Esse blog é destinado a compartilhar viagens literárias, e está aberto a seres humanos e afins... Divirtam-se!
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
S.I.M.!!!
Hoje convido você a dizer SIM. Sim para o sol que chega devagarinho, sim para o tempo frio que pede por um abraço do seu suéter mais macio, sim para os desafios de um novo dia que se desenrola no calor da novidade. Vamos trocar "incerteza" por "surpresa", "dificuldade" por "motivação", "remoto" por "de molho em água perfumada"? Hoje é dia de dizer sim para as superações, para as emoções, para as diferenças. Esqueça o que deu errado e diga sim para o que está certo, para o que está bonito, para as coisas boas que te rodeiam e para tudo o que está guardado esperando a hora certa de acontecer. Diga sim para o objetivo, para o resultado, para o medo que trouxe prudência, para o toque áspero que hoje responde por toda a sua delicadeza. São só três letrinhas, então diz que sim, vai... Em dias como hoje, dizer sim faz toda a diferença ;)
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Oceano
Por que é que Deus tinha que encher meu coração com tanto amor? Amor que eu doo, distribuo, reflito e que se multiplica dentro de mim. Se ele soubesse como dói amar assim, penso que teria enchido meu peito de pedra e me deixado por aí, atraindo sem ser atraída, sem pensar em nada, matando mais que bala perdida no calor da madrugada; sem sombra de culpa. Mas não; cá estou eu, boa e inofensiva como uma barra de chocolate sem açúcar, a adoçar a vida de quem achava que não podia - a cabeça aturdida por uma multidão de desejos sinceros, as gavetas abarrotadas de cartas para o Papai do Céu, para o Papai Noel, para quem possa trocar amor por segurança, por gentileza, por olhos que enxerguem além da beleza e vejam ternura, e almejem sabedoria, e alcancem os meus. Lá de longe eles te rondam e esperam que você queira, que você possa, que ame além do amor que guardaria para você e eu.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Divã de seda
Eu queria que a febre cedesse
que o caldo fervesse
que a razão prevalecesse;
Eu queria que o medo morresse
que o peito não doesse
que o destino aquiescesse;
Eu queria sem hipocrisia
sem demagogia
sem anarquia
ou hierarquia
sem fingir que sabe
ou dizer que não sabia;
Queria com a gana de querer
com doses de vamo ver
acreditar em ser e viver
andar pra poder crescer;
Queria que o dinheiro desse
que você viesse
e me absorvesse
que me envolvesse
e bem me fizesse
que o corpo tremesse
que eu amolecesse
que o mundo soubesse...
queria que você me quisesse.
que o caldo fervesse
que a razão prevalecesse;
Eu queria que o medo morresse
que o peito não doesse
que o destino aquiescesse;
Eu queria sem hipocrisia
sem demagogia
sem anarquia
ou hierarquia
sem fingir que sabe
ou dizer que não sabia;
Queria com a gana de querer
com doses de vamo ver
acreditar em ser e viver
andar pra poder crescer;
Queria que o dinheiro desse
que você viesse
e me absorvesse
que me envolvesse
e bem me fizesse
que o corpo tremesse
que eu amolecesse
que o mundo soubesse...
queria que você me quisesse.
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
Stray cats
Você? Te provaria por curiosidade; vontade não tenho mais. Eu? Continuo a ser enganada por quem me diz que sabe a verdade, que libertador é ter certeza de alguma coisa. Balela! O que me impede mesmo de parar essa loucura é meu medo de ser - por vezes posso parecer indelicada, mas qual! Penso que ninguém pensa mais nisso hoje em dia. O que eu queria? Um carro novo responderia bem a essa pergunta sem levantar suspeita. Acho que vou focar nisso enquanto o mundo se encarrega de proliferar a antiga mania de preencher as próprias horas com receitas alheias. Podia também aprender a cozinhar, ler sobre o intangível ou explorar o improvável, mas tenho a latente impressão de que eu... estou cansada. Sei o que acontece quando as luzes se apagam e até entendo a necessidade de se mudar o paradigma, mas insistir que eu preciso é óbvio demais. Aliás, te acho muito óbvio, e com toda a sensibilidade que te cabe, te acho cético - com todos os excessos da profissão. Pronto: estou pronta para te dizer que vou sobreviver - e você também vai - a quem quer que decida me encontrar no fim da estrada. Quando cai a noite, gato pardo e cobra criada andam juntos em barro grosso de ideias furadas... e animosidade da mais simples.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Hell's bells
Acabo de atropelar um homem. Era um homem qualquer, um senhor de meia-idade sem traços expressivos, mais um rosto sem nome no meio da multidão. Usava sua moto velha para encurtar as distâncias entre o bairro rico onde presta serviços e seu pouso a muitos quilômetros dali. Encurtar as distâncias... Vim pedalando em meu carro bonito, cabeça em lugar que eu não saberia dizer, Black Rocket sem querer parar - ele gritou, eu parei. Quiseram me perguntar quem estava errado, mas é claro que a errada era eu. Eu no meu carro bonito, cabeça em lugar que eu não saberia dizer, contando ovelhas antes de dormir; roupas escolhidas, sapatos que comprei porque quis, dirigindo-me a meu apartamento confortável no bairro rico onde o senhor presta serviços. Encurtar as distâncias... A errada era eu e ele sabia. Desci do carro tomada de estranha calma e aproximei-me do senhor que ainda tinha que ir para casa. Ele me olhou com ternura. A errada era eu e ele sabia. Encurtar as distâncias... Pedi a Deus pelo seu bem estar; queria que ele vivesse mais do que sobrevivesse. Perguntei ao senhor se ele estava bem, se precisava de alguma coisa. Qualquer coisa. Encurtar as distâncias... Você pode achar que sou louco, ele disse, mas eu só preciso de uma coisa: que você esteja atenta. Mas a minha bolsa... no carro... o seguro... hospital... nada. Ele disse que era pai e mãe, e que seus filhos o esperavam na casa onde modestamente se escondia, a tantos quilômetros dali - tudo tão diferente! Ele olhou para o céu e agradeceu por estar bem, por estar vivo, por poder voltar a seu pouso e rever os filhos, por poder sair para trabalhar quando a manhã seguinte ainda seria noite. Ele estava feliz em sobreviver; eu só queria que ele vivesse. Quis que sua vida fosse tão bonita quanto aquele momento - que o seu Deus fosse a ele sempre fiel, como o adesivo colado em sua moto velha, que usava para... Quis chorar mas não podia - ele queria que eu estivesse calma antes de dar a partida. Catou os cacarecos que se haviam desprendido da moto no meio da rua, e disse que tudo ficaria bem com uma boa cola. Virei-me para pegar a bolsa no carro; ele acomodou-se na moto e voltou para a rua, para seu trajeto decorado rumo a um destino certo e a ele agradável. Vocês viram se ele conseguiu ligar a moto, perguntei a dois vigias que haviam flagrado o ocorrido. Sim, já atravessou a avenida, sumiu no mundo. Ele não quis fazer o B.O., não quis atendimento médico, não quis que examinassem a moto... a preocupação: minha cabeça doía. Sim, e certamente quando chegar em casa os filhos vão querer a placa do seu carro para te acionarem na justiça. Não faça esse cara, dona: todo mundo sabe que não existe gente boazinha. Mas não se preocupe: quando isso acontecer, pode contar com a gente. Seremos testemunhas. Engoli seco; eu só queria... encurtar as distâncias.
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Eu te amo
Quanto mais eu avanço nessa longa caminhada, mais percebo o quanto é importante que eu me proteja da minha própria ignorância, da minha insegurança e seus antecedentes criminais, falta de informação e afins... memória histórica, política, cultural, geográfica... afetiva. É preciso que eu lave todas as minhas impressões com novas perspectivas diluídas em água pura; quero ver essas pessoas que passam como patos, a nadar em fila pelos meus pensamentos, com uma cara mais bonita - cara de quem um dia agradou com a visita, cara de quem me ensinou alguma coisa. Enquanto me planejo, peço em oração por cada um dos meus desafetos e esse momento figura em meus dias como o mais precioso. Luto contra minhas noites brancas de desesperança porque sei que o calor habita aqui dentro - amarei por toda a minha vida, enquanto preciso for... enquanto for, preciso.
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