quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Unimagine

If you can't see me,
close your eyes and meet me in your dreams;
If you can't talk to me,
sing me in each of your love songs yet to be;
If you can't find me,
imagine the end of our distance;
If you can't touch me,
feel me in the strings of your existence;
If you can't walk with me,
figure out your own path and think of us;
If you can't sense me,
then there's plenty for you and your heart to discuss.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Por favor pare agora

Esse é o momento derradeiro: momento em que se olha pra trás procurando pelas glórias alcançadas; momento em que se olha para a frente planejando as próximas. Nesse momento especial, me vieram à cabeça duas lembranças que pretendo levar para toda a vida. 

A primeira é a de um trabalho voluntário que minha mãe realizou no CVV - Centro de Valorização à Vida - aqui em Belo Horizonte há alguns anos. Esse programa contava com um call center que recebia ligações de pessoas que, por algum motivo, não estavam felizes com suas vidas - sem eufemismos, suicidas em potencial. Não era um trabalho fácil por vários motivos evidentes, mas dentre os motivos não tão evidentes assim, não era fácil porque a tarefa era simplesmente OUVIR. Isso mesmo, ouvir. Ouvir sem dar palpites, sem analisar o que se ouve, sem buscar uma solução, sem tentar entender por quê. Ouvir com interesse - esse era o trabalho dos voluntários do CVV. Todos eles passavam por um treinamento cuidadoso de forma a cumprirem com esse precioso combinado. Se pararmos pra pensar, a dificuldade em ouvir parece ainda maior ao descobrirmos que ela vem de dentro. A impaciência e a ansiedade são grandes vilões nessa história, e no final das contas, a busca pela sabedoria envolve uma luta árdua, diária, insistente que muitas vezes não nos damos ao trabalho de vencer. Quando um amigo ou um parente deseja compartilhar um dissabor, nunca nos passa pela cabeça que talvez ele só queira ser ouvido; que falar sobre o problema vai fazer com que ele mesmo se alivie ou tenha uma boa ideia; que ouvi-lo terá muito mais valor que propor uma solução ou esfarelar suas mazelas em cima da mesa, felicidade de todo analista. Não importa o seu método - enfiar o dedo na ferida do outro, propor uma terapia que funciona pra você mas pode não funcionar pra mais ninguém, dar uma aula de moral e bons costumes, jogar os holofotes pra você e os seus "eu acho" - porque o assunto nesse momento não é você, o que você acha, o que te ajudou, o que você vê, o que faria... não. Esse é o espaço de uma pessoa que sofre e precisa de um ombro amigo. Se você não puder oferecer esse ombro, não ofereça outra coisa pelo costume de oferecer - nada mais importa.

A segunda vem do filme "Pride and prejudice", uma obra-prima, em uma cena de repreensão da mãe para com a filha mais nova. O comentário é pontual - quando não houver nada de bom para falar, fale sobre o tempo. Já partilhei essas palavras com vocês há mais tempo, mas reforço esses dizeres aqui porque desejo que eles jamais me abandonem. Falar é fácil, falar é rápido, falar é cômodo, porque, diferente de escrever, falar geralmente não envolve um pensamento prévio. As palavras têm a força para erguer e derrubar uma muralha, não se esqueçam. 

Ouvir pelo menos duas vezes mais do que se fala tem sido o meu lema por algum tempo, e mesmo assim não posso considerá-lo, até o momento, uma meta alcançada - nem mesmo alcançável. Ainda. Penso que quando chegar lá, conhecerei a verdadeira paz. Acho que muitos de vocês devem estar pensando que esse foi um ano de grandes mudanças, realizações de todo tipo, exploração do eu interior em busca de respostas, entendimento e clareza que fizeram com que você se sentisse seguro o bastante para transferir sua receita de sucesso para a vida alheia - em outras palavras: que você* se intitulasse o Mestre dos Magos e saísse por aí pregando o segredo da felicidade a quem quer que esteja mais próximo. Acredito realmente que a intenção seja boa, mas ainda acho que ouvir sem qualquer intenção gera um mundo inteiro de mudanças e novas perspectivas pra você também. 

Desejo um ano novo com mais amor, mais justiça, mais palavras de otimismo e encorajamento, mais sonhos que englobem uma área maior que o escopo do seu próprio umbigo. Mais liberdade, igualdade e fraternidade para todos nós - e isso só será reduzido a uma mera utopia se for o que a gente quiser. Não custa tentar... Feliz 2013!

*me included

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar!

É, gente... Resumo da ópera: apesar do calor infernal, dos engarrafamentos surreais, da falta de educação e de respeito das pessoas umas com as outras, do egoísmo em proporções astronômicas e do individualismo que nasceu como forma de expressão e se tornou, com adventos babacas como o facebook, uma Síndrome da Importância generalizada... apesar de tudo isso... o tal do mundo não se acabou. Será que era uma metáfora? Um awakening para o fato de que estamos todos indo pro fundo do mesmo buraco enquanto nos preocupamos com a dieta mais apropriada, o creme que tira manchas ou o tratamento chinês que promete resultados eficazes contra a celulite, enquanto os caras perdem noites de sono imaginando se estão ganhando mais que os amigos de infância, se o carro deles é mais caro ou se a decoração do apartamento vai intimidar os vizinhos e colegas de trabalho? Não sei. Fato é que, para alívio de uns e desespero de outros (não sei vocês, mas eu teria muuuita vergonha de estar em um abrigo subterrâneo com estoque de comida numa hora dessas), parece que não vai ser tão fácil assim tirar a responsabilidade das costas e esperar que Deus nos poupe da agonia diária de se viver em um mundo tão fadado ao fracasso. Um purgatório pra quem precisa evoluir - é essa a realidade Matrix que, tão orgulhosamente, partilhamos, da qual só se leva uma trouxa pesada chamada 'história de cada um'. Se você acha que ainda é possível dar um 360 na sua, saiba que tempo está longe de ser uma desculpa. Enquanto isso, aproveite o global warming!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

À procura da felicidade

Acho que estamos precisando acessar o que realmente nos faz felizes... Muitas vezes é muito menos do que se imagina - um olhar, um gesto, um dia bonito, um sorriso, uma palavra, um nascer ou pôr do sol, esperança sempre - mas principalmente: viver o presente, transformar o agora!!! Vamos nessa?

Present Perfect

"A word is dead
when it is said", 
some say.
I say it just
begins to live
that day.  (E.D.)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

domingo, 16 de dezembro de 2012

Canhoteiro

Meu pai foi uma daquelas pessoas que foram forçadas a escrever com a mão direita na escola, como a maioria dos canhotos natos daquela geração. Nunca vou entender por que ser canhoto era proibido; cada um fala uma coisa, mas só o que se sabe é que a letra do meu pai virou um hieroglifo que mais parece resultado de eletrocardiograma, um emaranhado de ups and downs que sentia-me orgulhosa por conseguir decifrar quando era ainda pequena. Apesar de ter passado esse gene canhoto para mim, minha irmã e meu sobrinho, meu pai nunca escreveu com a mão esquerda, porque quando o erro de ser canhoto tornou-se uma qualidade exótica, ele já havia se habituado a tentar domar o lápis com a outra mão. Se de um lado a escola foi inflexível, do outro o futebol foi generoso: deixou que meu pai fosse canhoto, que brilhasse e fizesse seu nome com a força de sua perna esquerda. Ser canhoto de pé não era pecado nem representava qualquer tipo de maldição ou malefício, e penso que devia ser até bem interessante, porque até hoje, tantos anos depois, ainda se fala daquele menino comprido, franzino e danado de bom com uma bola no pé. Pra você, Seu Hélio Caetano, o eterno Canhoteiro, a minha homenagem - antes do dia 25/12, mas já com gosto de presente de aniversário, hein? Adorei te ver assim magrinho, pai ;) Ainda bem que agora essa foto vai ficar guardadinha aqui no garrastazu, pra posteridade...

PS: Será que qualquer semelhança é mera coincidência? Acho que não...