Fala, gente,
Hoje vou contar pra vocês algumas situações que acontecem com uma certa frequência por aqua - pelo menos de acordo com os jornaizinhos do metrô... Como aqui o governo ajuda bastante as pessoas de baixa renda, não é tão comum se deparar com pickpockets, essas pessoas que enfiam a mão na sua bolsa ou até no seu bolso sem você perceber, ou muggers, na nossa língua: pivetes, ladrões, marginais, esse naipe. Em compensação, os crimes daqui são - se não mais - tão bárbaros quanto os nossos, mas parecem ser oriundos de outras fontes, como obsessões, compulsões, perversões e outros problemas de ordem psicológica. Não que eles não aconteçam no Brasil, mas acho - talvez ingenuamente - que aqui a coisa é um pouco pior nesse sentido.
Hoje vou contar pra vocês algumas situações que acontecem com uma certa frequência por aqua - pelo menos de acordo com os jornaizinhos do metrô... Como aqui o governo ajuda bastante as pessoas de baixa renda, não é tão comum se deparar com pickpockets, essas pessoas que enfiam a mão na sua bolsa ou até no seu bolso sem você perceber, ou muggers, na nossa língua: pivetes, ladrões, marginais, esse naipe. Em compensação, os crimes daqui são - se não mais - tão bárbaros quanto os nossos, mas parecem ser oriundos de outras fontes, como obsessões, compulsões, perversões e outros problemas de ordem psicológica. Não que eles não aconteçam no Brasil, mas acho - talvez ingenuamente - que aqui a coisa é um pouco pior nesse sentido.
Por exemplo, entrei numa lojinha na semana passada e havia um cartaz com uma manchete dizendo algo do tipo "busca por armas recomeça com a volta as aulas". Estranho, não? Pra mim foi bem estranho, principalmente se considerarmos que essas escolas não estão no meio das favelas e comunidades mais perigosas da região, nossa desculpa pra esse absurdo.
Uma coisa bem na moda aqui no momento é o tal de "happy slapping", que consiste basicamente em um grupo de adolescentes, geralmente entre 13 e 16 anos; esse grupo escolhe alguém sozinho na rua pra dar porrada, e existem vários critérios de escolha. Enquanto uns batem, os outros filmam nos celulares e colocam na internet depois. Eu até assisti a um filme sobre isso antes de vir pra cá chamado "Valente" - com Jodie Foster e Naveen Andrews, aquele indiano do Lost, que aliás eu soube que era viciado em heroina, but it's none of my business anyway, ok, going back... - e antes disso nunca tinha ouvido falar em nada parecido - além dos skin heads, claro. No filme, o cara morre com o espancamento, o que me chocou ainda mais. Mas tudo bem, tem uns filmes que impressionam a gente mesmo, mas depois passa, não é assim? Nada, gente, passa não.
Pois que estava eu chegando na estação de metrô quando recebi um jornal - ah, não contei, todo dia eles distribuem um jornalzinho gratuito na porta da estação, e pra pessoas como eu, que NUNCA, repito, NUNCA lêem jornal, é até um passatempo interessante. Inclusive, as pessoas aqui tem uma coisa com a Kate Moss impressionante - todo dia tem uma foto ou uma matéria sobre ela no jornal, sempre born to be wild, e parece que ela é a unica modelo da Inglaterra, porque ela simplesmente está em TODAS as campanhas publicitárias, de shampoo, roupa, maquiagem, esmalte, enfim, tipo a Ivete Sangalo aí - acho que se ela cantasse então seria foda! Mas tentando sempre voltar ao assunto, recebi o jornalzinho - que tinha obviamente uma matéria da Kate Moss, em que ela, ao assistir a um desfile, levantou e começou a desfilar para delírio dos fãs, antes de (a?)baixar as calças e fazer xixi no jardim do evento (ui, tão peculiar...) - e depois de muita diversão com as noticias sobre as celebridades UK/USA, li uma nota sobre uma garota de 16 anos que havia sido brutalmente espancada num desses "happy slapping" (vcs tão percebendo a doença? Se isso é happy, imaginem o sad…). Obviamente a primeira coisa que me veio à mente foi o filme da Jodie Foster - aliás ela fez uns filmes que ninguém esquece, né? Aquele "Silêncio dos Inocentes", por exemplo, puta madre!!! - e comecei (claro!) a pensar sobre isso. Pensei, pensei... e passou, parei de pensar.
Eis que estava eu, essa pessoa que vcs conhecem, depois de umas pints, andando por Camden Town com meu amigo belo horizontino-brasiliense Leo - estão lembrando, aquele bairro alternativo, cheio de punks e afins? - bem distraída e tranquila - imaginem a cena por favor, dá mais emoção! -, me sentindo sensacional. Ótimo, né? Passa por mim nesse momento um cachorrinho, lindo, boxer - adoro boxer - e eu, achando em meu doce devaneio que ele era só mais uma parte boa do meu dia assaz agradável, disse pra ele um "hey, doggy!". O cachorro me olhou de relance e deu um latido. OK, cachorros latem mesmo, uai, normal, ele nem me conhece... Aí é que vem a bomba: a dona do cachorro. A dona do cachorro olhou pra mim com um ódio latejante e gritou "Walk!". Gente, que isso, né, deve ser uma pegadinha, não é possível! Pensando assim, olhei pra ela e disse calmamente "Excuse me, are you talking to ME?", ao que ela respondeu quase espumando a boca "Who the hell would I be talking to? I said WALK!" Não acreditei. Saí da minha nuvem rosa e falei do jeito mais suave que eu consegui "Look, tell YOUR DOG to walk, not me. I've never seen you before, I've got nothing to do with you and I didn't do anything to you OR to your dog". Queeeeeeeeee iiiiiiissssssssssssso!!! A mulher pirou. Só pra vcs visualizarem a situação um pouco melhor: a mulher era na verdade uma menina, de uns 16 anos, estilo revoltadinha punkzinha com os amiguinhos caricaturinhas. Essa mesma mulher-menina-punk-rage quase que não esperou eu acabar de falar - deu um passo grande pra frente como se quisesse mostrar que estava vindo pra cima, ao que os amiguinhos fizeram que iam segurá-la, e lançou um "Walk! Are you bloody deaf? Get out of my fucking sight-right-now", ao que eu respondi dando meia volta - só porque o Leo insistiu, claro... - e andando rapidinho, preparada até pra pedir desculpa e beijar o cão danado se fosse o caso... Eu, hein?
VOLTA PRO MAR, OFERENDA!!!
Bjos e hasta luego!