E aí,
tem um
cigarro?
Não,
mas
poderia
ter.
Poderia
fazer
você
fumar
outra
vez.
Posso
ser
o que
você
quiser,
dama
da
sociedade
ou
gata
de rua
é só
dizer.
Em
troca
você
me dá
o prazer
de
devolver-
te
o vício
e aí
só aí
você vai
poder
se entregar
ao querer
e viver
toda
uma vida
acreditando
que
a culpa
nunca
foi
sua.
Esse blog é destinado a compartilhar viagens literárias, e está aberto a seres humanos e afins... Divirtam-se!
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Encontro marcado
E aí,
tem um
cigarro?
Não,
mas
poderia
ter.
Poderia
fazer
você
fumar
outra
vez.
Posso
ser
o que
você
quiser,
dama
da
sociedade
ou
gata
de rua
é só
dizer.
Em
troca
você
me dá
o prazer
de
devolver-
te
o vício
e aí
só aí
você vai
poder
se entregar
ao querer
e viver
toda
uma vida
acreditando
que
a culpa
nunca
foi
sua.
tem um
cigarro?
Não,
mas
poderia
ter.
Poderia
fazer
você
fumar
outra
vez.
Posso
ser
o que
você
quiser,
dama
da
sociedade
ou
gata
de rua
é só
dizer.
Em
troca
você
me dá
o prazer
de
devolver-
te
o vício
e aí
só aí
você vai
poder
se entregar
ao querer
e viver
toda
uma vida
acreditando
que
a culpa
nunca
foi
sua.
Light my fire
No dia em que eu disser foda-se, diga putaquipariu - só assim eu vou saber se achei o que estava procurando... Grite, xingue como nunca xingou antes, mas faça-o de forma geniosa, para que eu me cubra de deleite com a magia do seu emputecimento - deixe essas palavras todas fluírem em mim! Reclame que as coisas não são assim e serei sua for life, e nadarei de braços abertos pela sua masculinidade, e afagarei seus cabelos com calculada indiferença, até você me olhar com inocência e pedir mais. Diga merda, merda, fique indignado! Enquanto isso vou assistir a tudo com um sorriso ambíguo no rosto e um balde de pipoca do lado, pronta para o que vem depois.
Light my fire
No dia em que eu disser foda-se, diga putaquipariu - só assim eu vou saber se achei o que estava procurando... Grite, xingue como nunca xingou antes, mas faça-o de forma geniosa, para que eu me cubra de deleite com a magia do seu emputecimento - deixe essas palavras todas fluírem em mim! Reclame que as coisas não são assim e serei sua for life, e nadarei de braços abertos pela sua masculinidade, e afagarei seus cabelos com calculada indiferença, até você me olhar com inocência e pedir mais. Diga merda, merda, fique indignado! Enquanto isso vou assistir a tudo com um sorriso ambíguo no rosto e um balde de pipoca do lado, pronta para o que vem depois.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Antes da chuva
Ballet. Aulas de inglês. Rock'n'roll. Devaneios atemporais. Livros, livros, livros... Afinal, será que é assim que uma pessoa consegue ser plena? Perdendo-se alucinadamente em cada lojinha de doces? Abrindo a porta da sua cabeça e deixando todo mundo entrar? Que tal oferecer um pedaço seu na barganha? Você deixa a pessoa entrar e ainda dá uma surpresinha pra mantê-la ao menos... domesticada. Por que será que dói quando alguém cuja existência ainda não foi descoberta curte a sua festinha, leva a surpresa pra enfeitar a sala de estar e ainda fala mal do bolo e da decoração? Por que acreditar que o que não mata nos fortalece? Medo de ser fraco... de estar perdido e acabar no lugar errado. Já li receitas prontas, já conheci profissionais de sucesso, pessoas que se orgulham do que fazem e contam as calorias para alcançarem uma vida plena freneticamente. Pessoas que anotam cada centavo que sai da carteira compulsivamente, e assim equilibram suas contas. Pessoas que se acostumaram a sorrir e a comer comida fria porque é o que dá pra fazer. Pessoas que resolvem jogar tudo pra cima e começam de novo, e após o primeiro tropeço são tomadas pelo pavor e sonham com todas aquelas caras diárias sussurrando "eu avisei". Pessoas que nasceram sabendo o que queriam ser e tiveram sorte; pessoas que nasceram sabendo o que queriam ser e passaram a vida correndo na direção oposta por achar que não seria digno. O mundo está cheio de pessoas buscando coisas, sentimentos, outras pessoas. E cá entre nós, será que a cabeça aguenta se você parar? Era uma vez um enviado do Messias que durante anos preservou sua existência rogando pragas homéricas a quem quer que o ousasse tocar. Ele foi mantido preso em segredo e era temido por todos que o sabiam. Durante uma celebração no castelo, uma bela mulher enfeitiçou o rei com sua dança e se ofereceu em troca da cabeça do traidor. O rei não pensou duas vezes e pediu ao carrasco para executá-lo. Em poucos minutos a cabeça circulava em uma bandeja, para delírio dos convidados. No dia seguinte, três discípulos chegaram ao castelo para buscá-la. Aceitaram resignados sua tarefa, e o conto termina dizendo que como o sol era quente e a cabeça era muito pesada, tiveram que se revezar várias vezes pelo caminho. Espera pela recompensa ou medo do castigo, o que diabos nos move? Esperei o semestre todo para poder andar de patins pela Praça do Papa, com medo de me machucar e não poder participar do festival de ballet. Já passou o festival e os patins continuam no armário. Ensaiei o semestre todo para poder tocar no final do ano. Faço o que tenho que fazer, mas ainda assim sempre conto com um milagre - não confio na capacidade trivial do ser humano. Sabe aquele tempo meu e seu, aquele tempo em que nós dois éramos células pulsantes em um organismo tão peculiar? Na verdade ele nunca existiu. Eu existo aqui e você existe lá. Jamais conseguiremos nos ajudar a escolher a estrada porque somos diferentes. Olho pra mim aqui, feita de tanta coisa, e te desejo boa sorte sem sequer saber quem de nós vai precisar mais. Da janela o céu tenta me dizer que deve ser isso mesmo, e me sorri sem censura antes da chuva cair.
Antes da chuva
Ballet. Aulas de inglês. Rock'n'roll. Devaneios atemporais. Livros, livros, livros... Afinal, será que é assim que uma pessoa consegue ser plena? Perdendo-se alucinadamente em cada lojinha de doces? Abrindo a porta da sua cabeça e deixando todo mundo entrar? Que tal oferecer um pedaço seu na barganha? Você deixa a pessoa entrar e ainda dá uma surpresinha pra mantê-la ao menos... domesticada. Por que será que dói quando alguém cuja existência ainda não foi descoberta curte a sua festinha, leva a surpresa pra enfeitar a sala de estar e ainda fala mal do bolo e da decoração? Por que acreditar que o que não mata nos fortalece? Medo de ser fraco... de estar perdido e acabar no lugar errado. Já li receitas prontas, já conheci profissionais de sucesso, pessoas que se orgulham do que fazem e contam as calorias para alcançarem uma vida plena freneticamente. Pessoas que anotam cada centavo que sai da carteira compulsivamente, e assim equilibram suas contas. Pessoas que se acostumaram a sorrir e a comer comida fria porque é o que dá pra fazer. Pessoas que resolvem jogar tudo pra cima e começam de novo, e após o primeiro tropeço são tomadas pelo pavor e sonham com todas aquelas caras diárias sussurrando "eu avisei". Pessoas que nasceram sabendo o que queriam ser e tiveram sorte; pessoas que nasceram sabendo o que queriam ser e passaram a vida correndo na direção oposta por achar que não seria digno. O mundo está cheio de pessoas buscando coisas, sentimentos, outras pessoas. E cá entre nós, será que a cabeça aguenta se você parar? Era uma vez um enviado do Messias que durante anos preservou sua existência rogando pragas homéricas a quem quer que o ousasse tocar. Ele foi mantido preso em segredo e era temido por todos que o sabiam. Durante uma celebração no castelo, uma bela mulher enfeitiçou o rei com sua dança e se ofereceu em troca da cabeça do traidor. O rei não pensou duas vezes e pediu ao carrasco para executá-lo. Em poucos minutos a cabeça circulava em uma bandeja, para delírio dos convidados. No dia seguinte, três discípulos chegaram ao castelo para buscá-la. Aceitaram resignados sua tarefa, e o conto termina dizendo que como o sol era quente e a cabeça era muito pesada, tiveram que se revezar várias vezes pelo caminho. Espera pela recompensa ou medo do castigo, o que diabos nos move? Esperei o semestre todo para poder andar de patins pela Praça do Papa, com medo de me machucar e não poder participar do festival de ballet. Já passou o festival e os patins continuam no armário. Ensaiei o semestre todo para poder tocar no final do ano. Faço o que tenho que fazer, mas ainda assim sempre conto com um milagre - não confio na capacidade trivial do ser humano. Sabe aquele tempo meu e seu, aquele tempo em que nós dois éramos células pulsantes em um organismo tão peculiar? Na verdade ele nunca existiu. Eu existo aqui e você existe lá. Jamais conseguiremos nos ajudar a escolher a estrada porque somos diferentes. Olho pra mim aqui, feita de tanta coisa, e te desejo boa sorte sem sequer saber quem de nós vai precisar mais. Da janela o céu tenta me dizer que deve ser isso mesmo, e me sorri sem censura antes da chuva cair.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Weary bits
At the end of the day
you turn to me and say
we should slow down a bit
and I believe you.
When morning comes
I beg like a bum
for the most ordinary treat
though I never mean to!
Meanwhile
I live in denial;
pretend to admit
and wait for the truth...
you turn to me and say
we should slow down a bit
and I believe you.
When morning comes
I beg like a bum
for the most ordinary treat
though I never mean to!
Meanwhile
I live in denial;
pretend to admit
and wait for the truth...
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