Hoje é o primeiro dia do inverno. Aniversário do meu amigo André Santana, que há alguns anos sumiu sem deixar rastro. Lembro-me exatamente do dia em que ele me disse Cheguei junto com o inverno. Partiu em pleno verão, devaneio praiano. A cada 21 de junho me lembro do André, do Stereographic, do trance darkzera que ele fazia. Era forte. Sabia que era elaborado, que era profundo, mas desorganizava as minhas ideias. Ele ficou famoso e mais tarde aquele som desorganizou as dele também. A balada. A droga. A bebida. A bebida. A bebida. A droga...! Tem gente com discurso pronto pra explicar que tem controle sobre isso. Deixa eu explicar uma coisa: ninguém tem controle sobre o vazio. The void. Não se trata de controlar o uso de uma substância que suga a sua energia hoje pra te derrubar amanhã - um verdadeiro knockout. Trata-se de controlar sua ânsia por um pouco de adrenalina, de invencibilidade, de descontrole... por uma vida menos ordinária. E assim vem o sexo desprotegido, a vulnerabilidade do não saber, o frio na barriga quando você acorda e nem imagina o que aconteceu depois das seis horas de ontem. A gente bebe pra esquecer e se lembra mais, se lembra enquanto o corpo derrete embaixo do chuveiro. De medo. De pena. Regrets. Ah, foda-se - amanhã vai ser outro dia e logo adiante lá estará você repetindo o ciclo. Tranquilo seria se você fosse um ser à parte, sozinho no mundo, sem amarras. Mas tem a sua mãe. O seu pai. A sua irmã. A sua esposa. Seus filhos? Olá, alguém aí acordado pensando nisso? Quando o André se foi eu pensei. Eram tantas mensagens no facebook, tantas pistas falsas, tantos "ele foi visto aqui e ali"... E do outro lado da tela a mãe e o irmão seguiam cada fio daquela meada ensandecida. Um dia ele era um cara dos mais bonitos, ciclista, saudável. No outro a paranóia virava de quando em vez o seu pescoço. Qualquer barulho era sinal de alerta. As pessoas estavam sempre armando alguma coisa. O mundo tornou-se um lugar opressivo demais. Sufocante. Na hora do sufoco bom mesmo é chorar aquelas lágrimas que doem pra sair; gritar bem alto num lugar distante; caminhar com uma porrada no ouvido pra virar feto com um mantra de relaxamento uma hora depois; falar palavrão por escrito; tomar sol, tomar chuva, tomar arco-íris na cara. Abraçar a sua sogra antes e depois do chá, do bolo com pão de queijo e daquela conversa, se perder naquele abraço que revigora, naquele laço que se criou no princípio de tudo. Abri a porta do elevador e senti aquele frio invernal balançar as folhas da minha saudade já latente, e quis voltar e dizer obrigada por tudo. As coisas parecem doer mais no inverno, como se todo mundo estivesse ocupado demais preparando algo bem gostoso pra comer sozinho antes de dormir.
Esse blog é destinado a compartilhar viagens literárias, e está aberto a seres humanos e afins... Divirtam-se!
sexta-feira, 21 de junho de 2019
quinta-feira, 20 de junho de 2019
Tell me what you'll see
Estado civil: recém-separada. Pela segunda vez. Tantas coisas pra dizer sobre tantas coisas, tantas situações e circunstâncias que nos definem e de repente parece que só isso importa - se você foi (mais uma vez) maltratada, traída, subjugada, ingênua, mesquinha, hipócrita... De que adianta todo esse ruído dentro do peito? Vozes que perguntam sem querer respostas, todas aquelas dúvidas disfarçadas de certezas bradando aos sete ventos. Você chora sem nem conseguir elencar os porquês. É o que acontece quando a gente pede pra ver. E eu, tão envolvida que estou com os estudos do evangelho e com minhas tarefas na casa espírita, me recusei inúmeras vezes a enxergar o que estava diante dos meus olhos. Mais um episódio de incompatibilidade. Um mais um não pode dar um, não mesmo. Mesmo com todo o meu orgulho, egoísmo e desejo de continuar onde estava, a espiritualidade não pôde me deixar quieta. Veja, Érika. Veja. Se houver obstáculo tão grande quanto o medo, peça a Jesus para te carregar enquanto ele te mostra que você precisa saber, precisa reagir, precisa sair daí. Com a cabeça às voltas, cheia de ideias confusas, eu vi. Vi o descaso, o abandono de si, vi o desrespeito. Vi a calúnia, a humilhação. Vi a violência, a ira, vi o peso da luxúria. Por dentro meus tecidos repuxavam, meus ossos craquelavam. O peso da dor acaba por trazer a mudança - porque quando dói você TEM QUE MUDAR. Mudar de casa, de telefone, de perspectiva, de hábitos, de sonhos. Até achei que fosse mais fraca, e consegui, no meio do furacão, abrir os olhos e me ver grande. Forte. Segurando rojão. Subindo e descendo com uma obstinação que veio da minha única vontade louca de ser feliz. Entre um minuto e outro, aquela falta de ar e o choro involuntário e a vontade de mandar pra puta que pariu quem quer que tenha me jogado fora na mesma sacola onde estava escrito "nossos planos". Caralho... Quem faz isso? A outra parte que comprou seus planos e enrolou pra pagar e acabou atrasando as prestações pra se dar um chapéu novo. If the cap fits, let'em wear it... Você deixa a chave sobre o balcão e pensa que quando virar pra abrir a porta, aquela sua casa vai voltar pro proprietário, aquele chapéu novo vai vestir outra cabeça e a sua vai ficar pelada até você encontrar aquele boné velho, perdido na mala da boa e velha eu. Poderia estar resmungando, reagindo mal, me entregando a um dia ruim, maltratando meu corpo só pra esquecer, em festa estranha com gente esquisita, mas preferi escrever um pouco de bobagens, tomar dois litros d'água, ler um pouco e me preparar para aquele momento mágico em que você entra no Netflix como se tivesse atravessado o portal de Greyscow e, mergulhada em adrenalina, começa a navegar pelos trailers e sinopses em busca da série perfeita, aquela que pede maratona de feriado. Bem destemida, né? Nada... Tenho tido muito medo das pessoas, porque elas buscam alegria onde a alegria não habita; porque elas não aprendem com a dor; porque elas não sabem chorar; porque de tanto traírem elas se atormentam e se traem; porque elas acreditam que a anestesia trará redenção. Até ter outras coisas pra me definir além do meu estado civil, prefiro diluir essa dor com água e esperar pelo dia em que alguém vai me dizer (ainda que seja em sonho) que eu passei de fase no vídeo game, que o sol está doido pra me acompanhar em uma caminhada e que assim que eu botar o pé na rua vou ver várias versões de mim mesma nos olhos de quem quiser me acompanhar. Vim, paguei pra ver e sei que a vitória já pediu o Uber :)
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
Pena
Quem me conhece sabe o quanto eu tenho um pezinho em tudo que é místico. Curandeiras, benzedeiras, chás, banhos e velas, rezas e cantos. Não chega a ser uma fé cega, mas é de dar gosto a forma como eu me entrego a certos rituais e acredito que minhas graças serão alcançadas só porque alguém me disse que elas seriam. Pois que entre uma igreja e outra, um guru e outro, consegui um emprego em Diamantina, a umas quatro horas de Belo Horizonte. Por se tratar de uma cidade histórica, muita gente acha que sabe muita coisa sobre o lugar - belas cachoeiras, eventos culturais, festas e cervejas artesanais, arquitetura barroca... O que pouca gente sabe é que a dez quilômetros do centro da cidade existe um vilarejo com menos de 500 habitantes, nenhuma farmácia, restaurante, hospital ou delegacia. Esse lugar é o Guinda, destino escolhido por muitos professores universitários para construírem suas tão sonhadas "casas em condomínio", pelo valor acessível dos lotes comparado a Diamantina e pelo uso quase que exclusivo da estrada, privilégio do qual os diamantinenses de raiz não usufruem - e que pavor de dirigir naquelas pedras by the way... Comecei minha jornada "nova vida em Diamantina" no Guinda, a convite de um amigo que foi fazer doutorado sanduíche nos States e deixou sua linda casa pra trás. Por medo da solidão, optei, algum tempo depois, por me mudar para uma pousada. Detalhe interessante: a pousada do Guinda oferece mais infraestrutura e conforto que muitas pousadas em Diamantina! A possibilidade de ver outras pessoas e dormir em segurança (sim, eu sou belohorizontina e tenho medo de dormir sozinha em uma casa sem proteção, ainda que seja no Guinda) fez bem ao meu coração. Num desses dias tranquilos, a dona da pousada, que me acompanhava no café, mencionou a dona Maria (poderia ser mais criativa, mas como estou contando uma história real, apresento a vocês mais uma dona Maria), benzedeira oficial do Guinda. Ofereceu-se para me levar até a casa. Lá fomos nós - Eliane, eu e minha fé míope. Batemos na porta; do outro lado, surgiu, instantes depois, uma senhorinha com menos de um metro e meio, magrinha, sem um dente na boca, com um pano na cabeça e um olhar meigo de gente que já se resignou há muito. Nos convidou a entrar em sua casa de três cômodos (o banheiro é uma fossa do lado de fora), que divide com os filhos e netos - o quarto conta com uma única cama de casal, constatei no dia seguinte. Na sala, um guarda-roupas velho, uma estante, uma mesa e um sofá engalfinhados - cada um de um tipo, tudo usado à exaustão. No sofá, um garoto com problemas físicos e neurológicos se debatia tentando se comunicar. Dona Maria nos apontou dois bancos ao lado do sofá, no corredor, para nos sentarmos. Não me lembro exatamente o que se passou, tão impressionada fiquei com aquela cena. A casa, soube pela Eliane, dona da pousada, era cedida por um morador, e ela sobrevivia de doações. Acordei do transe com a senhora pedindo que eu segurasse uns ramos colhidos no quintal enquanto ela oraria por mim. Ao final da oração, dona Maria apontou para as plantas que eu segurava e disse que estavam murchas - isso indicava que eu estava "carregada" (em outras palavras: coberta de mau olhado). Marcou uma consulta para o dia seguinte às nove horas. Extasiada, abracei esses bocados de verdade nova (e aqui entendo verdade como tudo aquilo em que se acredita) e me preparei para a consulta com ansiedade. Dona Maria esperou que eu adentrasse sua sala de estar pontualmente às nove horas (quem me conhece sabe que não sou nada pontual) para começar a organizar a casa. Fiquei sentada no sofá por uma hora até que ela me chamasse para dentro. No quarto, um banco no centro com água e uma vela; atrás da água e da vela, dona Maria, toda vestida de branco e cheia de colares e badulaques. Incorporou uma cabocla parideira, que assuntou, cantarolou, prescreveu banhos e rezas e me deixou numa saia-justa danada pra entender aquele pretovelhês, dialeto próprio dos caboclos. Nesse ponto da conversa, abro um parêntese para confabular com você que aí está, lendo atento a esta anedota: por que todas as vezes em que estamos diante de um preto velho ele afirma que estamos carregados e imersos em um mar de inveja, intrigas e mau agouro? Sou uma formiga perto dessas personalidades internacionais invejadas até a unha encravada que prosperam e não se deixam abater. Por que eu me deixaria? Dona Maria, agora cabocla parideira, seguiu por essa linha. Receitou uma pá de coisas, como se fossem a única forma de livrar minha pobre alma da maldição que a consumia dia após dia. Nessa toada, soube que sou uma pessoa boa demais, abençoada, que não quer mal a ninguém e que por esse motivo não deveria sofrer - mas esse mau agouro, ah, minha filha, esse não perdoa, não. E então ela disse: "Fia, que pena que a véia tem docê". E repetiu: "Tem muita pena docê, fia". Foi como um balde de água gelada. Procurei em vão recapitular aquela conversa até a hora da pena, vasculhando minhas memórias em busca de alguma queixa minha que pudesse ter gerado tal resposta. E o que latejava na minha cabeça era uma pergunta só: será que ela tinha pena daquela senhora cujo corpo pegava emprestado, que mora de favor e alimenta seis bocas com cesta básica doada e se amontoa com filhos e netos numa cama de casal todas as noites? Talvez não. Talvez dona Maria nunca tenha sentido pena de si mesma. Fiquei pensando no que ela faria se alguém dissesse que tem pena dela. Provavelmente ela riria aquela boca sem dentes e falaria que não lhe falta nada graças a Deus. O choque e a indignação diante da pena da cabocla parideira, no fim das contas, foram o ponto alto dos meus últimos dias. Percebi que, ao cruzar o mar das lamentações, peguei, lá atrás, um caminhozinho pouco conhecido rumo ao agradecimento e à perseverança no bem. Sabe aquela road not taken do Robert Frost? Pois é. Pegar esse caminho é legal, mas perceber que depois de tanto tempo e tantas provações você continua nele... meu amigo! Isso sim faz toda a diferença.
terça-feira, 11 de dezembro de 2018
Let it out, let me in
It's hard to tell how many times I've wandered around, trying to make sense of this world, of myself, of the so many lines in between. No chances have been lost, no lust has been lured into my weary skin. I kept digging and digging around my pros and cons, striving to heal my broken bones, out of control... See, I was looking for light in your eyes so often blurred... I was looking for warmth in your arms so easily shut... craving for answers I, so brave, could not bear to find. They kept coming and I wouldn't change my mind. Is it love or despair, truth or dare, fear of the unknown - defensiveness to the old and wounded ones! - or, at last, a chance to lay low? Take it slowly, they all say; make one wise choice a day, drink water and live well - such practicity surely rings a bell. Easier taught than learned? Then preach for the upcoming turn: the moment in which you see what is there to see, you taste what is there to taste, you touch what is there to touch - and you cry of joy and regret, for you have so much... People you've never met, places you haven't been - thirst for living shouldn't be a sin. Do not be unkind when trying to find answers in places the wind has blown; it is not a bed of roses to grow sane and old. And if by any chance your freedom and pleasure to be you let somebody else down, have the courage to admit that right here, right now, you own that pot of gold called your life... and feel ready to take it to town ;)
terça-feira, 30 de outubro de 2018
Resista
Depois de tanto rodar pela vida, acabo sempre voltando ao meu esconderijo, meu refúgio, lugar onde eu recarrego minhas baterias e resisto. Resisto à polarização de discursos, à falta de amor, ao desrespeito, ao individualismo. Resisto à incapacidade das pessoas de pensarem em ajudar. Resisto aos abusos já sofridos, às duras verdades, às mentiras que estão na boca do povo, que se espalham a boca pequena. Aqui no interior do interior tenho finalmente o que não tive em duas décadas de trabalho ininterrupto - tempo. Tempo para observações mais demoradas, tempo para autoanálises, tempo para avaliar se as pessoas que te cercam são realmente pessoas que gostariam de te cercar, tempo para entender de que lado você está. Cada conclusão é uma ruptura, e esse ano compreendi, bem lá no começo, que o que eu quero para mim está nas minhas mãos. Decidi por um emprego melhor, por uma vida familiar mais completa, por um companheiro mais companheiro, por uma alimentação mais saudável, por um corpo mais forte, por uma vida mais regrada, mais equilibrada, por uma mente mais quieta, espinha mais ereta. Tudo isso tem sido alcançado desde o momento em que compreendi que a ação é o protagonista da mudança. A gente tira um peso das costas, passa um tempo sacudindo a poeira e um dia acorda melhor, cercado de mudas de sonhos ao redor do peito cansado. Resisto quando rego cada uma delas com a esperança que me mantém viva, e os sonhos se multiplicam. Por entre os discursos que ecoaram pelos meus ouvidos durante a campanha presidencial, a necessidade de autopromoção, de estar com a maioria que quer o melhor - A TODO CUSTO. Nunca me foi tão penoso aguardar pelo fim das eleições. Penoso por ver tantas pessoas queridas com flores no vestido e pedras nas mãos. Questionei o significado do termo "com as melhores intenções". Foi com essas mesmas intenções que outras pessoas não menos queridas vestiram a bandeira do país e foram pedir pelo fim da violência, por melhores condições para os professores, por mais dinheiro nos cofres públicos, por mais oportunidades, pela possibilidade de vislumbrar um futuro com carteira assinada e dias menos ociosos, sem a necessidade de programas de governo que tenham como meta carregá-los nas costas. Quanto feminicídio, quantos ataques aos LGBTS, quantas represálias a meus colegas de profissão - a mim mesma -, quanta inflação e quanta tranquilidade da bandidagem, munida de fuzis ou Black Labels, juntando seus montes de dinheiro bem longe do Leão. Pago minhas contas em dia e há dez anos me mantenho de forma independente - não é fácil. Não ganhei carro nem casa, e o banco é meu melhor amigo quando as coisas não vão bem. Mas eu resisto. Resisto porque sei que em qualquer governo eu serei uma pessoa de bem, um ser humano de luz, alguém que quer demais fazer as coisas do jeito certo. Tenho amigos e familiares gays, negros e pobres que optaram por eleger alguém novo, sem amarras ou alianças criminosas (sim, criminosas). Não são fascistas, não são homofóbicos, não são classicistas. São pessoas também cheias de esperança, que não foram respeitadas por sua decisão. Resisto às altas contas que pago diariamente, resisto ao meu salário líquido, resisto ao imposto de renda, à escravização da minha classe, a cada um que por um segundo quis me convencer de que eu não seria capaz de chegar onde cheguei. Resisto ao pessimismo, às drogas que entorpecem mentes vazias, à inércia de quem fala muito e nem sequer tenta mudar o próprio destino. A um Brasil que sonha com campos mais floridos, não consigo resistir.
quinta-feira, 14 de junho de 2018
Frágil
Nunca hei de aceitar esse medo que habita o coração humano, essa descrença num trafegar mundano sem placa de pare, sem que dispare o alarme de uma sombra sua, de um sol e lua que não brilham mais. Ora, medo que é memória, filho de uma história, o que é que fica quando tu te vais? Aportar no cais de uma lembrança, enquanto a próxima dança se descola, desembola... brinca de andar pra trás.
domingo, 3 de junho de 2018
Obsolescência programada
Deixe-me ver se eu entendi: o modelo que o senhor acabou de adquirir já apresentou defeito após apenas dois meses de uso. Irreversível, porque hoje em dia o trabalho para consertar não compensa - há muitas opções mais baratas e compatíveis com suas predileções. Não vale a pena sequer refletir sobre a forma como o senhor utiliza o produto. Se o bem recém adquirido é frágil ou demanda maiores cuidados, não é o senhor quem tem que se desdobrar para ser servido com eficiência. O senhor nada mais é do que uma vítima da sociedade, mais um indivíduo ludibriado pela promessa de funcionamento pleno do aparelho conforme suas ordens, condições e necessidades. Se me permite uma sugestão, ao menor sinal de dúvida, TROQUE. Nas novas versões, o senhor pode configurar, além do idioma, posicionamento político, preferências esportivas e comportamento in e outdoors. Além disso, a opção "diálogo" pode ser desativada a qualquer momento ou mesmo desinstalada. Tudo isso inteiramente grátis e sem sair de casa! Esses modelos com armazenamento de memória e kit opinião própria estão saindo de linha - simplesmente obsoletos. Desprovidos de kit co-dependência, mais parecem um Pense Bem que um Playstation (e convenhamos, quem quer passar momentos preciosos a montar quebra-cabeças sobre si e sobre o outro? Foi-se o tempo em que esforço gerava realização). As opções Construção Colaborativa e Demanda de Esforço da Outra Parte têm gradualmente dado lugar a configurações mais atuais, como Me, Myself and I e Venha a Nós. Não há algo mais fora de moda hoje em dia que o senhor ter que aprender a manusear e acondicionar o aparelho. Nada de se preocupar com ele! Os modelos disponíveis no mercado são cem por cento programáveis a partir do primeiro uso e se alimentam do que o senhor se propuser a oferecer - e o melhor: com um simples comando de voz. Obsolescência programada, ora essa! Eu diria felicidade instantânea - infinita até a próxima troca.
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