. Acho que uma carta de amor à altura dos meus objetos de fascínio superestimados tinha que começar assim: 'Desde que você se foi me pergunto por que... não foi antes. Quanto você cobra pra assombrar uma casa de três quartos, sala, copa, banheiro e cozinha?' Enquanto ela não sai, agradeço a todos os personagens dos meus contos e poemas, que de alguma forma deixaram que eu vivesse uma história sem cortes e sem censura, cheia de verdades e dilemas, pra chamar de minha. 

Nota: amar alguém que te merece é geralmente confundido com amar alguém PORQUE essa pessoa te merece - é bem mais fácil dar uma medalha a quem ganhou a corrida, não é? Vale lembrar que, em se tratando de amor, a praticidade mandou um abraço lá de longe...

A minha

Quando penso em escrever uma carta de amor, sempre vem à cabeça um príncipe encantado, um amor louco de tão idealizado, uma pessoa que, para ser digna de evocar sentimentos tão genuínos, deve, no mínimo, não existir. E lá se vai aquele arsenal de caricaturas, superhomens e taylor-made jackets que caem bem em dias de sol e de chuva a passear pelas minhas fantasias, a despertar suspiros sôfregos e dores em lugares que não conhecia, necessidades que não sabia que tinha. Compõem essa lista tipos clássicos: o badboy complicado, o idealista perdido, o atleta humanizado, o gringo que te canta em outra língua e traz consigo todos os mistérios de um mundo certamente mais velho que o seu... e aquele cara que quando teve a chance não compareceu. Pra todos eles há um presente inventado, uma vida cheia de beleza e emoção que geralmente passa longe de ser verdade; para nós, um hoje que transforma o que passou em carneirinhos a serem contados e o amanhã em sonho com cara de programa frustrado.  Como é difícil admitir que se ama alguém que te merece! Parece que não é justo, que o livro acabou e você estará fadada pra sempre a esse final. Mas afinal o que há de errado com o "que seja infinito enquanto dure"? Talvez um dia eu descubra o por quê de tanto medo. Acho que uma carta de amor à altura dos meus objetos de fascínio superestimados tinha que começar assim: 'Desde que você se foi me pergunto por que... não foi antes. Quanto você cobra pra assombrar uma casa de três quartos, sala, copa, banheiro e cozinha?' Enquanto ela não sai, agradeço a todos os personagens dos meus contos e poemas, que de alguma forma deixaram que eu vivesse uma história sem cortes e sem censura, cheia de verdades e dilemas, pra chamar de minha. 

Nota: amar alguém que te merece é geralmente confundido com amar alguém PORQUE essa pessoa te merece - é bem mais fácil dar uma medalha a quem ganhou a corrida, não é? Vale lembrar que, em se tratando de amor, a praticidade mandou um abraço lá de longe...

domingo, 13 de janeiro de 2013

I would've been your...

Já falei que eu amo essa banda? E o interessante é que as letras sempre contam alguma das minhas histórias. Nessas horas me pergunto: e as de quem mais? Deus do céu, como somos iguais... 

"If only you could know
How I'd love you so
The way good friends do
The way I would be you
And me too, I'd be your
Good friend, I'd be your
Good friend, I'd be your
Good friend
That's what I would've been
Oh but everytime I turn around
My heart's on the mend
These feelings I have
I have to suspend
Seems like everytime I turn around
My heart's on the mend
Because I don't think you want me
To be your good friend
Yesterday is a laugh
And the traumas slip past
And I don't think
That I'll be doing a lot of crying
But I'll sure do my share of sighing
I would have been your..."

http://www.youtube.com/watch?v=bH0_90BSlSU

PS: Será?

I would've been your...

Já falei que eu amo essa banda? E o interessante é que as letras sempre contam alguma das minhas histórias. Nessas horas me pergunto: e as de quem mais? Deus do céu, como somos iguais... 

"If only you could know
How I'd love you so
The way good friends do
The way I would be you
And me too, I'd be your
Good friend, I'd be your
Good friend, I'd be your
Good friend
That's what I would've been
Oh but everytime I turn around
My heart's on the mend
These feelings I have
I have to suspend
Seems like everytime I turn around
My heart's on the mend
Because I don't think you want me
To be your good friend
Yesterday is a laugh
And the traumas slip past
And I don't think
That I'll be doing a lot of crying
But I'll sure do my share of sighing
I would have been your..."

http://www.youtube.com/watch?v=bH0_90BSlSU

PS: Será?

sábado, 12 de janeiro de 2013

Toda forma de amor

Toda forma de amor pode enganar - o sorriso, o olhar, as palavras, os gestos, os cheiros, os versos, as promessas de um toque, um email em aberto -, menos a música; ela vem de um lugar tão fundo, tão limpo e precioso que o mal não consegue alcançar. A música sai do coração, e ainda que ele não bata por você, ela é a prova viva de que ele sonha, pulsa e está cheio de bons sentimentos. Em nome de tudo o que me fez chorar, levarei o que sempre me fará sorrir - música feita com o que há de mais bonito dentro do peito.

http://www.youtube.com/watch?v=8PsznCAA3L4

Toda forma de amor

Toda forma de amor pode enganar - o sorriso, o olhar, as palavras, os gestos, os cheiros, os versos, as promessas de um toque, um email em aberto -, menos a música; ela vem de um lugar tão fundo, tão limpo e precioso que o mal não consegue alcançar. A música sai do coração, e ainda que ele não bata por você, ela é a prova viva de que ele sonha, pulsa e está cheio de bons sentimentos. Em nome de tudo o que me fez chorar, levarei o que sempre me fará sorrir - música feita com o que há de mais bonito dentro do peito.

http://www.youtube.com/watch?v=8PsznCAA3L4

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Possa

Eu não posso ser você amanhã porque cada um tem as suas histórias. Também não posso pensar que teria sido diferente porque o mundo deu tantas voltas e cá estou, em pé sobre uma esquina da vida, uma das tantas. Não posso pensar em deixar você escolher o que seria melhor, porque é o mínimo que eu preciso saber... Não posso sair por aí pregando sobre o que será porque enquanto isso o tempo está passando e as coisinhas boas de toda hora estão perdendo seu ar de delícia. Não posso permitir que isso aconteça! Como já dizia Guimarães Rosa, "felicidade se acha em horinhas de descuido" - não posso fingir que isso não faz diferença...

Possa

Eu não posso ser você amanhã porque cada um tem as suas histórias. Também não posso pensar que teria sido diferente porque o mundo deu tantas voltas e cá estou, em pé sobre uma esquina da vida, uma das tantas. Não posso pensar em deixar você escolher o que seria melhor, porque é o mínimo que eu preciso saber... Não posso sair por aí pregando sobre o que será porque enquanto isso o tempo está passando e as coisinhas boas de toda hora estão perdendo seu ar de delícia. Não posso permitir que isso aconteça! Como já dizia Guimarães Rosa, "felicidade se acha em horinhas de descuido" - não posso fingir que isso não faz diferença...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Uma balela chamada...

De repente eu comecei a achar todo mundo interessante. O aluno, o professor, o colega, o cara da banca, o da farmácia, o da oficina, todo mundo era bonito, todo mundo exalava charme, destreza, todo mundo me olhava com certa indiferença e eu via que queriam tão somente consumir meus desejos sem pressa, servi-los com pão de mel numa bela travessa, a chamar-me de menina enquanto sonhavam com meu corpo de mulher, revirando meus anseios às avessas. Sentia-me a presa que não era caçada, a flor que só era regada quando adormecia. Em outro tempo, cada um tomou-me à sua maneira; absorveram o que em mim melhor lhes serviria. Em manhãs quentes e frias despertam confusos, cansados, prontos para fazerem-se interessantes outra vez ao raiar o dia.

Uma balela chamada...

De repente eu comecei a achar todo mundo interessante. O aluno, o professor, o colega, o cara da banca, o da farmácia, o da oficina, todo mundo era bonito, todo mundo exalava charme, destreza, todo mundo me olhava com certa indiferença e eu via que queriam tão somente consumir meus desejos sem pressa, servi-los com pão de mel numa bela travessa, a chamar-me de menina enquanto sonhavam com meu corpo de mulher, revirando meus anseios às avessas. Sentia-me a presa que não era caçada, a flor que só era regada quando adormecia. Em outro tempo, cada um tomou-me à sua maneira; absorveram o que em mim melhor lhes serviria. Em manhãs quentes e frias despertam confusos, cansados, prontos para fazerem-se interessantes outra vez ao raiar o dia.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Just nod if you can hear me

"Hello you,
hello me,
hello people we used to be
Isn't it strange,
we never changed
We've been through it all, yet we're still the same
And I know
it's a miracle, we still go,
and for all we know
there's something you ought to know"  (Kinks)

Just nod if you can hear me

"Hello you,
hello me,
hello people we used to be
Isn't it strange,
we never changed
We've been through it all, yet we're still the same
And I know
it's a miracle, we still go,
and for all we know
there's something you ought to know"  (Kinks)

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Trenta tre

Ora penso che veramente mi piace diventare vecchia; il tempo sembra più generoso con me ogni anno. Mi sento più giovane, i miei giorni sono più caldi, faccio più attenzione al sole e anche la luna mi sorride più spesso... La vita è cosi bella che non ho paura di cambiare. Mentre tante cose diventano diverse, i miei amici sono ancora belli, cari e tan preciozi...

Questo è un regalo speciale di una bell'amica di sangue italiano, Carolina Romano, per i miei 33 anni. Grazie, bella ;) Voglio migliorare il mio italiano presto, ma spero che possa capirmi...


"A mollo nella vasca da bagno del tempo
non uscirò, prima di avere i piedi a pieghe
A mollo nella vasca da bagno del tempo
non uscirò, prima di avere le dita grinze ma
ho vissuto poco, finora
e dicono che il meglio verrà da ora in poi
ma ho già sbagliato tanto finora
ed ho imparato tanto, ma sbaglio ancora e poi

Voglio diventare vecchia
coi ricordi tutti intatti
E con le rughe tatuate
a ricordarmi quanto è stato bello
Ridere con gli occhi e con le labbra
Schiva chi si conforta con espressioni di gomma

 Voglio diventare vecchia senza fretta"

http://www.youtube.com/watch?v=vV5QPe4aTYo 


A mollo nella vasca da bagno del tempo non uscirò prima di avere piedi a pieghe A mollo nella vasca da bagno del tempo Non uscirò prima di avere le dita grinze ma Ho vissuto poco finora E dicono che il meglio verrà da ora in poi Ma ho già sbagliato tanto finora Ed ho imparato tanto ma sbaglio ancora e poi Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti E senza i lobi a penzoloni ad insegnarmi che non è poi sempre bello ostentare le ricchezze che hai Lascio mettere agli altri gli orecchini pesanti E dicono che il meglio verrà da ora in poi E dicono che il meglio verrà da ora in poi Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti E con le rughe tatuate a ricordarmi quanto è stato bello ridere con gli occhi e con le labbra schiva chi si conforta con espressioni di gomma Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti e con le rughe tatuate a ricordarmi quanto è stato bello ridere con gli occhi e con le labbra schiva chi si conforta con espressioni di gomma Voglio diventare vecchia, senza fretta Voglio diventare vecchia, senza fretta Voglio diventare vecchia, senza fretta e insieme a te

Leggi tutto il testo su: http://singring.virgilio.it/testi/erica-mou/testo-nella-vasca-da-bagno-del-tempo.html
A mollo nella vasca da bagno del tempo non uscirò prima di avere piedi a pieghe A mollo nella vasca da bagno del tempo Non uscirò prima di avere le dita grinze ma Ho vissuto poco finora E dicono che il meglio verrà da ora in poi Ma ho già sbagliato tanto finora Ed ho imparato tanto ma sbaglio ancora e poi Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti E senza i lobi a penzoloni ad insegnarmi che non è poi sempre bello ostentare le ricchezze che hai Lascio mettere agli altri gli orecchini pesanti E dicono che il meglio verrà da ora in poi E dicono che il meglio verrà da ora in poi Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti E con le rughe tatuate a ricordarmi quanto è stato bello ridere con gli occhi e con le labbra schiva chi si conforta con espressioni di gomma Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti e con le rughe tatuate a ricordarmi quanto è stato bello ridere con gli occhi e con le labbra schiva chi si conforta con espressioni di gomma Voglio diventare vecchia, senza fretta Voglio diventare vecchia, senza fretta Voglio diventare vecchia, senza fretta e insieme a te

Leggi tutto il testo su: http://singring.virgilio.it/testi/erica-mou/testo-nella-vasca-da-bagno-del-tempo.html
A mollo nella vasca da bagno del tempo non uscirò prima di avere piedi a pieghe A mollo nella vasca da bagno del tempo Non uscirò prima di avere le dita grinze ma Ho vissuto poco finora E dicono che il meglio verrà da ora in poi Ma ho già sbagliato tanto finora Ed ho imparato tanto ma sbaglio ancora e poi Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti E senza i lobi a penzoloni ad insegnarmi che non è poi sempre bello ostentare le ricchezze che hai Lascio mettere agli altri gli orecchini pesanti E dicono che il meglio verrà da ora in poi E dicono che il meglio verrà da ora in poi Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti E con le rughe tatuate a ricordarmi quanto è stato bello ridere con gli occhi e con le labbra schiva chi si conforta con espressioni di gomma Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti e con le rughe tatuate a ricordarmi quanto è stato bello ridere con gli occhi e con le labbra schiva chi si conforta con espressioni di gomma Voglio diventare vecchia, senza fretta Voglio diventare vecchia, senza fretta Voglio diventare vecchia, senza fretta e insieme a te

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Trenta tre

Ora penso che veramente mi piace diventare vecchia; il tempo sembra più generoso con me ogni anno. Mi sento più giovane, i miei giorni sono più caldi, faccio più attenzione al sole e anche la luna mi sorride più spesso... La vita è cosi bella che non ho paura di cambiare. Mentre tante cose diventano diverse, i miei amici sono ancora belli, cari e tan preciozi...

Questo è un regalo speciale di una bell'amica di sangue italiano, Carolina Romano, per i miei 33 anni. Grazie, bella ;) Voglio migliorare il mio italiano presto, ma spero che possa capirmi...


"A mollo nella vasca da bagno del tempo
non uscirò, prima di avere i piedi a pieghe
A mollo nella vasca da bagno del tempo
non uscirò, prima di avere le dita grinze ma
ho vissuto poco, finora
e dicono che il meglio verrà da ora in poi
ma ho già sbagliato tanto finora
ed ho imparato tanto, ma sbaglio ancora e poi

Voglio diventare vecchia
coi ricordi tutti intatti
E con le rughe tatuate
a ricordarmi quanto è stato bello
Ridere con gli occhi e con le labbra
Schiva chi si conforta con espressioni di gomma

 Voglio diventare vecchia senza fretta"

http://www.youtube.com/watch?v=vV5QPe4aTYo 


A mollo nella vasca da bagno del tempo non uscirò prima di avere piedi a pieghe A mollo nella vasca da bagno del tempo Non uscirò prima di avere le dita grinze ma Ho vissuto poco finora E dicono che il meglio verrà da ora in poi Ma ho già sbagliato tanto finora Ed ho imparato tanto ma sbaglio ancora e poi Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti E senza i lobi a penzoloni ad insegnarmi che non è poi sempre bello ostentare le ricchezze che hai Lascio mettere agli altri gli orecchini pesanti E dicono che il meglio verrà da ora in poi E dicono che il meglio verrà da ora in poi Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti E con le rughe tatuate a ricordarmi quanto è stato bello ridere con gli occhi e con le labbra schiva chi si conforta con espressioni di gomma Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti e con le rughe tatuate a ricordarmi quanto è stato bello ridere con gli occhi e con le labbra schiva chi si conforta con espressioni di gomma Voglio diventare vecchia, senza fretta Voglio diventare vecchia, senza fretta Voglio diventare vecchia, senza fretta e insieme a te

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A mollo nella vasca da bagno del tempo non uscirò prima di avere piedi a pieghe A mollo nella vasca da bagno del tempo Non uscirò prima di avere le dita grinze ma Ho vissuto poco finora E dicono che il meglio verrà da ora in poi Ma ho già sbagliato tanto finora Ed ho imparato tanto ma sbaglio ancora e poi Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti E senza i lobi a penzoloni ad insegnarmi che non è poi sempre bello ostentare le ricchezze che hai Lascio mettere agli altri gli orecchini pesanti E dicono che il meglio verrà da ora in poi E dicono che il meglio verrà da ora in poi Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti E con le rughe tatuate a ricordarmi quanto è stato bello ridere con gli occhi e con le labbra schiva chi si conforta con espressioni di gomma Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti e con le rughe tatuate a ricordarmi quanto è stato bello ridere con gli occhi e con le labbra schiva chi si conforta con espressioni di gomma Voglio diventare vecchia, senza fretta Voglio diventare vecchia, senza fretta Voglio diventare vecchia, senza fretta e insieme a te

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A mollo nella vasca da bagno del tempo non uscirò prima di avere piedi a pieghe A mollo nella vasca da bagno del tempo Non uscirò prima di avere le dita grinze ma Ho vissuto poco finora E dicono che il meglio verrà da ora in poi Ma ho già sbagliato tanto finora Ed ho imparato tanto ma sbaglio ancora e poi Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti E senza i lobi a penzoloni ad insegnarmi che non è poi sempre bello ostentare le ricchezze che hai Lascio mettere agli altri gli orecchini pesanti E dicono che il meglio verrà da ora in poi E dicono che il meglio verrà da ora in poi Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti E con le rughe tatuate a ricordarmi quanto è stato bello ridere con gli occhi e con le labbra schiva chi si conforta con espressioni di gomma Voglio diventare vecchia con ricordi tutti intatti e con le rughe tatuate a ricordarmi quanto è stato bello ridere con gli occhi e con le labbra schiva chi si conforta con espressioni di gomma Voglio diventare vecchia, senza fretta Voglio diventare vecchia, senza fretta Voglio diventare vecchia, senza fretta e insieme a te

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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A mulher que nasceu em janeiro

Era uma vez um homem que cresceu e passou a sentir que viver era um incômodo tremendo. Não havia nascido para receber ordens, repudiava qualquer regime ou sistema e considerava a concepção simplista de felicidade algo ingenuamente patético. Encontrava na vileza prazeres particulares, e sentia o canto da boca esboçar um sorriso quando não havia graça nenhuma. Não entendia por que uma máquina fraudulenta e putrefata haveria de governar seus passos, ditar seu caminho, oferecer o que chamavam de uma vida digna. Quer dizer que inventaram um novo nome para a mediocridade? Achava o criador de tal tragédia anunciada  um tanto sarcástico, especialmente quando seus olhos famintos passeavam por bandejas de delícias e eram compelidos a dizerem não. Via a ignomínia de sua raça com desdém e desespero - afinal, era um prisioneiro do capitalismo e de tal destino não poderia fugir. A vida comum era um verdadeiro despropósito, mas os excessos... nada poderia ter menos sentido que os excessos, porque entender o desgosto e a insatisfação que eles evocam é quase tão triste quanto ter que evitá-los; quase tão vazio quanto mentir continuamente para não ser considerado um louco ou um idiota completo. Lia Goethe, Flaubert, mergulhava na indocilidade febril de Werther e Emma Bovary, sorvia Dostoiévski com uma garrafa de brandy e meia dúzia de comprimidos - fechava os olhos e suava frio porque sabia que adentrava um caminho sem volta, porque sentia que aquelas pessoas eram muito mais que meros personagens: eram a prova de que aqueles senhores haviam descoberto o segredo mais profundo da existência humana, e tal revelação fizera com que sentimentos como a esperança e a fé se transformassem em frágeis muletas das quais não poderia mais se servir. É isso o que somos, é isso o que temos - o que fazer quando pedem que você vá por um caminho que não leva a lugar algum? Pensava em Dorian Gray e se perguntava: será que o amor poderia tê-lo salvado? Não: o amor é o prelúdio do infortúnio - quando demasiado, o calor dentro do peito nos impede de viver; quando comedido, o aroma morno do júbilo nos proíbe de morrer.
 *
Os livros me trouxeram a verdade sobre o destino a mim reservado, concluiu certa vez. Sou meio-homem, meio-lobo, e ambas as minhas cores me assombram, me deprimem, me angustiam de forma sufocante. Jamais serei feliz; estou condenado a uma vida sem amor porque nele já não creio. O que me resta agora é evitar a cadeia, o hospício e comportamentos que me levem a discutir qualquer coisa, porque esse segredo de chumbo sobre meus ombros me deixa constantemente muito cansado para embates e argumentos. Por que discutir sobre uma natureza que não posso mudar, sobre uma existência limitada, frívola e previsível? Por que arriscar-me na incerteza e deixar que meus instintos me dominem se o mundo não vai evoluir para compreender-me melhor? Por que sou fraco a ponto de não conseguir dar cabo em tudo isso? Se eu pudesse ao menos escrever um romance, daria vida aos meus desejos mais baixos, exercitaria meu cinismo com aclamado requinte... correria inescrupulosamente sobre pernas alheias. Suspirou; a ansiedade tomava seu dom pelas mãos - compreendia que seus nervos frágeis não permitiriam que ele passasse da primeira página. Prostrado na cama, envolto em névoa e calor, ele dormiu.
 **
O tempo passou; o homem se rendeu: conseguiu um emprego estável, uma casa decente e relações exteriores saudáveis. Ainda tem ímpetos selvagens, que compensa com pequenas extravagâncias, muitas delas de teor secreto e infame. Sente um estranho prazer ao chegar em casa - abre a porta e procura aflito pela dose diária de redenção. Lá está ela, estirada no sofá, olhos analíticos sobre a vida de Harry Halle. Pisca para ele por cima do livro mas não sorri. Não há segredos visíveis entre eles - são duas vítimas da solidão. Ele sorri e finge para si mesmo que aquela vida lhe basta; não quer mais ser solitário. Ela o envolve em uma aura de mistério, de desejos caprichosamente oprimidos, e suas múltiplas facetas causam nele um fascínio avassalador. Ela muda para passar o tempo; ele não pode mais viver sem a confusão que ela incita; e o tempo passa. Ele se ergue de novo - está convencido de que dessa vez viu a luz, está no caminho certo. Ela faz que sim com a cabeça e escolhe a roupa que ele usará em seu aniversário. Ele a vela com um amor louco cheio de medo - quer que ela fique tranquila mas a verdade é que aquela tranquilidade dá medo demais. Por vezes ele inspeciona seu corpo moreno em busca de um fio solto de alma e se pergunta quem ela é. Há muito tempo ela o sabe: é a mulher que nasceu em janeiro, a companheira do lobo da estepe. 

A mulher que nasceu em janeiro

Era uma vez um homem que cresceu e passou a sentir que viver era um incômodo tremendo. Não havia nascido para receber ordens, repudiava qualquer regime ou sistema e considerava a concepção simplista de felicidade algo ingenuamente patético. Encontrava na vileza prazeres particulares, e sentia o canto da boca esboçar um sorriso quando não havia graça nenhuma. Não entendia por que uma máquina fraudulenta e putrefata haveria de governar seus passos, ditar seu caminho, oferecer o que chamavam de uma vida digna. Quer dizer que inventaram um novo nome para a mediocridade? Achava o criador de tal tragédia anunciada  um tanto sarcástico, especialmente quando seus olhos famintos passeavam por bandejas de delícias e eram compelidos a dizerem não. Via a ignomínia de sua raça com desdém e desespero - afinal, era um prisioneiro do capitalismo e de tal destino não poderia fugir. A vida comum era um verdadeiro despropósito, mas os excessos... nada poderia ter menos sentido que os excessos, porque entender o desgosto e a insatisfação que eles evocam é quase tão triste quanto ter que evitá-los; quase tão vazio quanto mentir continuamente para não ser considerado um louco ou um idiota completo. Lia Goethe, Flaubert, mergulhava na indocilidade febril de Werther e Emma Bovary, sorvia Dostoiévski com uma garrafa de brandy e meia dúzia de comprimidos - fechava os olhos e suava frio porque sabia que adentrava um caminho sem volta, porque sentia que aquelas pessoas eram muito mais que meros personagens: eram a prova de que aqueles senhores haviam descoberto o segredo mais profundo da existência humana, e tal revelação fizera com que sentimentos como a esperança e a fé se transformassem em frágeis muletas das quais não poderia mais se servir. É isso o que somos, é isso o que temos - o que fazer quando pedem que você vá por um caminho que não leva a lugar algum? Pensava em Dorian Gray e se perguntava: será que o amor poderia tê-lo salvado? Não: o amor é o prelúdio do infortúnio - quando demasiado, o calor dentro do peito nos impede de viver; quando comedido, o aroma morno do júbilo nos proíbe de morrer.
 *
Os livros me trouxeram a verdade sobre o destino a mim reservado, concluiu certa vez. Sou meio-homem, meio-lobo, e ambas as minhas cores me assombram, me deprimem, me angustiam de forma sufocante. Jamais serei feliz; estou condenado a uma vida sem amor porque nele já não creio. O que me resta agora é evitar a cadeia, o hospício e comportamentos que me levem a discutir qualquer coisa, porque esse segredo de chumbo sobre meus ombros me deixa constantemente muito cansado para embates e argumentos. Por que discutir sobre uma natureza que não posso mudar, sobre uma existência limitada, frívola e previsível? Por que arriscar-me na incerteza e deixar que meus instintos me dominem se o mundo não vai evoluir para compreender-me melhor? Por que sou fraco a ponto de não conseguir dar cabo em tudo isso? Se eu pudesse ao menos escrever um romance, daria vida aos meus desejos mais baixos, exercitaria meu cinismo com aclamado requinte... correria inescrupulosamente sobre pernas alheias. Suspirou; a ansiedade tomava seu dom pelas mãos - compreendia que seus nervos frágeis não permitiriam que ele passasse da primeira página. Prostrado na cama, envolto em névoa e calor, ele dormiu.
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O tempo passou; o homem se rendeu: conseguiu um emprego estável, uma casa decente e relações exteriores saudáveis. Ainda tem ímpetos selvagens, que compensa com pequenas extravagâncias, muitas delas de teor secreto e infame. Sente um estranho prazer ao chegar em casa - abre a porta e procura aflito pela dose diária de redenção. Lá está ela, estirada no sofá, olhos analíticos sobre a vida de Harry Halle. Pisca para ele por cima do livro mas não sorri. Não há segredos visíveis entre eles - são duas vítimas da solidão. Ele sorri e finge para si mesmo que aquela vida lhe basta; não quer mais ser solitário. Ela o envolve em uma aura de mistério, de desejos caprichosamente oprimidos, e suas múltiplas facetas causam nele um fascínio avassalador. Ela muda para passar o tempo; ele não pode mais viver sem a confusão que ela incita; e o tempo passa. Ele se ergue de novo - está convencido de que dessa vez viu a luz, está no caminho certo. Ela faz que sim com a cabeça e escolhe a roupa que ele usará em seu aniversário. Ele a vela com um amor louco cheio de medo - quer que ela fique tranquila mas a verdade é que aquela tranquilidade dá medo demais. Por vezes ele inspeciona seu corpo moreno em busca de um fio solto de alma e se pergunta quem ela é. Há muito tempo ela o sabe: é a mulher que nasceu em janeiro, a companheira do lobo da estepe. 

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

E-mail

Bom, amigos, dia primeiro é dia de renascer e reaparecer. Encontrei algumas pessoas que ficaram bravas por eu não ter facebook no ano passado e cobrei de mim mesma uma postura com relação a isso para o ano novo, que é a seguinte: gente, aqui: não tenho e não terei, viu? Tá ótimo desse jeito ;) Se vocês quiserem se comunicar comigo, é só mandar um email pra erikkamancio@hotmail.com. Simples assim. Leio o que estiver endereçado a mim, curto demais e ainda respondo! Um beijo, aproveitem o primeiro dia do ano (que pela primeira vez em BH veio com um sol daqueles), façam uma lista de tudo que vocês quiserem mudar e se joguem - no mais, sempre avante, cabrones!

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Bom, amigos, dia primeiro é dia de renascer e reaparecer. Encontrei algumas pessoas que ficaram bravas por eu não ter facebook no ano passado e cobrei de mim mesma uma postura com relação a isso para o ano novo, que é a seguinte: gente, aqui: não tenho e não terei, viu? Tá ótimo desse jeito ;) Se vocês quiserem se comunicar comigo, é só mandar um email pra erikkamancio@hotmail.com. Simples assim. Leio o que estiver endereçado a mim, curto demais e ainda respondo! Um beijo, aproveitem o primeiro dia do ano (que pela primeira vez em BH veio com um sol daqueles), façam uma lista de tudo que vocês quiserem mudar e se joguem - no mais, sempre avante, cabrones!