domingo, 10 de março de 2013

I wanna thank you

My dear God,

On this very special day, I would like to thank you.
Thank you because I have a family who supports me, who loves me and shall always be there for me.
Thank you because my parents are both heroes who have, in their own particular way, escaped, survived, risen above and given me an example of conduct.
Thank you for the inumerous things I didn't get to do - especially for those I insisted that were important and never happened.
Thank you for always providing for me and my family, and for giving us enough material support to have a comfortable and pleasant life.
Thank you for holding me tight whenever I'm true to myself, and for holding me back when I try not to.
Thank you for the tears I've shed with or without a reason, for they've cooled my eyes down and made me see what really mattered.
Thank you for keeping values such as greed, hunger for power and arrogance far from my heart.
Thank you for giving me enough sensitivity to enjoy what is right and learn from what is wrong.
Thank you for helping me understand and accept what is not meant to be.
Thank you for never leaving me alone, for always carrying me through the hardest times.
Thank you for believing that I am a good person, and for teaching me the true meaning of this path.
Thank you for giving me a mission that I so honorably embrace: EDUCATION in each and every sense, for each and everyone, in each and every step along the way.
Thank you for turning me into a dreamer, a questioner, but above all, a servant of your good will.
Thank you for showing me that I can give a practical contribution to this world that we so selfishly call ours.
Thank you for my health of body and spirit which have helped me achieve something bigger every day.
Thank you for the valuable lessons on humbleness, kindness, gratitude and active engagement.
Thank you because on this day, all I'd like to ask is the strength to offer the other cheek.
Please forgive me for the times I wasn't true or kind or selfless or wise. Thank you for giving me opportunities to keep on trying my best.
Thank you for blessing my body and soul with genuine goodness.
Thank you for the blessed night I'm about to have. 
Thank you for all this.
Thank you for all.
Thank you for...
Thank you.

I wanna thank you

My dear God,

On this very special day, I would like to thank you.
Thank you because I have a family who supports me, who loves me and shall always be there for me.
Thank you because my parents are both heroes who have, in their own particular way, escaped, survived, risen above and given me an example of conduct.
Thank you for the inumerous things I didn't get to do - especially for those I insisted that were important and never happened.
Thank you for always providing for me and my family, and for giving us enough material support to have a comfortable and pleasant life.
Thank you for holding me tight whenever I'm true to myself, and for holding me back when I try not to.
Thank you for the tears I've shed with or without a reason, for they've cooled my eyes down and made me see what really mattered.
Thank you for keeping values such as greed, hunger for power and arrogance far from my heart.
Thank you for giving me enough sensitivity to enjoy what is right and learn from what is wrong.
Thank you for helping me understand and accept what is not meant to be.
Thank you for never leaving me alone, for always carrying me through the hardest times.
Thank you for believing that I am a good person, and for teaching me the true meaning of this path.
Thank you for giving me a mission that I so honorably embrace: EDUCATION in each and every sense, for each and everyone, in each and every step along the way.
Thank you for turning me into a dreamer, a questioner, but above all, a servant of your good will.
Thank you for showing me that I can give a practical contribution to this world that we so selfishly call ours.
Thank you for my health of body and spirit which have helped me achieve something bigger every day.
Thank you for the valuable lessons on humbleness, kindness, gratitude and active engagement.
Thank you because on this day, all I'd like to ask is the strength to offer the other cheek.
Please forgive me for the times I wasn't true or kind or selfless or wise. Thank you for giving me opportunities to keep on trying my best.
Thank you for blessing my body and soul with genuine goodness.
Thank you for the blessed night I'm about to have. 
Thank you for all this.
Thank you for all.
Thank you for...
Thank you.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Mulher bonita

Feliz dia da mulher a todas aquelas que lutam diariamente por um mundo mais bonito.

Mulher bonita

Feliz dia da mulher a todas aquelas que lutam diariamente por um mundo mais bonito.

terça-feira, 5 de março de 2013

Angélica


- Mas a que horas mesmo ele chega?, perguntou o menino já aflito.
- Sei não. Ninguém me disse nada não senhor – a voz vinha rouca do quarto de dormir.
- Mas você tinha que saber, uai... Até quando vou ter que esperar?
A segunda pergunta não encontrou resposta; retumbou pelas paredes da casa escurecida pelas cortinas e pelo tempo lá fora.
- Quero comer alguma coisa.
Ela concluiu que naquele dia o menino não a deixaria em paz. Suspirou resignada antes de fazer a pergunta:
- Quer que eu esquente o almoço?
Olhou para o menino quase sem reação.
- Pode ser.
Passos lentos a levavam quando ele mudou de ideia.
- Pensando bem... não quero almoço. Quero um suco de morango com laranja.
- Não tá em época de morango não senhor.
- E daí?
- Daí que não tem pra vender não senhor.
- Eu tinha mesmo era que processar esses supermercados por não venderem fruta fora da época. E tinha que te processar também por ser tão sonsa. Devia ser proibido trabalhar na sua idade.
A velha senhora pareceu não se incomodar com as brasas quentes que o menino usava para açoitar-lhe o lombo. Mergulhou nos lençóis brancos que cobriam-lhe a face enrugada enquanto os estendia sobre a cama dos patrões. Pensou em Dimas; se meu bom Dimas aqui ainda estivesse, estaríamos numa hora dessas a envelhecer as carnes no conforto da roça. Mas ele se fora, e com ele o único filho do casal. Não havia mais ninguém.
- Maria?
A voz da patroa a despertou de um transe. Quanto tempo estive a sonhar? Já não importava.
- Rodrigo está esperando o suco.
- Já disse a ele que não tem morango pra comprar não senhora.
- Gente, compra polpa então!
- O menino reclama quando não é natural, não gosta de polpa não senhora.
- De onde você tirou isso, criatura?
- Da última vez ele jogou o copo no chão com suco e tudo, a senhora se lembra, não?
- Já te disse para não falar essas coisas! Meu filho jamais faria uma coisa dessas. Não é, meu filho?
- Claro que não – resmungou o menino agarrado às calças da mãe. – Eu devia é te processar por calúnia, sua velha bruxa!
A mãe sorriu.
- Esse aí vai ser advogado que nem o pai. Já sabe o que quer aos oito anos de idade, esse danado!
Com os pés a gritarem por socorro, a serva preparou o suco de laranja para o filho da patroa. Um sopro de energia a conduziu com dificuldade até o menino.
- Seu suco, Rodrigo.
- Pra você é Seu Rodrigo. Não é assim que você chama meu pai?
- Pois não, Seu Rodrigo.
Virou-se devagar e deu a volta em si mesma, tempo cambaleando sobre o espaço. Uma brisa fina ajeitou-lhe a carcaça, vestindo suas carnes da mais pura dignidade. Sentia os ombros pesarem-lhe as costas quando seus olhos encontraram Dimas a abrir-lhe as janelas. Sem dizer palavra, estendeu-lhe a mão com um sorriso e a convidou para espiar lá fora. O sol subia bonito como uma tocha de luz, enquanto nuvens e estrelas afagavam-lhe os longos cabelos. "Meu Deus! Um momento inteiro de felicidade! Não será isso o bastante para uma vida inteira?"
...
- O nome dela é Maria.
- Maria de quê?
Silêncio.
- Querida, qual o sobrenome da Maria?
- Nâo sei, nunca perguntei.
- Algum documento, senhor? Identidade, carteira de trabalho...
O casal se entreolhou, surpreso. Não havia nada.

O marido explicou, perguntou, checou.  
- Precisamos da documentação para a internação, senhor.
- Mas isso é um absurdo! Quero ter uma palavra com o seu superior imediatamente!
A mulher o tomou pelo braço. Afastaram-se um pouco.
- O que foi?
Duas mãos apertadas uma contra a outra instigavam um rosto pálido e confuso.
- Não é esse o nome dela? Ela está na família há 50 anos!
- Sua mãe a chamava de Maria, ela nunca se opôs.
- Mas e o nome dela?
- Maria, ora. Se ela nunca se opôs...
A família andava a passos rápidos em direção à resposta. O filho conseguira enfim verter lágrimas com um truque de escola. Os pais queriam poupar o menino e ele fingia que entendia o que aquilo significava.
Os médicos fizeram o possível, e por algum motivo acreditavam que não haviam conseguido salvá-la. 
- Angélica.
- O quê?
A mulher suspirou, visivelmente emocionada. Trazia na mão a única página escrita da história da empregada, um bolo amarelado de letras e números que por algum motivo ela guardara no bolso da saia.
- O nome dela era Angélica. 

Angélica


- Mas a que horas mesmo ele chega?, perguntou o menino já aflito.
- Sei não. Ninguém me disse nada não senhor – a voz vinha rouca do quarto de dormir.
- Mas você tinha que saber, uai... Até quando vou ter que esperar?
A segunda pergunta não encontrou resposta; retumbou pelas paredes da casa escurecida pelas cortinas e pelo tempo lá fora.
- Quero comer alguma coisa.
Ela concluiu que naquele dia o menino não a deixaria em paz. Suspirou resignada antes de fazer a pergunta:
- Quer que eu esquente o almoço?
Olhou para o menino quase sem reação.
- Pode ser.
Passos lentos a levavam quando ele mudou de ideia.
- Pensando bem... não quero almoço. Quero um suco de morango com laranja.
- Não tá em época de morango não senhor.
- E daí?
- Daí que não tem pra vender não senhor.
- Eu tinha mesmo era que processar esses supermercados por não venderem fruta fora da época. E tinha que te processar também por ser tão sonsa. Devia ser proibido trabalhar na sua idade.
A velha senhora pareceu não se incomodar com as brasas quentes que o menino usava para açoitar-lhe o lombo. Mergulhou nos lençóis brancos que cobriam-lhe a face enrugada enquanto os estendia sobre a cama dos patrões. Pensou em Dimas; se meu bom Dimas aqui ainda estivesse, estaríamos numa hora dessas a envelhecer as carnes no conforto da roça. Mas ele se fora, e com ele o único filho do casal. Não havia mais ninguém.
- Maria?
A voz da patroa a despertou de um transe. Quanto tempo estive a sonhar? Já não importava.
- Rodrigo está esperando o suco.
- Já disse a ele que não tem morango pra comprar não senhora.
- Gente, compra polpa então!
- O menino reclama quando não é natural, não gosta de polpa não senhora.
- De onde você tirou isso, criatura?
- Da última vez ele jogou o copo no chão com suco e tudo, a senhora se lembra, não?
- Já te disse para não falar essas coisas! Meu filho jamais faria uma coisa dessas. Não é, meu filho?
- Claro que não – resmungou o menino agarrado às calças da mãe. – Eu devia é te processar por calúnia, sua velha bruxa!
A mãe sorriu.
- Esse aí vai ser advogado que nem o pai. Já sabe o que quer aos oito anos de idade, esse danado!
Com os pés a gritarem por socorro, a serva preparou o suco de laranja para o filho da patroa. Um sopro de energia a conduziu com dificuldade até o menino.
- Seu suco, Rodrigo.
- Pra você é Seu Rodrigo. Não é assim que você chama meu pai?
- Pois não, Seu Rodrigo.
Virou-se devagar e deu a volta em si mesma, tempo cambaleando sobre o espaço. Uma brisa fina ajeitou-lhe a carcaça, vestindo suas carnes da mais pura dignidade. Sentia os ombros pesarem-lhe as costas quando seus olhos encontraram Dimas a abrir-lhe as janelas. Sem dizer palavra, estendeu-lhe a mão com um sorriso e a convidou para espiar lá fora. O sol subia bonito como uma tocha de luz, enquanto nuvens e estrelas afagavam-lhe os longos cabelos. "Meu Deus! Um momento inteiro de felicidade! Não será isso o bastante para uma vida inteira?"
...
- O nome dela é Maria.
- Maria de quê?
Silêncio.
- Querida, qual o sobrenome da Maria?
- Nâo sei, nunca perguntei.
- Algum documento, senhor? Identidade, carteira de trabalho...
O casal se entreolhou, surpreso. Não havia nada.

O marido explicou, perguntou, checou.  
- Precisamos da documentação para a internação, senhor.
- Mas isso é um absurdo! Quero ter uma palavra com o seu superior imediatamente!
A mulher o tomou pelo braço. Afastaram-se um pouco.
- O que foi?
Duas mãos apertadas uma contra a outra instigavam um rosto pálido e confuso.
- Não é esse o nome dela? Ela está na família há 50 anos!
- Sua mãe a chamava de Maria, ela nunca se opôs.
- Mas e o nome dela?
- Maria, ora. Se ela nunca se opôs...
A família andava a passos rápidos em direção à resposta. O filho conseguira enfim verter lágrimas com um truque de escola. Os pais queriam poupar o menino e ele fingia que entendia o que aquilo significava.
Os médicos fizeram o possível, e por algum motivo acreditavam que não haviam conseguido salvá-la. 
- Angélica.
- O quê?
A mulher suspirou, visivelmente emocionada. Trazia na mão a única página escrita da história da empregada, um bolo amarelado de letras e números que por algum motivo ela guardara no bolso da saia.
- O nome dela era Angélica. 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Mary Voz


Gente, olha que lindaaaa a minha professora!

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Emocionante... Doce como vc, teacher ;)