terça-feira, 7 de maio de 2013

Lelé

Conheci o Lelé aos 17 anos, em uma Banda Mole. Os 17 anos já quase dobraram, a Banda Mole nem existe mais, mas o Lelé passou a fazer parte da minha vida de várias maneiras desde então. Hoje sei que nossa história vem de outras vidas, que nossas almas têm o mesmo propósito: a evolução de dentro para fora, do espírito para o sorriso, do sorriso para a família, para os amigos, para o que houver à nossa volta. Isso ninguém nunca contou pra gente - aprendemos sozinhos, observando um ao outro, trocando ideias de bem. Um dia ele me mostrou a carta de um tio, e talvez tenha sido a coisa mais legal que alguém já dividiu comigo. Além das risadas, dos papos cabeça, dos devaneios e das notícias de todo dia, dividimos uma história de cumplicidade que só Deus explica, um carinho que há de nos acompanhar pelos dias quentes e noites frias, pela vida afora. Para você, meu querido Leandro, muita felicidade no dia de hoje e nos outros que não forem seu aniversário também. Muita luz, uma vida repleta de amor, compreensão, paciência, justiça, prosperidade, bem. Parabéns pela família linda que você tem, pelo seu coração e caráter, por não desistir de fazer o que acha certo e de pensar em se melhorar quando o resto do mundo se mata por uma vaga no shopping. Um abraço apertado da amiga de sempre...

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Aparências

Não sei como uma pessoa que nunca te viu escreve um perfil baseado no seu nome que casa perfeitamente com você. Esse auto-retrato que recebi de um amigo por email me arrepiou. E eu achando que me conhecia... Fiquei tão paranóica pela possibilidade de alguém saber tanta coisa sem nunca ter sequer visto a minha cara que cheguei ao salão exigindo uma mudança. Mudou mesmo, mudou tudo; foi como se de repente eu tivesse me tornado outra pessoa. Mais loira, mais repicada, muito menos frágil e atrapalhada, bem mais atrevida. Será que eu daria conta de sustentar esse personagem? Sentia-me preparada para arrasar Paris em chamas quando, no meio do transe, fui interrompida por uma senhora com cara de senhora que não quer ser senhora. Quem?, foi só isso o que eu entendi. Notei que as pessoas me olhavam, mas não consegui me posicionar naquela cena. Seria meu cabelo novo? Comecei a me preocupar. Se eu tivesse cara de patricinha, provavelmente sairia daquela cadeira com um look homogêneo e discreto, beirando o natural belo-horizontino, mas não! Essa menina tem uma cara rock'n'roll - vamos aproveitar esse potencial e fazer uma coisa bem kamikaze. Se der certo, a tribo dela acaba passando por aqui... Desculpa, tava longe, não te ouvi. Quem foi que fez?, ela disse enquanto atraía a atenção de todos os presentes, exclamando admirada Olha que perfeição! Chegou a tirar o telefone celular da bolsa e parou na minha frente em posição de largada. Entendi - ela queria saber quem tinha "feito" meu nariz. Dizem que foi Deus, respondi a ela sorrindo, mas minha mãe diz que foi ela, sem falsa modéstia. A senhora ficou pálida, depois ruborizada; guardou o telefone de volta na bolsa, sentou-se e não disse mais nada. Saí do salão querendo meu cabelo de volta, mas entendi que enquanto certas coisas nos acompanham, outras jamais serão como antes. Considerei minha extravagância uma ode aos cabelos brancos que não querem mais ficar em segredo. Que fase estranha: rugas, cabelos brancos, lei da gravidade... e aquela sabedoria que compensa isso tudo? Deve estar no papel, ou em bocas de quem nunca precisou se olhar no espelho para acordar bem de manhã. Uma coisa é fato: as aparências não enganam mais.

Aparências

Não sei como uma pessoa que nunca te viu escreve um perfil baseado no seu nome que casa perfeitamente com você. Esse auto-retrato que recebi de um amigo por email me arrepiou. E eu achando que me conhecia... Fiquei tão paranóica pela possibilidade de alguém saber tanta coisa sem nunca ter sequer visto a minha cara que cheguei ao salão exigindo uma mudança. Mudou mesmo, mudou tudo; foi como se de repente eu tivesse me tornado outra pessoa. Mais loira, mais repicada, muito menos frágil e atrapalhada, bem mais atrevida. Será que eu daria conta de sustentar esse personagem? Sentia-me preparada para arrasar Paris em chamas quando, no meio do transe, fui interrompida por uma senhora com cara de senhora que não quer ser senhora. Quem?, foi só isso o que eu entendi. Notei que as pessoas me olhavam, mas não consegui me posicionar naquela cena. Seria meu cabelo novo? Comecei a me preocupar. Se eu tivesse cara de patricinha, provavelmente sairia daquela cadeira com um look homogêneo e discreto, beirando o natural belo-horizontino, mas não! Essa menina tem uma cara rock'n'roll - vamos aproveitar esse potencial e fazer uma coisa bem kamikaze. Se der certo, a tribo dela acaba passando por aqui... Desculpa, tava longe, não te ouvi. Quem foi que fez?, ela disse enquanto atraía a atenção de todos os presentes, exclamando admirada Olha que perfeição! Chegou a tirar o telefone celular da bolsa e parou na minha frente em posição de largada. Entendi - ela queria saber quem tinha "feito" meu nariz. Dizem que foi Deus, respondi a ela sorrindo, mas minha mãe diz que foi ela, sem falsa modéstia. A senhora ficou pálida, depois ruborizada; guardou o telefone de volta na bolsa, sentou-se e não disse mais nada. Saí do salão querendo meu cabelo de volta, mas entendi que enquanto certas coisas nos acompanham, outras jamais serão como antes. Considerei minha extravagância uma ode aos cabelos brancos que não querem mais ficar em segredo. Que fase estranha: rugas, cabelos brancos, lei da gravidade... e aquela sabedoria que compensa isso tudo? Deve estar no papel, ou em bocas de quem nunca precisou se olhar no espelho para acordar bem de manhã. Uma coisa é fato: as aparências não enganam mais.

sábado, 4 de maio de 2013

Auto-retrato

Érika
Como você opera, age, frente aos seus objetivos e desejos:
Espera que os laços de afeição e boa camaradagem lhe tragam libertação e alegria. Sua própria necessidade de aprovação torna-o disposto a ajudar aos outros e, em troca, quer calor humano e compreensão. Acessível a novas idéias e possibilidades, que espera mostrarem-se proveitosas e interessantes.

Quer que aconteçam coisas interessantes e emocionantes. É capaz de se fazer muito apreciado pelo seu interesse evidente, e pela franqueza do seu encanto. É excessivamente imaginativo e dado a fantasia ou a devaneio.

Suas preferências reais:
Age de modo organizado, metódico e auto-suficiente. Precisa da compreensão indulgente de alguém que lhe dê valor e aprovação.
 

 É autoritário ou está em posição de autoridade, mas sujeito a sentir que maior progresso torna-se problemático, pelas dificuldades presentes. Persevera, a despeito de oposição.

Sua situação real:
Egocêntrico; ofende-se, portanto, com facilidade.

Está angustiado com os obstáculos que enfrenta, e sem ânimo para qualquer forma de atividade ou para exigências adicionais que lhe sejam feitas. Precisa de calma e tranqüilidade, e de evitar qualquer coisa que possa angustiá-lo ainda mais.

O que você quer evitar:
Interpretação fisiológica: Tensão resultante de restrição ou limitação desagradável. Interpretação psicológica: Resiste a qualquer forma de pressão dos outros e insiste na sua independência como individuo. Quer tomar resoluções sem interferência, tirar suas conclusões e chegar às suas próprias decisões. Detesta a monotonia e a mediocridade. Como quer ser considerado como alguém que dá opiniões abalizadas, acha difícil reconhecer que está errado, ao mesmo tempo que reluta em aceitar ou compreender o ponto de vista dos outros. Em suma: Exigência de independência e perfeição.

Seu problema real:
Sente-se insuficientemente apreciado na sua situação atual e está procurando condições favoráveis, onde tenha maior oportunidade de demonstrar seu valor.

Grandemente impressionado pelo que é singular, original e por pessoas de características notáveis. Procura assimilar as qualidades que admira e demonstra originalidade em sua própria personalidade.

Auto-retrato

Érika
Como você opera, age, frente aos seus objetivos e desejos:
Espera que os laços de afeição e boa camaradagem lhe tragam libertação e alegria. Sua própria necessidade de aprovação torna-o disposto a ajudar aos outros e, em troca, quer calor humano e compreensão. Acessível a novas idéias e possibilidades, que espera mostrarem-se proveitosas e interessantes.

Quer que aconteçam coisas interessantes e emocionantes. É capaz de se fazer muito apreciado pelo seu interesse evidente, e pela franqueza do seu encanto. É excessivamente imaginativo e dado a fantasia ou a devaneio.

Suas preferências reais:
Age de modo organizado, metódico e auto-suficiente. Precisa da compreensão indulgente de alguém que lhe dê valor e aprovação.
 

 É autoritário ou está em posição de autoridade, mas sujeito a sentir que maior progresso torna-se problemático, pelas dificuldades presentes. Persevera, a despeito de oposição.

Sua situação real:
Egocêntrico; ofende-se, portanto, com facilidade.

Está angustiado com os obstáculos que enfrenta, e sem ânimo para qualquer forma de atividade ou para exigências adicionais que lhe sejam feitas. Precisa de calma e tranqüilidade, e de evitar qualquer coisa que possa angustiá-lo ainda mais.

O que você quer evitar:
Interpretação fisiológica: Tensão resultante de restrição ou limitação desagradável. Interpretação psicológica: Resiste a qualquer forma de pressão dos outros e insiste na sua independência como individuo. Quer tomar resoluções sem interferência, tirar suas conclusões e chegar às suas próprias decisões. Detesta a monotonia e a mediocridade. Como quer ser considerado como alguém que dá opiniões abalizadas, acha difícil reconhecer que está errado, ao mesmo tempo que reluta em aceitar ou compreender o ponto de vista dos outros. Em suma: Exigência de independência e perfeição.

Seu problema real:
Sente-se insuficientemente apreciado na sua situação atual e está procurando condições favoráveis, onde tenha maior oportunidade de demonstrar seu valor.

Grandemente impressionado pelo que é singular, original e por pessoas de características notáveis. Procura assimilar as qualidades que admira e demonstra originalidade em sua própria personalidade.

Invisível Fio


"Chovia, chovia, chovia

Sem guarda-chuva
Conhaque no peito
Corria pra te encontrar

Sem Taxi
Maço molhado no bolso
Frio, frio
Corria pra te encontrar

Esperava te encontrar
Vozes roucas
Aquele sax gemido
Ducha morna distendendo meus músculos

Frio, frio
O catarro a endurecer nas costas das mãos

Pulando poças, com as pernas geladas
Não querendo te ver pensar
que eu andava bebendo
e andava
que eu andava sem grana
e andava
que eu andava insone
e andava
roxas olheiras
um dente lascado
eu andava relaxado?
sim, eu andava

Eu era eu, não podia
Ou podia
mas não devia
Ou queria
Mas não cabia

Caía, caía, caía
Vontade de voltar
pra algum lugar
Seco, quente
Mas como, já não sabia
  
E eu tentando ver para além daquele ponto
De onde eu vinha
Puxado por um invisível fio
Vindo da tua cabeça
Até a minha"


Invisível Fio


"Chovia, chovia, chovia

Sem guarda-chuva
Conhaque no peito
Corria pra te encontrar

Sem Taxi
Maço molhado no bolso
Frio, frio
Corria pra te encontrar

Esperava te encontrar
Vozes roucas
Aquele sax gemido
Ducha morna distendendo meus músculos

Frio, frio
O catarro a endurecer nas costas das mãos

Pulando poças, com as pernas geladas
Não querendo te ver pensar
que eu andava bebendo
e andava
que eu andava sem grana
e andava
que eu andava insone
e andava
roxas olheiras
um dente lascado
eu andava relaxado?
sim, eu andava

Eu era eu, não podia
Ou podia
mas não devia
Ou queria
Mas não cabia

Caía, caía, caía
Vontade de voltar
pra algum lugar
Seco, quente
Mas como, já não sabia
  
E eu tentando ver para além daquele ponto
De onde eu vinha
Puxado por um invisível fio
Vindo da tua cabeça
Até a minha"