sábado, 13 de fevereiro de 2010

Mario!!!

Hoje acordei com um sentimento de que a vida é um jogo de vídeo game em tempo real. Se você achar que abriu o olho e apareceu em uma nova fase, tem que se virar, tem que sobreviver, tem que fazer o que tiver que fazer pra pegar todas as bonificações, os prêmios, as vidas extras, aproveitar as deixas, nadar no frio, respirar fundo e ler cada mensagem com paciência, pra entender o que fazer depois. Se cair, caiu - levante-se e continue a jornada, não se engane porque não há outra saída. E se morrer... aí é aquela velha história: agarre-se àquela vidinha extra, espere pra ressucitar e use a experiência pra aproveitar ao máximo o seu momento. Só não fique muito excitado depois de comer aquele cogumelo mágico e grite que nem Deus afunda esse navio, porque aí, meu amigo, já sabemos o que acontece...

Mario!!!

Hoje acordei com um sentimento de que a vida é um jogo de vídeo game em tempo real. Se você achar que abriu o olho e apareceu em uma nova fase, tem que se virar, tem que sobreviver, tem que fazer o que tiver que fazer pra pegar todas as bonificações, os prêmios, as vidas extras, aproveitar as deixas, nadar no frio, respirar fundo e ler cada mensagem com paciência, pra entender o que fazer depois. Se cair, caiu - levante-se e continue a jornada, não se engane porque não há outra saída. E se morrer... aí é aquela velha história: agarre-se àquela vidinha extra, espere pra ressucitar e use a experiência pra aproveitar ao máximo o seu momento. Só não fique muito excitado depois de comer aquele cogumelo mágico e grite que nem Deus afunda esse navio, porque aí, meu amigo, já sabemos o que acontece...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Purple haze

Quando ele disse que não queria mais, ela levantou-se e saiu. Muda. Calma. Sílvia. Sílvia, ele gritou. Só quem não sonha dá as costas, ele bradou vermelho, tenso. Descompassado. Ela interrompeu a caminhada. Virou-se e sorriu. Eu não te quero mais porque te amo, Sílvia, por que te amo tanto... Por que o amor pra mim é assim: se bater o coração não tem jeito. Ela arrumou o cabelo, piscou longamente. Você entende o que eu sinto? O ardor na minha pele só de olhar pra você? Me olhe, olhe esse descontrole, meu desespero. SÍLVIA! Ela limpou o pigarro da garganta, covinha à mostra. Mas não falou. Pôs as mãos nos bolsos. Respirou fundo. Olhava o agora ex-companheiro com curiosidade. Por tanto tempo você foi o meu sonho, Sílvia, por quanto tempo te pensei e te quis, ah, como te desejei! Sabia de cor cada um dos seus sorrisos, todos os seus penteados. E você... você... nem sabia que eu existia, nem me notava! Por que agora? Por que é que de repente você me olhou e me quis? Esse tipo de coisa não acontece de repente, depois de tanto, tanto... Sílvia, eu duvido que você me ame. Eu te quis tanto, por tanto tempo, que agora que você me quer não faz sentido. Não entendo. Não aceito. Não tem condição você decidir a me amar assim, de uma hora pra outra. Será que você acordou um belo dia e pensou Puxa, mas não é que esse cara é até interessante? Você não me ama, não, Sílvia. Mas eu sim. EU... eu te amo. Te amo tanto que tenho vontade de te matar. Sempre que estamos juntos penso nisso. Sinceramente, Sílvia, já que chegamos a esse ponto, tenho mesmo que dizer. Se continuarmos juntos eu vou te matar. Por isso preciso te proteger, preciso te deixar, você entende? Ela assistia a tudo impassível. Que espetáculo! E o pior, o pior é que agora não consigo mais tirar isso de mim. Não consigo mais tirar você da minha vida, e com isso nunca vou deixá-la viver a sua. Não consigo sequer imaginar outra pessoa te tocando, não é possível. É isso. Ou eu te mato agora... ou vou ter que me matar. Case-se comigo. É nossa única saída. Sílvia deu uma risada. É o pedido de casamento mais engraçado que eu já vi! Beijou o namorado. Você não tem jeito... Pegou-o pela mão e atravessaram a praça da Liberdade, rumo ao cinema. Sempre muito descontraído, ele ainda teve tempo de afrouxar o durex das costas e desfazer-se do punhal pelo caminho.

Purple haze

Quando ele disse que não queria mais, ela levantou-se e saiu. Muda. Calma. Sílvia. Sílvia, ele gritou. Só quem não sonha dá as costas, ele bradou vermelho, tenso. Descompassado. Ela interrompeu a caminhada. Virou-se e sorriu. Eu não te quero mais porque te amo, Sílvia, por que te amo tanto... Por que o amor pra mim é assim: se bater o coração não tem jeito. Ela arrumou o cabelo, piscou longamente. Você entende o que eu sinto? O ardor na minha pele só de olhar pra você? Me olhe, olhe esse descontrole, meu desespero. SÍLVIA! Ela limpou o pigarro da garganta, covinha à mostra. Mas não falou. Pôs as mãos nos bolsos. Respirou fundo. Olhava o agora ex-companheiro com curiosidade. Por tanto tempo você foi o meu sonho, Sílvia, por quanto tempo te pensei e te quis, ah, como te desejei! Sabia de cor cada um dos seus sorrisos, todos os seus penteados. E você... você... nem sabia que eu existia, nem me notava! Por que agora? Por que é que de repente você me olhou e me quis? Esse tipo de coisa não acontece de repente, depois de tanto, tanto... Sílvia, eu duvido que você me ame. Eu te quis tanto, por tanto tempo, que agora que você me quer não faz sentido. Não entendo. Não aceito. Não tem condição você decidir a me amar assim, de uma hora pra outra. Será que você acordou um belo dia e pensou Puxa, mas não é que esse cara é até interessante? Você não me ama, não, Sílvia. Mas eu sim. EU... eu te amo. Te amo tanto que tenho vontade de te matar. Sempre que estamos juntos penso nisso. Sinceramente, Sílvia, já que chegamos a esse ponto, tenho mesmo que dizer. Se continuarmos juntos eu vou te matar. Por isso preciso te proteger, preciso te deixar, você entende? Ela assistia a tudo impassível. Que espetáculo! E o pior, o pior é que agora não consigo mais tirar isso de mim. Não consigo mais tirar você da minha vida, e com isso nunca vou deixá-la viver a sua. Não consigo sequer imaginar outra pessoa te tocando, não é possível. É isso. Ou eu te mato agora... ou vou ter que me matar. Case-se comigo. É nossa única saída. Sílvia deu uma risada. É o pedido de casamento mais engraçado que eu já vi! Beijou o namorado. Você não tem jeito... Pegou-o pela mão e atravessaram a praça da Liberdade, rumo ao cinema. Sempre muito descontraído, ele ainda teve tempo de afrouxar o durex das costas e desfazer-se do punhal pelo caminho.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Nosso mundo

Não sei você, mas eu tenho coragem. Coragem de me despir e olhar no espelho, coragem de sentir-me bem inclusive quando estou no vermelho. Não sei você, mas eu tenho medo. Medo de envelhecer por arrepender, medo de quem vou encontrar quando morrer, do que inevitavelmente há de ser. Sei que você tem medo de mim e que falta coragem pra dizer. Eu? Não, não tenho medo de você. Não me aflige sua confusão constante. Não temo seu bom humor itinerante. Não finjo não perceber o barulho do seu coração ao me enxergar correndo, vivendo, o seu pensar pulsante. Não fico às voltas com nenhum dos seus desalentos, nem me preocupam seus sorrateiros, vulgares de tão simples... tormentos. Entretanto, tenho medo da minha coragem de te dedicar cada um dos meus sentimentos... Em sonhos curtos, em devaneios lívidos, em horários e locais fora do tempo, lá te alimento, sem dor, sem pudor, sem qualquer outro pensamento - cheia de coragem provocada pelo medo de insistir em te abrigar no meu momento... Que merda! Não sei você, mas eu tenho medo é da minha coragem de te querer.

Nosso mundo

Não sei você, mas eu tenho coragem. Coragem de me despir e olhar no espelho, coragem de sentir-me bem inclusive quando estou no vermelho. Não sei você, mas eu tenho medo. Medo de envelhecer por arrepender, medo de quem vou encontrar quando morrer, do que inevitavelmente há de ser. Sei que você tem medo de mim e que falta coragem pra dizer. Eu? Não, não tenho medo de você. Não me aflige sua confusão constante. Não temo seu bom humor itinerante. Não finjo não perceber o barulho do seu coração ao me enxergar correndo, vivendo, o seu pensar pulsante. Não fico às voltas com nenhum dos seus desalentos, nem me preocupam seus sorrateiros, vulgares de tão simples... tormentos. Entretanto, tenho medo da minha coragem de te dedicar cada um dos meus sentimentos... Em sonhos curtos, em devaneios lívidos, em horários e locais fora do tempo, lá te alimento, sem dor, sem pudor, sem qualquer outro pensamento - cheia de coragem provocada pelo medo de insistir em te abrigar no meu momento... Que merda! Não sei você, mas eu tenho medo é da minha coragem de te querer.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Anno nuovo

Essa coisa de viver perdendo
de sair correndo
isso é coisa do ano passado
nunca do ano que vem
rolando, desbarrancando
caindo do céu em forma de estrela
inundando o ser ou não ser mundano
enchendo o prato de torresminho
batata frita e churrasco
Esse ano tem que ser igual
de tão diferente
pois quem não chora não mama
E cá pra nós
essa coisa de viver perdendo
e sair correndo
mora é no dia de hoje
(sim, senhor!!!)
e fica por tempo indeterminado
estampada no nosso presente.