Em quatro anos dá pra acontecer muita coisa. Muita. Dá pro amor chegar e ir embora, pra um bebê virar uma pessoa, pra uma mãe ter dois filhos, pra perdermos uma pessoa importante, digerirmos isso e tentarmos tocar a vida depois que a ferida cicatriza. Em quatro anos dá pra fazer uma nova faculdade, pra começar uma nova carreira, pra jogar uma vida monótona pro alto e mergulhar numa grande história, pra escrever um livro, pra emagrecer muito e engordar de novo, pra tratar uma depressão, pra encontrar uma atividade física interessante, pra profissionalizar um hobby, pra planejar aquela viagem, pra namorar, casar, separar, juntar os cacos na terapia de casal e olhar pro teto na hora do sexo, pra descobrir que o amor não é suficiente, pra correr atrás de uma vida com mais dinheiro ou com mais afeto, pra dar valor a outras coisas de verdade, pra tornar-se sério, pra tornar-se bobo, pra amolecer ou ficar mais forte, pra ser o que você precisar. Em quatro anos dá pra olhar pra dentro e descobrir quem você é e quem você quer, não? Dá pra fazer uma retrospectiva crítica de tudo que aconteceu nos últimos quatro anos e analisar se de fato você mudou, se de fato você ajudou, se compreendeu, se perdoou, se você se curou daquele medo de pular o muro pro lado de cá, se aprendeu uma música nova, se conseguiu preparar a cabeça pra amar outra vez, pra amar como nunca, pra fechar os olhos e sorrir simplesmente, pra relaxar, pra ser mais coerente com o seu coração, pra ser livre. Em quatro anos dá pra ensaiar vôos de partidas e chegadas, pra tirar a coragem de um bolso e guardá-la no outro, pra deletar aquele telefone e ir até o fim para encontrá-lo depois de tanto tempo, pra pensar, ligar e surpreender-se. Concordo que em quatro anos dá pra transformar muita coisa, mas pra esquecer acho que é pouco demais. Vou vivendo e revivendo essas memórias até que outras apareçam, até chegar aquele tempo em que não poderei mais me lembrar.
Esse blog é destinado a compartilhar viagens literárias, e está aberto a seres humanos e afins... Divirtam-se!
domingo, 11 de novembro de 2012
Quatro anos
Em quatro anos dá pra acontecer muita coisa. Muita. Dá pro amor chegar e ir embora, pra um bebê virar uma pessoa, pra uma mãe ter dois filhos, pra perdermos uma pessoa importante, digerirmos isso e tentarmos tocar a vida depois que a ferida cicatriza. Em quatro anos dá pra fazer uma nova faculdade, pra começar uma nova carreira, pra jogar uma vida monótona pro alto e mergulhar numa grande história, pra escrever um livro, pra emagrecer muito e engordar de novo, pra tratar uma depressão, pra encontrar uma atividade física interessante, pra profissionalizar um hobby, pra planejar aquela viagem, pra namorar, casar, separar, juntar os cacos na terapia de casal e olhar pro teto na hora do sexo, pra descobrir que o amor não é suficiente, pra correr atrás de uma vida com mais dinheiro ou com mais afeto, pra dar valor a outras coisas de verdade, pra tornar-se sério, pra tornar-se bobo, pra amolecer ou ficar mais forte, pra ser o que você precisar. Em quatro anos dá pra olhar pra dentro e descobrir quem você é e quem você quer, não? Dá pra fazer uma retrospectiva crítica de tudo que aconteceu nos últimos quatro anos e analisar se de fato você mudou, se de fato você ajudou, se compreendeu, se perdoou, se você se curou daquele medo de pular o muro pro lado de cá, se aprendeu uma música nova, se conseguiu preparar a cabeça pra amar outra vez, pra amar como nunca, pra fechar os olhos e sorrir simplesmente, pra relaxar, pra ser mais coerente com o seu coração, pra ser livre. Em quatro anos dá pra ensaiar vôos de partidas e chegadas, pra tirar a coragem de um bolso e guardá-la no outro, pra deletar aquele telefone e ir até o fim para encontrá-lo depois de tanto tempo, pra pensar, ligar e surpreender-se. Concordo que em quatro anos dá pra transformar muita coisa, mas pra esquecer acho que é pouco demais. Vou vivendo e revivendo essas memórias até que outras apareçam, até chegar aquele tempo em que não poderei mais me lembrar.
Manner of speaking
“In a manner of speaking
I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing
In a manner of speaking
I don't understand
How love in silence becomes reprimand
But the way that I feel about you
Is beyond words
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything
In a manner of speaking
Semantics won't do
In this life that we live we only make do
And the way that we feel
Might have to be sacrificed
So in a manner of speaking
I just want to say
That just like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything…”
I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing
In a manner of speaking
I don't understand
How love in silence becomes reprimand
But the way that I feel about you
Is beyond words
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything
In a manner of speaking
Semantics won't do
In this life that we live we only make do
And the way that we feel
Might have to be sacrificed
So in a manner of speaking
I just want to say
That just like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything…”
Manner of speaking
“In a manner of speaking
I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing
In a manner of speaking
I don't understand
How love in silence becomes reprimand
But the way that I feel about you
Is beyond words
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything
In a manner of speaking
Semantics won't do
In this life that we live we only make do
And the way that we feel
Might have to be sacrificed
So in a manner of speaking
I just want to say
That just like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything…”
I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing
In a manner of speaking
I don't understand
How love in silence becomes reprimand
But the way that I feel about you
Is beyond words
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything
In a manner of speaking
Semantics won't do
In this life that we live we only make do
And the way that we feel
Might have to be sacrificed
So in a manner of speaking
I just want to say
That just like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything…”
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Ainda
Ainda que não tenha sido você o autor daquela carta, fiquei inquieta. Devorava cada uma daquelas palavras sem entender ao certo que gosto tinham - só sabia que queria mais: precisava. Corria os dedos pela página que, lépida, sussurrava as partes da nossa história que você por algum motivo guardou na gaveta, respostas que há tanto tempo eu procurava. Os dias, as horas, sentimentos em cima da mesa, montanhas de declarações e dúvidas: tinha que ser você, tinha que ser nós dois, era só o que eu pensava. Ainda que cantassem nossa música com outro sotaque, caminhei ávida por nossos desencontros, e inspirava cada "eu te amo"como se você os tivesse escrito e espalhado ao seu bel-prazer pela estrada afora, esperando que eu os colhesse com a emoção que me dominaria, e que de fato, naquele momento, me dominava. Ainda que aquele cálice não me tivesse sido oferecido, bebi toda a sua essência sem pensar em nada, até ela virar um soluço chamado curiosidade incerta. Pois o que seria a vida adulta sem um drama adolescente ou uma porta aberta? Viveria descalça numa terra distante se pudesse sentir meus pés no ar com um simples abraço; nada me faltaria se o som da sua presença me afagasse os cabelos, e a batida forte do seu coração me fechasse os olhos! Mas nada de fato acontece no futuro do pretérito. No presente do indicativo, a vida corre impiedosa e o mundo gira com pressa; enquanto penteio os cabelos, concluo com uma mistura de pesar e serenidade que, na verdade, ainda que você tivesse sido o autor daquela carta, talvez eu ficasse quieta. Sou bonita demais pra matar qualquer coisa, ainda que seja um sonho vazio ou um soluço chamado curiosidade incerta.
Ainda
Ainda que não tenha sido você o autor daquela carta, fiquei inquieta. Devorava cada uma daquelas palavras sem entender ao certo que gosto tinham - só sabia que queria mais: precisava. Corria os dedos pela página que, lépida, sussurrava as partes da nossa história que você por algum motivo guardou na gaveta, respostas que há tanto tempo eu procurava. Os dias, as horas, sentimentos em cima da mesa, montanhas de declarações e dúvidas: tinha que ser você, tinha que ser nós dois, era só o que eu pensava. Ainda que cantassem nossa música com outro sotaque, caminhei ávida por nossos desencontros, e inspirava cada "eu te amo"como se você os tivesse escrito e espalhado ao seu bel-prazer pela estrada afora, esperando que eu os colhesse com a emoção que me dominaria, e que de fato, naquele momento, me dominava. Ainda que aquele cálice não me tivesse sido oferecido, bebi toda a sua essência sem pensar em nada, até ela virar um soluço chamado curiosidade incerta. Pois o que seria a vida adulta sem um drama adolescente ou uma porta aberta? Viveria descalça numa terra distante se pudesse sentir meus pés no ar com um simples abraço; nada me faltaria se o som da sua presença me afagasse os cabelos, e a batida forte do seu coração me fechasse os olhos! Mas nada de fato acontece no futuro do pretérito. No presente do indicativo, a vida corre impiedosa e o mundo gira com pressa; enquanto penteio os cabelos, concluo com uma mistura de pesar e serenidade que, na verdade, ainda que você tivesse sido o autor daquela carta, talvez eu ficasse quieta. Sou bonita demais pra matar qualquer coisa, ainda que seja um sonho vazio ou um soluço chamado curiosidade incerta.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Angels
" Light reflects from your shadow
It is more than I thought could exist
You move through the room
Like breathing was easy
If someone believed me
They would be
As in love with you as I am
They would be
As in love with you as I am
They would be
As in love with you as I am
They would be
In love, love, love
And every day
I'm learning about you
The things that no one else sees
And the end comes too soon
Like dreaming of angels
And leaving without them
And leaving without them
Being
As in love with you as I am
Being
As in love with you as I am
Being
As in love with you as I am
Being
As in love, love, love
Love, love, love
Love, love, love
And with words unspoken
A silent devotion
I know you know what I mean
And the end is unknown
But I think I'm ready
As long as you're with me
Being
As in love with you as I am
Being
As in love with you as I am
Being
As in love with you as I am
Being
As in love, love, love."
You move through the room
Like breathing was easy
If someone believed me
They would be
As in love with you as I am
They would be
As in love with you as I am
They would be
As in love with you as I am
They would be
In love, love, love
And every day
I'm learning about you
The things that no one else sees
And the end comes too soon
Like dreaming of angels
And leaving without them
And leaving without them
Being
As in love with you as I am
Being
As in love with you as I am
Being
As in love with you as I am
Being
As in love, love, love
Love, love, love
Love, love, love
And with words unspoken
A silent devotion
I know you know what I mean
And the end is unknown
But I think I'm ready
As long as you're with me
Being
As in love with you as I am
Being
As in love with you as I am
Being
As in love with you as I am
Being
As in love, love, love."
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