quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Miss taken

Do I have to tell you I'm home or will you keep staring at the door, waiting for that marvelous person to whistle her way back into your heart, soft hands reaching out for yours, long arms to keep you safe and welcome...? Do I have to show you where I stand or should I just leave you weeping, sighing, expecting another girl with the same name eager to help you through a cold, cold night with homemade tea and a whole lot of love? I walk through you, take off my clothes and look for a hot shower to embrace me, purify me, liberate me from my aching loneliness... Double bed is mine - I shut the door, turn off the lights and enjoy what's left of the life we used to share side by side.

sábado, 5 de outubro de 2013

Stroke me

My life according to Strokes:

 What Ever Happened?

Are you a male or female:

Hard to Explain

Describe yourself:

Barely Legal

How do you feel:

Ask me Anything

Describe where you currently live:

The Modern Age

If you could go anywhere, where would you go?

On the Other Side

Your favorite form of transportation:

I'll Try Anything Once

Your best friend?

The way it is

You and your best friend are:

Under control

What's the weather like:

Red Light

Favorite time of day:

Evening Sun

If your life was a TV show what would it be called?

Take it or leave it

What is life to you:

Is this it?

Your relationship:

Heart in a Cage

Your fear:

Fear of Sleep

What is the best advice you have to give:

Meet me in the bathroom

Thought for the Day:

The end has no end

My motto:

You only live once

Scene

Definition of sin by Julian Casablancas: "Sin is honouring desire above what you know is right". Ufff! How liberating... I spent all my life thinking that sin was honouring desire... Even if I don't know what's right, it feels much better to have standards ;)

domingo, 29 de setembro de 2013

Fight Club

Deixa eu te dizer
que mesmo que eu não queira
e que você não saiba
meu pensamento a volte
pousa sobre você
e te emagrece
te colore
te recria
e redescobre
ilumina meu bel-prazer.
Nessa terra onde não há respostas certas
você é mais alto e mais forte
e seu peito emana simplicidade
e os mais puros e verdadeiros sentimentos
e os lábios preferem que seus olhos conversem
e me digam toda a verdade que guardam
sobre o que você vê.
Deixa eu te dizer
que ainda que eu não saiba
e que você não queira
minha razão a volte
pousa sobre meu saber
e varre com um sopro cada possibilidade vã
que se alinha à natureza dócil do meu ser
e inflige à sua figura um descompasso
um quê de sarcasmo
imaturidade inglória
até eu compreender que não se espera
o que não se pode querer.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Comida II

Voltei ao restaurante poucos dias atrás, atraída pelo som do piano. Vi seu nome logo que entrei na sala escura, parecida com um calabouço medieval. Era um nome de uma cadeia de restaurantes conhecida na cidade. Ao dirigir-me ao buffet, uma surpresa: a comida era tipicamente mineira, com poucas e triviais opções de saladas. Nem sinal de peixe ou qualquer tipo de grão. O senhor que tocava piano, para quem eu olhei acidentalmente, cumprimentou-me com um sorriso. Havia acabado de me sentar quando ele encerrou suas atividades para almoçar, não sem antes me lançar um olhar malicioso de belo-horizontino velho que acredita piamente na falta de opção afetiva das moças mais jovens. Comi pouco, paguei caro e pensei: Oh, me... and my imagination wrapped up in cheesy poetry...

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Comida

Hoje me peguei pensando em... mim. Que bom pensar na minha vida for a change... Ou será que... Nesses dias em que se tira as bruxas do armário, a realidade pode não parecer tão bonita. Meus prazos estão se esgotando, as tarefas se amontoam e tudo o que eu quero é ir ao ballet todos os dias e almoçar na Savassi em seguida, sem hora pra voltar à ativa. Como é bom ter as bochechas coradas e os olhos brilhantes de perspectiva! Esses dias fiz exatamente isso - saí da minha aula mais prazerosa com cheiro de música clássica no collant e resolvi experimentar um restaurante novo. A porta não era exatamente convidativa, mas não queria mergulhar nas frituras do Mateus mais uma vez, então entrei à esquerda uma porta antes, entre o chinês e o Mc Donald's (coração da azia futura). O restaurante era grande e arrumado sem glamour ou descuido. No buffet, muitas opções de saladas, grãos, frutas e peixes (estou na vibe peixe esse ano), o que me agradou bastante. Pedi um suco e me sentei em um canto onde podia ver as pessoas se mexendo como formigas, sozinhas e acompanhadas de seus gestos habituais. O tempero abriu meu apetite no ponto certo, e quando pensei que momentos requintados de simplicidade podem transformar um almoço de segunda-feira em algo sublime, ouvi de repente uma melodia que parecia estar ali todo o tempo. Olhei para trás - um senhor tocava um piano de cauda com toda a classe que a tarefa demanda. Não consegui esconder minha surpresa e sorri sem saber que arrancaria dele um outro sorriso; ele me olhou como a dizer "viu como boa música passa pelos olhos e pousa no coração?". Quis ficar ali durante tanto tempo mais, a degustar algo belo, puro, leve e saboroso como aquelas notas que enchiam a sala já vazia. Tempos depois pensei "Ah, minha vida não comporta essas belezas". Não tornei a ver a porta, o piano ou o senhor que deu de comer à minha alma.