Quanto tempo faz? Longo... curto? Já não sei, não faz mais a menor diferença. Padeço de patologia desconhecida, escondo-me em esquinas que se esqueceram de notar meu estar ali. No italiano ser é estar; no inglês também. Neste momento me pergunto por que foi que em algum momento teimamos em estabelecer tal distinção. Não estou triste - eu sou triste, e o bem estar me faz algumas visitas ocasionais. Eu creio no que não existe - cá entre nós, há nessa vida algo mais desgastante? Aqui não está bom - lá vai ser? Preciso mesmo me encontrar em algum lugar dessa terra? . Preciso findar a guerra que há tempos travei comigo. Deixar ir o que não puder ficar, assumir a culpa, culpar o cigarro ou a televisão. Leio, leio e creio mais em minha imaginação e menos no rumo das coisas a cada página. Confuso, mas talvez a alienação fantástica seja a máscara mais leve e mais bonita. O show de Truman mora ao lado... Não consigo respirar, como me dói a cabeça! O que fazer quando não se é e não se está? Minhas asas foram quebradas e ainda assim tento sair... Complicada, cem por cento errada. Cantar ou escrever? Pode ser essa a solução do meu problema. Cantar e escrever, ser sem deixar de estar. Acreditar que nunca é tarde para programar minha partida.
Esse blog é destinado a compartilhar viagens literárias, e está aberto a seres humanos e afins... Divirtam-se!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Ilha do Sono
Quanto tempo faz? Longo... curto? Já não sei, não faz mais a menor diferença. Padeço de patologia desconhecida, escondo-me em esquinas que se esqueceram de notar meu estar ali. No italiano ser é estar; no inglês também. Neste momento me pergunto por que foi que em algum momento teimamos em estabelecer tal distinção. Não estou triste - eu sou triste, e o bem estar me faz algumas visitas ocasionais. Eu creio no que não existe - cá entre nós, há nessa vida algo mais desgastante? Aqui não está bom - lá vai ser? Preciso mesmo me encontrar em algum lugar dessa terra? . Preciso findar a guerra que há tempos travei comigo. Deixar ir o que não puder ficar, assumir a culpa, culpar o cigarro ou a televisão. Leio, leio e creio mais em minha imaginação e menos no rumo das coisas a cada página. Confuso, mas talvez a alienação fantástica seja a máscara mais leve e mais bonita. O show de Truman mora ao lado... Não consigo respirar, como me dói a cabeça! O que fazer quando não se é e não se está? Minhas asas foram quebradas e ainda assim tento sair... Complicada, cem por cento errada. Cantar ou escrever? Pode ser essa a solução do meu problema. Cantar e escrever, ser sem deixar de estar. Acreditar que nunca é tarde para programar minha partida.
Belief
Um dia te levam a mão
no outro o braço
aquele grito à toa
ressoa
e lá se vai um ouvido.
Nunca te pedem perdão...
Você estica seus nervos de aço
aquele olhar te enjoa
ecoa
em seu pesar oprimido.
Pode levar-me a mão
mas nunca o braço!
Acabo sendo a pessoa
que destoa
ao não me dar por vencido.
no outro o braço
aquele grito à toa
ressoa
e lá se vai um ouvido.
Nunca te pedem perdão...
Você estica seus nervos de aço
aquele olhar te enjoa
ecoa
em seu pesar oprimido.
Pode levar-me a mão
mas nunca o braço!
Acabo sendo a pessoa
que destoa
ao não me dar por vencido.
Belief
Um dia te levam a mão
no outro o braço
aquele grito à toa
ressoa
e lá se vai um ouvido.
Nunca te pedem perdão...
Você estica seus nervos de aço
aquele olhar te enjoa
ecoa
em seu pesar oprimido.
Pode levar-me a mão
mas nunca o braço!
Acabo sendo a pessoa
que destoa
ao não me dar por vencido.
no outro o braço
aquele grito à toa
ressoa
e lá se vai um ouvido.
Nunca te pedem perdão...
Você estica seus nervos de aço
aquele olhar te enjoa
ecoa
em seu pesar oprimido.
Pode levar-me a mão
mas nunca o braço!
Acabo sendo a pessoa
que destoa
ao não me dar por vencido.
domingo, 1 de agosto de 2010
Hiroshima
Algumas frases abrigam seu punhado e meio de perigo. "Seja a mudança que você deseja ver no mundo". Se a todos os cidadãos fosse dada tal oportunidade, igualmente e sem qualquer objeção, a humanidade se dizimaria rapidamente na briga pelo controle remoto. "É incrível como uma simples farda pode transformar uma pessoa..." (Dostoiévski) - leia-se: o poder é a bomba atômica no reino dos cabeça-oca. Foda-se se até ontem você acreditava em Papai Noel - eu acreditava em mim!
Hiroshima
Algumas frases abrigam seu punhado e meio de perigo. "Seja a mudança que você deseja ver no mundo". Se a todos os cidadãos fosse dada tal oportunidade, igualmente e sem qualquer objeção, a humanidade se dizimaria rapidamente na briga pelo controle remoto. "É incrível como uma simples farda pode transformar uma pessoa..." (Dostoiévski) - leia-se: o poder é a bomba atômica no reino dos cabeça-oca. Foda-se se até ontem você acreditava em Papai Noel - eu acreditava em mim!
sábado, 31 de julho de 2010
Anti-herói
É aos bons olhos um bom moço. Mata pessoas em sonhos e sente-se bem em roubar-lhes os modos e a juventude. Julga-se inapto a despertar sentimentos fiéis; considera-se culpado de um crime que não cometeu: é bonito demais. Esse fato lhe renderia análises piegas e absurdamente falhas acerca da existência. Secretamente lhe faltam palavras - na prática tudo à sua volta é mistério. Desconhece a origem da compaixão, é anti-clichês e se justifica no que não é e não há. Não respeita a autoridade, mas admira o sucesso. Sobe no muro e só desce quando a batalha está comprovadamente perdida do lado de cá ou do de lá - ganha nunca estará. Vive no fundo mais profundo de seu inconsciente - e eu vivo esperando que ele acorde...
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