quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A outra

Ela segurava seu rosto e sentia a barba macia. As mãos estavam trêmulas - como era belo! Olhava com dificuldade dentro daqueles olhos escuros e pequenos; tudo girava ao seu redor. Com o coração apertado, comunicou sua vontade. Ele concordou - pensava exatamente da mesma forma. O jovem casal de amantes chorou lágrimas de verdade.

Havia escolhido casar-se com o amigo da escola. O melhor amigo, aquele que sabia de tudo. Conhecidos desde sempre, partilharam o primeiro, o segundo e todos os beijos, dividiram os detalhes sórdidos de cada transa. Um dia surgiu o desejo mútuo de participar da mesma cena, unir as forças malucas perdidas com um monte de pessoas erradas. Um dia se olharam e acharam que aquela era uma combinação interessante. Foi encantador; familiar; confortável; seguro; completo; onipresente. No outro dia também. No mês seguinte, a simbiose era evidente. Discutiam casamento e filhos deitados na grama, cobertos de nuvens. Sem demora o casamento aconteceu. Ele casou-se com outra. Anna nasceu logo depois, e enquanto ela mamava no peito  a esposa decidiu que estava na hora de encomendar Davi. 

É amor isso que está acontecendo conosco? Um dia se olharam e acharam que não havia mais  saída. Num ímpeto o pensamento alcançou outras pessoas - era hora de olharem em volta. Eu... Eu sei, eu também. Você... Não sei. Você? Sei lá. Fica mais um pouco? Até quando? Primeiro até amanhã. Depois a gente vê... Pipoca? Sorvete. Você... Amo, amo sim. Você... é, te amo também. Então por quê? Por um tanto de motivos, por nenhum - afinal quem precisa de um motivo nos dias de hoje? Será que amanhã isso vai passar? Talvez, pode ser. Me abraça bem forte, e aí pode ser que a gente não sinta mais tanto medo. Até amanhã? É, até amanhã. Depois a gente vê...

A outra

Ela segurava seu rosto e sentia a barba macia. As mãos estavam trêmulas - como era belo! Olhava com dificuldade dentro daqueles olhos escuros e pequenos; tudo girava ao seu redor. Com o coração apertado, comunicou sua vontade. Ele concordou - pensava exatamente da mesma forma. O jovem casal de amantes chorou lágrimas de verdade.

Havia escolhido casar-se com o amigo da escola. O melhor amigo, aquele que sabia de tudo. Conhecidos desde sempre, partilharam o primeiro, o segundo e todos os beijos, dividiram os detalhes sórdidos de cada transa. Um dia surgiu o desejo mútuo de participar da mesma cena, unir as forças malucas perdidas com um monte de pessoas erradas. Um dia se olharam e acharam que aquela era uma combinação interessante. Foi encantador; familiar; confortável; seguro; completo; onipresente. No outro dia também. No mês seguinte, a simbiose era evidente. Discutiam casamento e filhos deitados na grama, cobertos de nuvens. Sem demora o casamento aconteceu. Ele casou-se com outra. Anna nasceu logo depois, e enquanto ela mamava no peito  a esposa decidiu que estava na hora de encomendar Davi. 

É amor isso que está acontecendo conosco? Um dia se olharam e acharam que não havia mais  saída. Num ímpeto o pensamento alcançou outras pessoas - era hora de olharem em volta. Eu... Eu sei, eu também. Você... Não sei. Você? Sei lá. Fica mais um pouco? Até quando? Primeiro até amanhã. Depois a gente vê... Pipoca? Sorvete. Você... Amo, amo sim. Você... é, te amo também. Então por quê? Por um tanto de motivos, por nenhum - afinal quem precisa de um motivo nos dias de hoje? Será que amanhã isso vai passar? Talvez, pode ser. Me abraça bem forte, e aí pode ser que a gente não sinta mais tanto medo. Até amanhã? É, até amanhã. Depois a gente vê...

Punk

"Too smart for school, too stupid for work" - I just don't know where the fuck this will take me...

Punk

"Too smart for school, too stupid for work" - I just don't know where the fuck this will take me...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A casa das sete mulheres

Sem sombra de dúvida há dúvida em tudo que a gente faz. Depois de Matrix e do show de Truman, nem a certeza de viver do jeito que a gente acha que vive faz mais tanto sentido. Às vezes entro nuns transes tão intensos que fico pensando se sou uma ou duas ou várias pessoas se revezando pra banda tocar direito. Quando choro entendo que uma delas  faltou ao trabalho e sobrecarregou as demais. Até que ser várias é uma boa desculpa para meu fracasso sempre que tento construir alguma coisa.

A casa das sete mulheres

Sem sombra de dúvida há dúvida em tudo que a gente faz. Depois de Matrix e do show de Truman, nem a certeza de viver do jeito que a gente acha que vive faz mais tanto sentido. Às vezes entro nuns transes tão intensos que fico pensando se sou uma ou duas ou várias pessoas se revezando pra banda tocar direito. Quando choro entendo que uma delas  faltou ao trabalho e sobrecarregou as demais. Até que ser várias é uma boa desculpa para meu fracasso sempre que tento construir alguma coisa.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Encontro marcado

E aí,
tem um
cigarro?
Não,
mas
poderia
ter.
Poderia
fazer
você
fumar
outra
vez.
Posso
ser
o que
você
quiser,
dama
da
sociedade
ou
gata
de rua
é só
dizer.
Em
troca
você
me dá
o prazer
de
devolver-
te
o vício
e aí
só aí
você vai
poder
se entregar
ao querer
e viver
toda
uma vida
acreditando
que
a culpa
nunca
foi
sua.