"I know (I know) you belong
To somebody new
But tonight
You belong to me
Although (although) we're apart
You are a part of my heart
But tonight
You belong to me
Wait down by the stream
How sweet it will seem
Once more just to dream in
The moonlight
My honey I know
With the dawn
That you will be gone
But tonight
You belong to me
But tonight
You belong
To me"
https://www.youtube.com/watch?v=OUStIV3NUeo
Esse blog é destinado a compartilhar viagens literárias, e está aberto a seres humanos e afins... Divirtam-se!
sexta-feira, 27 de junho de 2014
Times they are-a-changing
"Garotas e rapazes da América têm curtido momentos realmente tristes quando estão juntos; a artificialidade os força a se submeterem imediatamente ao sexo, sem os devidos diálogos preliminares. Não me refiro a galanteios - mas sim um profundo diálogo de almas, porque a vida é sagrada e cada momento é precioso" (Kerouac, On the road, 1951).
Cardiopatia
O carinho é uma coisa perigosa. Vira arma branca na mão de quem pode oferecer... e moeda de troca valiosa pra quem quer receber. É um paliativo pros que sofrem de solidão (e de quebra arranca sorrisinhos de todos os tipos daqui e dali). Já vi gente dar meia-volta e caminhar a passos largos na direção oposta por um pouco de carinho. Só um pouquinho... E como se não bastasse, a noção de carinho acabou que meio que se perdeu. Hoje em dia carinho é sexo, é um carro novo, uma lipo, um "e aí, comequitá?", uma linha cafajeste no whatzapp. Raros são aqueles que se dispõem a pôr a mão na massa. Mas vocês me conhecem: quando eu cismo com uma coisa, é difícil dar outras cores pra ela na minha cabeça. E eu cismei que carinho é algo que vem de dentro, de graça, quando se tem vontade. É mesmo, né? Só tem um detalhe: pra ele valer, meu coração tem que bater três vezes. Parece bobagem, mas é impressionante o que acontece quando ele bate. Moral da história: a gente dá é muita trela pro nosso coração...
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Piscina térmica
Era uma quinta-feira. Já passava das 15 horas e eu procurava aflita uma vaga nas redondezas do consultório. Cheguei esbaforida à portaria; a zeladora sorriu um sorriso de solidariedade (faltou uma palavra melhor) e abriu o portãozinho de ferro para que eu pudesse passar. O elevador chegou logo. Oito andares depois, lá estava eu, em frente ao número 803. Diferente das experiências que me faziam pesar prós e contras, como tomar banho em água fria, pular de ponta na piscina, trocar de roupa no inverno ou nas férias, essa não trazia necessariamente aquele sentimento de "valeu a pena". Falar de mim, tocar nas minhas feridas mais íntimas, senti-las arder e por algum motivo não conseguir tirá-las de lá... nossa, isso pode ser muito martirizante. Carência, solidão, medo, tristeza, desespero, vazio, dúvida... Ei, Érika, tudo bem? Gulp! Nada dá mais medo do que enfrentar o desconhecido quando o desconhecido é você mesmo. O mobiliário não era exatamente acolhedor, mas talvez fosse essa a proposta - nada de relaxar demais: vamos direto ao ponto, for time changes the size of my pocket. O profissional tinha sempre um ar cansado difícil de explicar. Não era cansado do tipo can't stand it anymore; era mais um "você está pra gritar bingo há um ano, minha filha - presta mais atenção ao jogo pelamordideus!". Convencionalidades à parte, adentrei a saleta e busquei o sofá como de costume. Aquela coisa de deitar no divã me dava uma sensação de que eu era uma pobre coitada lamurienta - ainda que eu fosse, o estigma não me caía bem. Tirei os sapatos, cruzei as pernas e recomecei (sim! REcomecei) a listar minhas insatisfações, como a percorrer um caminho conhecido, um labirinto do qual, por algum motivo, eu não podia (ou não queria?) sair. Nadei meus 2000 metros rasos habituais naquela piscina térmica de desgostos e dilemas que vinham bem a calhar, quando o profissional saiu da sua cruzada de pernas passiva, trouxe o corpo pra frente, direcionou um olhar fuzilante ao meu par de olhos pseudoinocentes e disse: você já parou pra se perguntar o que é que você quer? O que você quer? Pergunta boba, pensei. Sabia que não precisava responder naquela hora, que ficar calada e parecer confusa era o esperado, que após 10 segundos no máximo ele diria Semana que vem? e se levantaria devagar pra eu ter tempo de pegar o dinheiro da seção na carteira. Aí então ele guardaria o dinheiro em algum lugar próximo sem alarde e, calmamente, se dirigiria para a porta e repetiria o dia e horário da próxima consulta enquanto apertaria a minha mão breve e cordialmente. Foi exatamente o que ele fez.
sábado, 14 de junho de 2014
Soubesse
Não me lembro de em qualquer tempo ter sido assolada por tantas perguntas. E se, mas como, por quê, será, quando é que, aonde... e o tal do amanhã, sem forma concreta, invade o meu hoje e me impede de viver como dizem que é melhor - com tranquilidade. Não adianta nada se preocupar, você vem logo me dizer. Mas a preocupação é como o amor - não tem muita razão de ser (a própria razão os jogaria pra escanteio anyway). Não é bom, não é saudável, não é possível... e lá estamos nós, apaixonados por aquele novo dilema, por aquele cara que acha que quis e sente que não quer mais. Vivo em um mundo que prega o altruísmo, a sinceridade, a força e a gentileza... tudo isso atrelado à supremacia dos dogmas da igreja, com o único objetivo de gerar a máxima culpa em quem falhar durante o percurso individual de engrandecimento. Nunca senti tanta culpa quanto no momento em que decidi me conhecer sem mas ou porquês. À medida em que as falhas iam surgindo, encabuladas e aflitas numa fila indiana a perder de vista, percebi que DEFINITIVAMENTE não somos preparados para aceitarmos nossas fraquezas. Se de um lado os best-sellers de autoajuda enchem os bolsos daqueles que fingem lidar melhor com suas tragédias pessoais, de outro a ideologia social de massa insiste em considerar a mediocridade um triunfo. Vidas de plástico ou vira-latas de vanguarda? Cheguei a um ponto em que não sei mais no que ou em quem eu acredito. Tanto fiz e você tanto fez que agora tanto faz... Vejo essas pessoas plugadas no myself-mode e sinto como se todo mundo estivesse na contramão de si mesmo... Desilusão ou insensatez? Recentemente tirei minha bicicleta velha da memória e fui percorrer com ela algumas ruas da vida. Fiquei tonta, aturdida... e entendi que essa coisa de ser livre e desimpedida é uma arte, é quase um dom, é tarefa árdua demais - coisa pra uma outra vez.
segunda-feira, 9 de junho de 2014
Just the way it is...
Well, you asked me if I'll forget my baby
I guess I will
Some day
I don't like it, but I guess things happen that way
You asked me if I'll get along
I guess I will
Some way
I don't like it, but I guess things happen that way
God gave me the girl to lean on
Then he put me on my own
Heaven help me be a man
and have the strings to stand alone
I don't like it, but I guess things happen that way
You asked me if I'll miss her kisses
I know I will
Every day
I don't like it, but I guess things happen that way
You asked me if I'll find another
I don't know
I can't say
I don't like it, but I guess things happen that way...
I guess I will
Some day
I don't like it, but I guess things happen that way
You asked me if I'll get along
I guess I will
Some way
I don't like it, but I guess things happen that way
God gave me the girl to lean on
Then he put me on my own
Heaven help me be a man
and have the strings to stand alone
I don't like it, but I guess things happen that way
You asked me if I'll miss her kisses
I know I will
Every day
I don't like it, but I guess things happen that way
You asked me if I'll find another
I don't know
I can't say
I don't like it, but I guess things happen that way...
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Someday
Keep your heart somewhere safe
and make me a key
hide it in your left-side pocket
where no one else can see
and as you walk through life
it shall move by the sound of your heartbeat
and remind you of feelings
you might someday dare to live...
and make me a key
hide it in your left-side pocket
where no one else can see
and as you walk through life
it shall move by the sound of your heartbeat
and remind you of feelings
you might someday dare to live...
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