sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Note to a complete stranger

Today I felt like saying thank you once again - maybe for the last time. For each moment of inspiration, for everything you made me feel without even trying, for allowing me to transform myself, to know what I want, to value what I have. Thank you for opening up this golden gate full of hope, possibilities, cultural diversity, idealism, search for change. We won't give up because that's our only bond, that's what makes us grow stronger out of hypocrisy, out of demagogy.
*
I have always been true to you, and the truth is that I was a mess for quite some time - but hopefully not for too long. Love's at my door, waiting for me to get home every night, and for that I'll always be grateful. I feel blessed and I'd really like you to feel the same way.
*
Here's something I wrote back in 2009, when we were just kids trying our luck elsewhere but inside ourselves.
*
http://garrastazu.blogspot.com.br/2009/11/inefavel.html
*
Peace and love now and always.
*
Your friend,
*
Érika

Note to a complete stranger

Today I felt like saying thank you once again - maybe for the last time. For each moment of inspiration, for everything you made me feel without even trying, for allowing me to transform myself, to know what I want, to value what I have. Thank you for opening up this golden gate full of hope, possibilities, cultural diversity, idealism, search for change. We won't give up because that's our only bond, that's what makes us grow stronger out of hypocrisy, out of demagogy.
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I have always been true to you, and the truth is that I was a mess for quite some time - but hopefully not for too long. Love's at my door, waiting for me to get home every night, and for that I'll always be grateful. I feel blessed and I'd really like you to feel the same way.
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Here's something I wrote back in 2009, when we were just kids trying our luck elsewhere but inside ourselves.
*
http://garrastazu.blogspot.com.br/2009/11/inefavel.html
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Peace and love now and always.
*
Your friend,
*
Érika

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Três

Três dias. Foi esse o tempo que durou o meu torpor. Sentia calafrios pelo corpo e me teletransportava para lugares diferentes a cada hora - ao redor tudo me lembrava ela. O sorriso dela morava em mim - era mesmo assim! - e imaginava que ela dava conta de todos os meus passos... um calor onipresente me doía. E ela sabia. Sabia porque me deixei contar, me fiz perceber - cartas, canções e telefonemas pela madrugada. Não sabia ao certo o que ela lia - eu já não pensava em coisa alguma - e lidava com suas respostas cordiais e vazias sem tristeza ou perspectiva de fuga. Em certo momento cheguei mesmo a pensar que ela sentia, que fechava os olhos e me escolhia, que parava o tempo e me encontrava no alto de um prédio que abrigava todas as banalidades do dia-a-dia com cara de coisa secreta. Sim, ela queria - ou quis, já não entendia, pois se no momento em que mostrei de um jeito delicado e confuso que ela estava lá, que por algum motivo estranho e não-convencional sempre estaria, que era só o que importava, que o melhor mesmo era não acreditar em mais nada, ela ficou muda do outro lado da linha; depois cordial; depois vazia, como bem o sabe, caro leitor. Por três dias fui além do romântico e do original - não fiz promessas nem loucuras... apenas preocupei-me em fazê-la saber que era parte do que mais me atraía, que poderia leva-la aos céus ou às mil maravilhas no correr da estrada, que aguardava pela coragem que ela teria. Seus dedos encheram a página de linhas, palavras que me perpassavam sem hora para dizer o que me bastaria. Sentimentalidades? Não, senhor! Alegria. Um gole de alegria barata no fundo daquela garrafa com licor de sobra renovaria minhas energias. Fui gentil; fui leal; fui aquele que ouve, que ampara, que ajuda, que acolhe e acalma. Até passou pela minha cabeça um daqueles filmes cujo começo inspira, o meio emudece e o fim angustia; logo preparei-me para a última cartada.
 
Medo, sorte, azar ou surpresa: por um descuido, deixei a janela aberta. Quando abri a porta, já não havia céu, sol, carta, rascunho de história nenhuma. Havia, contudo, uma sombra em meio à penumbra. Meu peito seguiu a galopes um peito que arfava, uma voz que bradava meu nome com braços e pernas, lágrimas brilhando no escuro; olhos febris de ternura. Tomei-a pela cintura e fizemos amor pela noite afora, certos de que em algum lugar alguém nos perdoaria.

Três

Três dias. Foi esse o tempo que durou o meu torpor. Sentia calafrios pelo corpo e me teletransportava para lugares diferentes a cada hora - ao redor tudo me lembrava ela. O sorriso dela morava em mim - era mesmo assim! - e imaginava que ela dava conta de todos os meus passos... um calor onipresente me doía. E ela sabia. Sabia porque me deixei contar, me fiz perceber - cartas, canções e telefonemas pela madrugada. Não sabia ao certo o que ela lia - eu já não pensava em coisa alguma - e lidava com suas respostas cordiais e vazias sem tristeza ou perspectiva de fuga. Em certo momento cheguei mesmo a pensar que ela sentia, que fechava os olhos e me escolhia, que parava o tempo e me encontrava no alto de um prédio que abrigava todas as banalidades do dia-a-dia com cara de coisa secreta. Sim, ela queria - ou quis, já não entendia, pois se no momento em que mostrei de um jeito delicado e confuso que ela estava lá, que por algum motivo estranho e não-convencional sempre estaria, que era só o que importava, que o melhor mesmo era não acreditar em mais nada, ela ficou muda do outro lado da linha; depois cordial; depois vazia, como bem o sabe, caro leitor. Por três dias fui além do romântico e do original - não fiz promessas nem loucuras... apenas preocupei-me em fazê-la saber que era parte do que mais me atraía, que poderia leva-la aos céus ou às mil maravilhas no correr da estrada, que aguardava pela coragem que ela teria. Seus dedos encheram a página de linhas, palavras que me perpassavam sem hora para dizer o que me bastaria. Sentimentalidades? Não, senhor! Alegria. Um gole de alegria barata no fundo daquela garrafa com licor de sobra renovaria minhas energias. Fui gentil; fui leal; fui aquele que ouve, que ampara, que ajuda, que acolhe e acalma. Até passou pela minha cabeça um daqueles filmes cujo começo inspira, o meio emudece e o fim angustia; logo preparei-me para a última cartada.
 
Medo, sorte, azar ou surpresa: por um descuido, deixei a janela aberta. Quando abri a porta, já não havia céu, sol, carta, rascunho de história nenhuma. Havia, contudo, uma sombra em meio à penumbra. Meu peito seguiu a galopes um peito que arfava, uma voz que bradava meu nome com braços e pernas, lágrimas brilhando no escuro; olhos febris de ternura. Tomei-a pela cintura e fizemos amor pela noite afora, certos de que em algum lugar alguém nos perdoaria.

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Não analisa, não

É sabido que o ser humano tem como necessidade básica o direito à válvula de escape. É esse momentozinho de prazer que amortece as quedas, que equilibra a cabeça em cima do pescoço - afinal, extravasar faz bem à alma, não é mesmo? Bem, a verdade é só uma: nem sempre. A pressão acaba sendo diretamente proporcional à precisão de se viver o carpe diem a qualquer preço. O resultado? Alucinação coletiva, até que haja um desejo gradual de alívio alternativo. Contudo, num momento em que beber é doloroso, consumir é inviável, comer é errado e suar a camisa não sossega todos os leões que urram dentro do peito, o jeito é fazer uma análise.
Analisando-me descobri coisas incríveis, triviais e perigosas ao mesmo tempo. O mais óbvio - e talvez por isso tão surpreendente - é concluir, depois de meses de exposição gratuita de cada mazela pessoal a um total desconhecido, que você - e só você - pode mudar o rumo da sua história, virar o jogo de uma hora para a outra. Por que esse processo pode levar uma vida inteira? Perfeccionismo  + prepotência: uma bomba caseira pra psicólogo nenhum botar defeito. Tenho TOC, luto diariamente para deixar meu entorno literalmente mais bonito, limpo e organizado. Tornei-me uma pessoa careta e uso as roupas que passei a infância desenhando para minhas bonecas. Vocação reprimida? Vidas passadas? Culpa dos pais? Almeja-se ser grande, ser livre, e ainda assim o dia não termina sem que a culpa de cada insucesso recaia sobre alguém ou alguma coisa. Sinto-me impotente à noite e insistente pela manhã, alheia às notícias de novos tempos que não me dizem nada. Mas... a esperança sou eu, ora essa! A construção da verdade está intimamente ligada à minha entrega, sem máscaras, sem nuvens coloridas. Mentir para si mesmo só estende a distância, assim como confundir essência com qualidade essencial. Agora sei o que me diverte e o que me incomoda, simplesmente porque olhei com honestidade para mim, para vocês e para o mundo lá fora - e tentarei não me sentir mal se amanhã a verdade for outra. Deixo que o futuro elabore a pergunta: condicionamento ou rebelião? A vida em sociedade já condicionou tanta coisa que a sistematização das relações não me soa mais tão absurda - e na pior das hipóteses me impede de colocar o coração na mesa... O caso é que, felizmente, tive tempo para deleitar-me com o carpe diem quando a hora era oportuna, e talvez por isso penso, quando a vontade aperta, que libertinagem depois dos trinta é algo sofrível, próprio de quem nasce, cresce, reproduz e morre como pede a natureza.

Não analisa, não

É sabido que o ser humano tem como necessidade básica o direito à válvula de escape. É esse momentozinho de prazer que amortece as quedas, que equilibra a cabeça em cima do pescoço - afinal, extravasar faz bem à alma, não é mesmo? Bem, a verdade é só uma: nem sempre. A pressão acaba sendo diretamente proporcional à precisão de se viver o carpe diem a qualquer preço. O resultado? Alucinação coletiva, até que haja um desejo gradual de alívio alternativo. Contudo, num momento em que beber é doloroso, consumir é inviável, comer é errado e suar a camisa não sossega todos os leões que urram dentro do peito, o jeito é fazer uma análise.
Analisando-me descobri coisas incríveis, triviais e perigosas ao mesmo tempo. O mais óbvio - e talvez por isso tão surpreendente - é concluir, depois de meses de exposição gratuita de cada mazela pessoal a um total desconhecido, que você - e só você - pode mudar o rumo da sua história, virar o jogo de uma hora para a outra. Por que esse processo pode levar uma vida inteira? Perfeccionismo  + prepotência: uma bomba caseira pra psicólogo nenhum botar defeito. Tenho TOC, luto diariamente para deixar meu entorno literalmente mais bonito, limpo e organizado. Tornei-me uma pessoa careta e uso as roupas que passei a infância desenhando para minhas bonecas. Vocação reprimida? Vidas passadas? Culpa dos pais? Almeja-se ser grande, ser livre, e ainda assim o dia não termina sem que a culpa de cada insucesso recaia sobre alguém ou alguma coisa. Sinto-me impotente à noite e insistente pela manhã, alheia às notícias de novos tempos que não me dizem nada. Mas... a esperança sou eu, ora essa! A construção da verdade está intimamente ligada à minha entrega, sem máscaras, sem nuvens coloridas. Mentir para si mesmo só estende a distância, assim como confundir essência com qualidade essencial. Agora sei o que me diverte e o que me incomoda, simplesmente porque olhei com honestidade para mim, para vocês e para o mundo lá fora - e tentarei não me sentir mal se amanhã a verdade for outra. Deixo que o futuro elabore a pergunta: condicionamento ou rebelião? A vida em sociedade já condicionou tanta coisa que a sistematização das relações não me soa mais tão absurda - e na pior das hipóteses me impede de colocar o coração na mesa... O caso é que, felizmente, tive tempo para deleitar-me com o carpe diem quando a hora era oportuna, e talvez por isso penso, quando a vontade aperta, que libertinagem depois dos trinta é algo sofrível, próprio de quem nasce, cresce, reproduz e morre como pede a natureza.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Miss taken

Do I have to tell you I'm home or will you keep staring at the door, waiting for that marvelous person to whistle her way back into your heart, soft hands reaching out for yours, long arms to keep you safe and welcome...? Do I have to show you where I stand or should I just leave you weeping, sighing, expecting another girl with the same name eager to help you through a cold, cold night with homemade tea and a whole lot of love? I walk through you, take off my clothes and look for a hot shower to embrace me, purify me, liberate me from my aching loneliness... Double bed is mine - I shut the door, turn off the lights and enjoy what's left of the life we used to share side by side.

Miss taken

Do I have to tell you I'm home or will you keep staring at the door, waiting for that marvelous person to whistle her way back into your heart, soft hands reaching out for yours, long arms to keep you safe and welcome...? Do I have to show you where I stand or should I just leave you weeping, sighing, expecting another girl with the same name eager to help you through a cold, cold night with homemade tea and a whole lot of love? I walk through you, take off my clothes and look for a hot shower to embrace me, purify me, liberate me from my aching loneliness... Double bed is mine - I shut the door, turn off the lights and enjoy what's left of the life we used to share side by side.

sábado, 5 de outubro de 2013

Stroke me

My life according to Strokes:

 What Ever Happened?

Are you a male or female:

Hard to Explain

Describe yourself:

Barely Legal

How do you feel:

Ask me Anything

Describe where you currently live:

The Modern Age

If you could go anywhere, where would you go?

On the Other Side

Your favorite form of transportation:

I'll Try Anything Once

Your best friend?

The way it is

You and your best friend are:

Under control

What's the weather like:

Red Light

Favorite time of day:

Evening Sun

If your life was a TV show what would it be called?

Take it or leave it

What is life to you:

Is this it?

Your relationship:

Heart in a Cage

Your fear:

Fear of Sleep

What is the best advice you have to give:

Meet me in the bathroom

Thought for the Day:

The end has no end

My motto:

You only live once

Stroke me

My life according to Strokes:

 What Ever Happened?

Are you a male or female:

Hard to Explain

Describe yourself:

Barely Legal

How do you feel:

Ask me Anything

Describe where you currently live:

The Modern Age

If you could go anywhere, where would you go?

On the Other Side

Your favorite form of transportation:

I'll Try Anything Once

Your best friend?

The way it is

You and your best friend are:

Under control

What's the weather like:

Red Light

Favorite time of day:

Evening Sun

If your life was a TV show what would it be called?

Take it or leave it

What is life to you:

Is this it?

Your relationship:

Heart in a Cage

Your fear:

Fear of Sleep

What is the best advice you have to give:

Meet me in the bathroom

Thought for the Day:

The end has no end

My motto:

You only live once

Scene

Definition of sin by Julian Casablancas: "Sin is honouring desire above what you know is right". Ufff! How liberating... I spent all my life thinking that sin was honouring desire... Even if I don't know what's right, it feels much better to have standards ;)

Scene

Definition of sin by Julian Casablancas: "Sin is honouring desire above what you know is right". Ufff! How liberating... I spent all my life thinking that sin was honouring desire... Even if I don't know what's right, it feels much better to have standards ;)