segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Weary bits

At the end of the day
you turn to me and say
we should slow down a bit
and I believe you.
When morning comes
I beg like a bum
for the most ordinary treat
though I never mean to!
Meanwhile
I live in denial;
pretend to admit
 and wait for the truth...

Weary bits

At the end of the day
you turn to me and say
we should slow down a bit
and I believe you.
When morning comes
I beg like a bum
for the most ordinary treat
though I never mean to!
Meanwhile
I live in denial;
pretend to admit
 and wait for the truth...

domingo, 28 de novembro de 2010

Papai Noel

Eu achava que você era um cara legal. Sério. Via em você a concepção do sujeito bom, que de peito aberto encarava os leões, cobras e lagartos espalhados pelo seu dia. Aos vinte e tantos anos encontrou-se às voltas com seu destino - pediu duas cervejas e teve com ele uma longa conversa de pai para filho. Desapontou-se com a descoberta de que o pai era mesmo você, não havia dúvidas. Tomou então uma decisão importante, que mudaria o curso de tudo: abdicou do conforto mundano para ouvir sua essência. Era hora de exercer o dom de ajudar - hora de salvar o mundo...
Se a gente parar por aqui, há duas interpretações importantes:
1) Sua ingenuidade chega a ser bonita;
2) Não importa quão maltraçado seu caminho estiver, não importa em que momento você se perdeu - tudo é uma questão de palavra, e palavra não volta atrás.
Esses dias estava dirigindo pela cidade e me surpreendi com a quantidade de cores novas e interessantes dos carros de agora. Comentei com meu marido e ele calmamente me pediu que tirasse os óculos escuros. Senti um frio na barriga ao perceber que as cores eram as mesmas de sempre, sem brilho especial ou novidade alguma. Achei que você era um cara legal, mas tive que tirar os óculos por um breve instante. Mesmo que isso não te interesse, agora não acho mais.

Papai Noel

Eu achava que você era um cara legal. Sério. Via em você a concepção do sujeito bom, que de peito aberto encarava os leões, cobras e lagartos espalhados pelo seu dia. Aos vinte e tantos anos encontrou-se às voltas com seu destino - pediu duas cervejas e teve com ele uma longa conversa de pai para filho. Desapontou-se com a descoberta de que o pai era mesmo você, não havia dúvidas. Tomou então uma decisão importante, que mudaria o curso de tudo: abdicou do conforto mundano para ouvir sua essência. Era hora de exercer o dom de ajudar - hora de salvar o mundo...
Se a gente parar por aqui, há duas interpretações importantes:
1) Sua ingenuidade chega a ser bonita;
2) Não importa quão maltraçado seu caminho estiver, não importa em que momento você se perdeu - tudo é uma questão de palavra, e palavra não volta atrás.
Esses dias estava dirigindo pela cidade e me surpreendi com a quantidade de cores novas e interessantes dos carros de agora. Comentei com meu marido e ele calmamente me pediu que tirasse os óculos escuros. Senti um frio na barriga ao perceber que as cores eram as mesmas de sempre, sem brilho especial ou novidade alguma. Achei que você era um cara legal, mas tive que tirar os óculos por um breve instante. Mesmo que isso não te interesse, agora não acho mais.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Casual

Seis da tarde;
dia quente.
A claraboia
pinta o céu
ao nosso alcance.
Sombras finas
se enfumaçam
tomam forma
se transformam
com ternura
incandescente
reacendem
o azul aparente
o torpor de antes.
O verbo vira
exclamação!
a última canção
chama pelo sol
poente
as nuvens se movem
vestem as cores
da noite
gatos pardos
desfilam orgulho
pelos telhados
e a novidade,
velha de repente,
vai-se por onde veio
esvai-se na penumbra
de um dia cheio,
sem pudor
amor
ou outra chance.

Casual

Seis da tarde;
dia quente.
A claraboia
pinta o céu
ao nosso alcance.
Sombras finas
se enfumaçam
tomam forma
se transformam
com ternura
incandescente
reacendem
o azul aparente
o torpor de antes.
O verbo vira
exclamação!
a última canção
chama pelo sol
poente
as nuvens se movem
vestem as cores
da noite
gatos pardos
desfilam orgulho
pelos telhados
e a novidade,
velha de repente,
vai-se por onde veio
esvai-se na penumbra
de um dia cheio,
sem pudor
amor
ou outra chance.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sol da meia-noite

Queria saber falar de amor!
Uai, mas você não sabe?
Ah, queria fazer muito mais... Transformar cidades inteiras em raios de sol, secar a água de todos os olhos com um sorriso, transformar a mágoa do dia-a-dia em fome e sede de verdade!...
Mas então esse tal de amor não tem nada de bento, não: isso aí que você falou é a cara do sertão da Paraíba. Mora lá um mês e você vai ver o que é raio de sol, seca, fome e sede de verdade no dia-a-dia. Bobagem essa de amor; só me faltava essa! Depois perguntam por que é que amor não traz felicidade... Humpf, coisa de gente doida... Trabalha, minha filha - trabalha muito que passa.