sábado, 4 de maio de 2013

Aftermoon

Boy, I gotta tell you: I could use a little break right now. Seriously: I need more mercy, less pity. Why did you say I should keep it again? Because steady is better. Hum... great day for a couple of new discoveries. I can't do steady, just can't; all I need is to keep moving, spinning, twisting and shouting, yelling, screaming... exploding every now and again. Thing is I keep looking back too often, and when I look ahead there are no green birds whistling my name, nor self-assured grown-ups to call me insane. So many wrong things in this world and yet I won't bow my head before whoever wants me to believe serenity is coming. So many buses waking me up every morning, but people need many more. So many jobs, but none is good enough. And why did you say you liked him again? Because he helps you forget that time is passing by and you feel buried alive, that nothing is gonna change if you don't try, that we get more and more intolerant to bullshit every day, that chocolate is the best medicine. Some days I'd like to tell my son about it. Is he ever gonna come down and help his mom become a better person? I hope he's not scared... Still waiting...

Aftermoon

Boy, I gotta tell you: I could use a little break right now. Seriously: I need more mercy, less pity. Why did you say I should keep it again? Because steady is better. Hum... great day for a couple of new discoveries. I can't do steady, just can't; all I need is to keep moving, spinning, twisting and shouting, yelling, screaming... exploding every now and again. Thing is I keep looking back too often, and when I look ahead there are no green birds whistling my name, nor self-assured grown-ups to call me insane. So many wrong things in this world and yet I won't bow my head before whoever wants me to believe serenity is coming. So many buses waking me up every morning, but people need many more. So many jobs, but none is good enough. And why did you say you liked him again? Because he helps you forget that time is passing by and you feel buried alive, that nothing is gonna change if you don't try, that we get more and more intolerant to bullshit every day, that chocolate is the best medicine. Some days I'd like to tell my son about it. Is he ever gonna come down and help his mom become a better person? I hope he's not scared... Still waiting...

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Todo o amor que houver nessa vida

E foi assim que me peguei pensando nela às 3 da manhã. Sem cerimônia, sem vestido de festa, sem laço no cabelo, sem dia de sol. Chovia, e ela caminhava por entre as gotas e ria-se muito, e agradecia porque finalmente a chuva tinha chegado. Tinha as palmas das mãos viradas para cima como em uma prece, e mirava o céu com a ponta do nariz. Lágrimas impiedosas despencavam das nuvens e iluminavam seu rosto, enquanto seus cabelos fechavam os olhos e deitavam-se confortavelmente sob a água que os acarinhava. Parecia completamente alheia ao momento; falava com ela mesma (ou será que era com os corações que estampavam sua capa de plástico?) e atravessava a praça devagar, e via damas da sociedade assistirem incrédulas àquele belo espetáculo enquanto tentavam proteger seus cabelos recém-escovados e suas bolsas e sapatos de grife. Eu mesmo parei o que estava fazendo para observá-la; sua graça e seu descuido pareceram me dominar e por algum tempo com qualquer duração meus olhos a seguiram sem pensar em nada. Senti uma onda de calor inundar meu corpo, algo como um dejavu acentuado, e soube que esse era o momento pelo qual esperamos a vida inteira. Não me pergunte por quê: eu apenas sabia, assim como soube que precisava sair dali e juntar-me a ela, e deixar que a chuva me abraçasse e me devolvesse a paz, a esperança de dias melhores ao lado de uma moça bela e idealista, que dispensava apresentações e guarda-chuvas. Muitas foram as vezes em que esbocei um ímpeto de qualquer coisa que não foi consumada. Meus olhos continuaram a acompanhá-la; deixei que ela se fosse. Não tardou para que, ao seu lado, surgisse um belo cavalheiro. Ao invés de juntar-se a ela e proclamar a revolução, ele envolveu seu corpo trêmulo em um casaco confortável, e sobre seus cabelos ergueu um enorme escudo negro. Ela secou o rosto com as mãos e seus lábios arroxeados ganharam novas cores enquanto ela lhe sorria. Caminharam assim até que eu os perdesse de vista; tive a sensação de que aquele cavalheiro ainda hoje deve habitar seus mais doces sonhos. Por vezes penso que posso ter tornado a vê-la e imagino como seria sua vida, que histórias contaria. Seria ela cantora, escritora, fã de futebol? Poderia aquele olhar singelo ser calculado? Será que o deep inside me teria desanimado? No dia em que ela habitou meu sonho involuntário, soube que em algum plano nossas almas haviam se encontrado, e senti inveja do cavalheiro que deu vida à história que guardo dentro da gaveta, no fundo de um armário fechado.

Todo o amor que houver nessa vida

E foi assim que me peguei pensando nela às 3 da manhã. Sem cerimônia, sem vestido de festa, sem laço no cabelo, sem dia de sol. Chovia, e ela caminhava por entre as gotas e ria-se muito, e agradecia porque finalmente a chuva tinha chegado. Tinha as palmas das mãos viradas para cima como em uma prece, e mirava o céu com a ponta do nariz. Lágrimas impiedosas despencavam das nuvens e iluminavam seu rosto, enquanto seus cabelos fechavam os olhos e deitavam-se confortavelmente sob a água que os acarinhava. Parecia completamente alheia ao momento; falava com ela mesma (ou será que era com os corações que estampavam sua capa de plástico?) e atravessava a praça devagar, e via damas da sociedade assistirem incrédulas àquele belo espetáculo enquanto tentavam proteger seus cabelos recém-escovados e suas bolsas e sapatos de grife. Eu mesmo parei o que estava fazendo para observá-la; sua graça e seu descuido pareceram me dominar e por algum tempo com qualquer duração meus olhos a seguiram sem pensar em nada. Senti uma onda de calor inundar meu corpo, algo como um dejavu acentuado, e soube que esse era o momento pelo qual esperamos a vida inteira. Não me pergunte por quê: eu apenas sabia, assim como soube que precisava sair dali e juntar-me a ela, e deixar que a chuva me abraçasse e me devolvesse a paz, a esperança de dias melhores ao lado de uma moça bela e idealista, que dispensava apresentações e guarda-chuvas. Muitas foram as vezes em que esbocei um ímpeto de qualquer coisa que não foi consumada. Meus olhos continuaram a acompanhá-la; deixei que ela se fosse. Não tardou para que, ao seu lado, surgisse um belo cavalheiro. Ao invés de juntar-se a ela e proclamar a revolução, ele envolveu seu corpo trêmulo em um casaco confortável, e sobre seus cabelos ergueu um enorme escudo negro. Ela secou o rosto com as mãos e seus lábios arroxeados ganharam novas cores enquanto ela lhe sorria. Caminharam assim até que eu os perdesse de vista; tive a sensação de que aquele cavalheiro ainda hoje deve habitar seus mais doces sonhos. Por vezes penso que posso ter tornado a vê-la e imagino como seria sua vida, que histórias contaria. Seria ela cantora, escritora, fã de futebol? Poderia aquele olhar singelo ser calculado? Será que o deep inside me teria desanimado? No dia em que ela habitou meu sonho involuntário, soube que em algum plano nossas almas haviam se encontrado, e senti inveja do cavalheiro que deu vida à história que guardo dentro da gaveta, no fundo de um armário fechado.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Therefores

Concluir será sempre um verbo transitivo direto que só há de aceitar objetos desconfortáveis? A gente começa devagar: eu trabalho muito, e isso me dá o direito de ter coisas. Sinto-me feliz e amparada no meu sofá azul de camurça que me envolve por tardes inteiras enquanto olho para o céu azul cheio de nuvens e estudo horas a fio... Gosto do meu carro que me leva pra todos os lugares dessa cidade diariamente ao som de boa música, e da minha casa que fica mais bonita a cada dia porque eu quero assim. Amo meu guarda-roupas, meus tênis de basquete e meus saltos meia-pata. Amo muito tudo isso, o suficiente para concluir que não dá pra amar as coisas. Dá pra usá-las - muito ou pouco -, é só o que dá pra fazer com elas. Tentar limitar quem você é pelo que você tem pode ser muito frustrante, porque alguém sempre vai ter mais do que você. Aí vem o segundo passo: mas afinal quem sou eu? Sou sensível? Autoritário? Passivo? Impaciente? Arrogante? Vaidoso? Machista? Homofóbico? Conservador? Invejoso? Hipócrita? Estou no lugar certo? Estou correndo atrás de um caminho relevante? Estou disposto a ajudar? A aprender? A olhar um pouquinho menos pra mim mesmo? Que tipo de pessoas eu quero do meu lado? Quem eu quero ver quando abrir os olhos de manhã? A conclusão: ser inteligente e bom, bom com você, com todo mundo (todo mundo), com as circunstâncias, bom no que faz, bom no que diz, bom no que quer dizer mesmo sem querer; cabeça e coração são as maiores virtudes de um homem. Seu carro, sua casa e sua conta no banco nunca vão conseguir me dizer se vale a pena pensar em você quando eu for dormir, ou se fiz bem ao lembrar da nossa última conversa ao acordar, porque essas coisas não dizem nada - literalmente - e porque em se tratando de coisas, todo mundo que é perspicaz e se dispõe a arregaçar as mangas tem as suas. É natural que nosso terceiro questionamento, por conseguinte, abarque as situações mais inexplicáveis que insistem em abraçar nossa essência. Perfumes que só nós sentimos, canções que não tocam pra qualquer ouvido, palavras e olhares e sorrisos que assaltam o coração da gente no meio da noite. O que se conclui? Que uma conclusão seria muito bem vinda se ela pudesse mudar alguma coisa...

Therefores

Concluir será sempre um verbo transitivo direto que só há de aceitar objetos desconfortáveis? A gente começa devagar: eu trabalho muito, e isso me dá o direito de ter coisas. Sinto-me feliz e amparada no meu sofá azul de camurça que me envolve por tardes inteiras enquanto olho para o céu azul cheio de nuvens e estudo horas a fio... Gosto do meu carro que me leva pra todos os lugares dessa cidade diariamente ao som de boa música, e da minha casa que fica mais bonita a cada dia porque eu quero assim. Amo meu guarda-roupas, meus tênis de basquete e meus saltos meia-pata. Amo muito tudo isso, o suficiente para concluir que não dá pra amar as coisas. Dá pra usá-las - muito ou pouco -, é só o que dá pra fazer com elas. Tentar limitar quem você é pelo que você tem pode ser muito frustrante, porque alguém sempre vai ter mais do que você. Aí vem o segundo passo: mas afinal quem sou eu? Sou sensível? Autoritário? Passivo? Impaciente? Arrogante? Vaidoso? Machista? Homofóbico? Conservador? Invejoso? Hipócrita? Estou no lugar certo? Estou correndo atrás de um caminho relevante? Estou disposto a ajudar? A aprender? A olhar um pouquinho menos pra mim mesmo? Que tipo de pessoas eu quero do meu lado? Quem eu quero ver quando abrir os olhos de manhã? A conclusão: ser inteligente e bom, bom com você, com todo mundo (todo mundo), com as circunstâncias, bom no que faz, bom no que diz, bom no que quer dizer mesmo sem querer; cabeça e coração são as maiores virtudes de um homem. Seu carro, sua casa e sua conta no banco nunca vão conseguir me dizer se vale a pena pensar em você quando eu for dormir, ou se fiz bem ao lembrar da nossa última conversa ao acordar, porque essas coisas não dizem nada - literalmente - e porque em se tratando de coisas, todo mundo que é perspicaz e se dispõe a arregaçar as mangas tem as suas. É natural que nosso terceiro questionamento, por conseguinte, abarque as situações mais inexplicáveis que insistem em abraçar nossa essência. Perfumes que só nós sentimos, canções que não tocam pra qualquer ouvido, palavras e olhares e sorrisos que assaltam o coração da gente no meio da noite. O que se conclui? Que uma conclusão seria muito bem vinda se ela pudesse mudar alguma coisa...

domingo, 14 de abril de 2013

Românticos Anônimos

Tudo bem, eu admito: sou fã incondicional do amor. Amo sentir frio na barriga, sonhar acordada, pensar se do outro lado da linha alguém mais pensa... e todas essas coisas idiotas que a gente adora, como me disse minha amiga Mandjuras. Amo surpresa, cartinha romântica, beijo demorado, abraço apertado, olhares furtivos, sorrisos involuntários e músicas que saem de dentro do chuveiro em dias especiais, dias como ontem, hoje ou amanhã, tardes que viram coleções de momentos fantásticos dentro da nossa imaginação. Ter um coração insaciável pode ser bem complicado, ainda mais quando se vive em pleno século XXI, no auge da superficialidade e da banalização das relações afetivas. A fila tem que andar, e a gente não tem nem o direito de chorar pelo que não deu certo porque são tantas as oportunidades, tantos os meios e além de tudo todo mundo hoje em dia é tão interessante que deixar de vender o peixão que você é acaba por te excluir de uma rede de partidos imperdíveis. Nunca fui muito boa com essas coisas que vêm antes do amor, essa auto-promoção disfarçada acompanhada de estratégias de conquista pré-cozidas, e ainda assim acredito que quando alguns caminhos se cruzam, não há escapatória. Acho que ninguém deveria se privar de amar direito, de dar as cartas sem moderação e sem expectativas, sem medo de perder. Enquanto você espera, flores, sabores e dias de sol esperam por você...